MaverickJoker@JokMavX
Quer saber o que me irrita nessa história, Eduardo? Não é a ingratidão, porque ingratidão em política é tão velha quanto a própria política. O que me irrita é a burrice de fazer isso em público, em ano eleitoral, achando que ninguém vai notar. Seu pai está preso. Michelle segurando tudo ao lado. E você resolve gastar munição atacando o cara que caminhou 255 quilômetros de Paracatu a Brasília pela liberdade do seu pai. O Nikolas fez isso. Caminhou pelo seu pai. Pela derrubada do veto ao PL da Dosimetria. Pelos presos do 8 de janeiro. Reuniu 18 mil pessoas na Praça do Cruzeiro. Depois ainda pediu autorização pra visitar seu pai na prisão. E a sua gratidão é essa. Você diz que projetou o Nikolas. Que era um menino desconhecido. Que apoiou lá atrás. Bom, eu quero que você me responda uma coisa com a honestidade que essa conversa exige: em 2022 o Nikolas foi o deputado federal mais votado do Brasil inteiro. Um milhão e meio de votos. Ninguém dá isso de presente, isso se conquista. Votou contra o Vale Gás quando votar contra custava caro. Pediu cassação de Soraya e Lindbergh quando ninguém comprava essa briga. Presidiu a Comissão de Educação e entregou. Aparece em pesquisa presidencial com seis anos de vida pública. O Nikolas se projetou com entrega. Você se projetou com sobrenome. E sobrenome sem entrega é cheque sem fundo. Agora a régua. Porque a régua é o que revela tudo. Valdemar desmonta cinco indicações do seu pai pro Senado e você cala. Arthur Machado chamou seu pai de louco e falso cristão, foi preso na Lava Jato, entrevistou Dugin em Moscou, e você aceita como aliado. André Marinho cujo pai disse "quem conhece Bolsonaro vota no Lula", fez campanha pro PT, entregou informação do seu pai pro Lula e depôs contra o Flávio no MP, recebe abraço e pré-candidatura. Pra esses, perdão. Mas pra Campagnolo, matilha. Pro Spaces Liberdade, canalha. Pro Grimaldo, abjeto. Pro Nikolas que caminhou 255 quilômetros pelo seu pai e reuniu 18 mil pessoas, desrespeito. A régua perdoa quem traiu e pune quem caminhou. Essa régua não mede caráter, mede conveniência. E quem segura essa régua é o Kim Paim de Brisbane. O cara que colabora com canal que entrevistou o Dugin que Olavo combateu. Que não consegue dizer sim quando perguntam se quer que a direita vença. Seu pai tinha Olavo de Carvalho e não ouviu. Você tem um engenheiro elétrico de Brisbane que nunca ganhou eleição. Seu pai não ouviu o gênio. Você ouve o medíocre. Olavo não falava do Nikolas quando avisou sobre o entorno da família. Falava de quem sussurra, de quem apita, de quem solta matilha contra quem caminhou pelo seu pai enquanto faz reverência pra quem vendeu ele. Se Olavo estivesse vivo vendo você atacar quem caminhou pelo seu pai enquanto abaixa a cabeça pro Valdemar e abraça quem votou no Lula, diria que a quota de gente que não presta em volta da família continua a mesma. Só mudou o CEP do per capita.