Sócrates

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@SocratesAtanzio

antimodernista 🇵🇸 https://t.co/IM2eZVbD4Z

Beigetreten Temmuz 2020
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Angehefteter Tweet
Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Sempre se fala na grande imprensa sobre o intocavél futebol hegemônico multicampeão do centro do mundo. E pouco se nota que o grande futebol dos últimos 40 anos foi totalmente produzido na diaspora dos perseguidos e pobres do mundo. O grande futebol é diasporico.
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Sócrates@SocratesAtanzio·
Rafael Leão não joga.
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Portugal tem a maior escola MUDERNA do futebol, onde nossos tecnicos estudiosos burrinhos vão aprender como se joga bola. É muito facil de entender porque estamos na merda. O pior cara que vc vai conhecer no futebol estudou nas escolas portugueses, de la só aprenderam o etnocentr
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Curiosidades Europa
Curiosidades Europa@CuriosidadesEU·
🇧🇷 Ronaldinho versão Bola de Ouro 2005.
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Sócrates@SocratesAtanzio·
Sempre se fala na grande imprensa sobre o intocavél futebol hegemônico multicampeão do centro do mundo. E pouco se nota que o grande futebol dos últimos 40 anos foi totalmente produzido na diaspora dos perseguidos e pobres do mundo. O grande futebol é diasporico.
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
O futebol global e muderno da França, cheio de mecanismos e consciencia tatica é completamente diferente da força e improviso das açoes do Senegal. São dois dominios completamente distintos de futebol Europeu, sua doutrina e o resto do mundo.
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Futebol hegemonico europeu x futebol do mundo e das culturas. Perfeito
Ricardo F. Lima@MimeticLima

Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial. É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional. A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição. A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores. Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo. O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente. O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”. E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.

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Ricardo F. Lima
Ricardo F. Lima@MimeticLima·
Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial. É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional. A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição. A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores. Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo. O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente. O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”. E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
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Emérico
Emérico@FtUniversale·
Que jogo perfeito do Dembélé. Um espetáculo. Eliminou todas as dúvidas sobre a titularidade do Cherki. Agora só é o momento do Deschamps intervir. É o Raphinha deles.
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Messismo
Messismo@Messismo10·
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Tecnicamente é o melhor jogador da história.
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E.
E.@10Kundera·
El 4321 de Argentina es la composición más sexy de la Copa hasta el momento.
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E.
E.@10Kundera·
El mejor goleador de la historia.
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Messi mostrando pros otários fascinados por "nivel", "estatistica", e coisas mensuraveis que ser o melhor não tem nada haver com o estado, com estar sendo e batendo recordes, mas ser o melhor por simplesmente ser quem melhor joga e trata bola. O gênio ensina a todos
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Não é deste mundo
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Sócrates
Sócrates@SocratesAtanzio·
Não é deste mundo. Tem para todos os gostos. Talvez seja o melhor tecnicamente que jogou este jogo. Tremendo gol, tremenda finalização de encher os olhos
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Higor Santos
Higor Santos@HigorSantos_10·
Ninguém jogará melhor este esporte que Lionel Messi. Uma recepção entrelinhas seguida de condução e finalização como se estivéssemos no auge de 2015.
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