ᴊᴜʟᴇꜱ ˹ ᶜᵘᵖᵒᵐ ᴹᴱᴰᴹᴬᴾᴬ ʲᵘˡᵉˢ¹⁰ ˎˊ˗
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@defeitoadverso
ᯓ★ MED ⚕ 10/12⠀ ↪ ₊ ⊹ saúde mental & estudos ⠀⠀× comunico vulnerabilidades e resiliência, conteúdo pessoal e informativo. e talvez não seja pra você.




🇺🇸👶🏻 O YouTuber Jesse Ridgway anuncia que ele e sua esposa decidiram ABORTAR seu filho ao saber que nasceria com Síndrome de Down. A decisão foi divulgada por meio de um extenso comunicado nas plataformas oficiais do influenciador. O caso gerou polêmica e polarização nas redes, muitos internautas e grupos de apoio a pessoas com deficiência expressaram forte rejeição.

Gente a eugenia tá mto em alta mesmo, a minoria mais odiada são as pessoas deficientes. Eu fico mto triste lendo esses absurdos.

@farinhaclara Isso me lembrou o poema "Quando envelhecer vou usar púrpura" 😍💜 procurem se tiverem curiosidade





🇺🇸👶🏻 O YouTuber Jesse Ridgway anuncia que ele e sua esposa decidiram ABORTAR seu filho ao saber que nasceria com Síndrome de Down. A decisão foi divulgada por meio de um extenso comunicado nas plataformas oficiais do influenciador. O caso gerou polêmica e polarização nas redes, muitos internautas e grupos de apoio a pessoas com deficiência expressaram forte rejeição.

Eu amo quando usam o argumento: você gostaria de ter sido abortada sendo PCD? Não, quando eu tava no útero eu ainda não era PCD e ser PCD nunca me fez querer não existir ou estar viva. Agora minha mãe ser imatura, ter transtorno mental que até hoje não foi diagnosticado, ser desequilibrada, violenta física e psicologicamente por anos a ponto de eu desenvolver TEPT-C e o meu pai ser um alcoólatra, depressivo, obsessivo, possessivo, agressivo e que ainda por cima me abandonou aos 3-4 anos de idade meio que me fazem pensar que era melhor terem me abortado mesmo. Porque pra TENTAR reparar os estragos que eles fizeram, eu (até o início desse ano) fiz terapia semanal, às vezes 2x/semana, fui internada duas vezes, tentei suicídio inúmeras vezes (literalmente tentando realizar o aborto que eles deveriam ter realizado), tomo remédios desde criança, tenho que estudar igual uma fodida sobre saúde mental porque não há condições financeiras pra excelentes profissionais e até O PRESIDENTE DA SOCIEDADE PARAENSE DE PSIQUIATRIA (hoje não é mais, na época era) já me disse que meu caso é MUITO DIFÍCIL. E PASMEM MAIS: eu fui PLANEJADA. Eu sou o "sonho" da minha mãe que só um dia desses depois de MUITO conversar com ela, ela percebeu e conseguiu admitir que foi sim maternidade compulsória. Que esse "sonho" foi imposto, que na época nem se pensava em casar e não ter filhos. Que nada preparou ela prós desafios normais e nem os bônus de chefão que vieram comigo. Se eu pudesse voltar no tempo eu não mataria o bebê Hitler, eu sentaria com ela e tentaria explicar pra ela que essa era uma decisão horrível pra vida dela. Eu sequestraria minha mãe se eu pudesse até fazer ela entender que ter filho não seria bom pra ela nem pro filho hipotético. Eu teria tentado fazer ela perceber que tava num relacionamento abusivo, que ela é genial academicamente e que podia ter subido muito mais alto do que subiu. Eu literalmente doutrinaria minha mãe se fosse preciso. "Ah, mas você se mataria bebê?" NÃO porque a questão não é eu existir ou não, a questão é que sistematicamente com raras exceções temos sido pais e mães INCOMPETENTES e em grande maioria SEM REFERÊNCIA do que é maternidade e paternidade saudável e responsável. A minha crítica não é a UM CASAL, é ao sistema de crenças que nos é imposto que se vale da labilidade humana pra continuar produzindo peças substituíveis de uma grande máquina de enriquecer rico e exterminar pobre. E você pode discordar de todas as minhas razões, mas há coerência no que falo e acredito e talvez seja isso que mais dói em quem defende o contrário. Eu AMO crianças. Eu sou extremamente solidária a todas as mães que são punidas socialmente e de outras formas por serem mães. Sempre validarei as mulheres que não querem ter filhos. O meu problema reside na questão amplamente discutida por Kant: Uma lei (ou regra) só é justa se ela for aplicável a TODOS OS INDIVÍDUOS SEM DISTINÇÃO e não trouxer prejuízo significativo pra um grupo ou uma classe. Se o aborto é legalizado universalmente, ele se torna UMA OPÇÃO. Quem não concorda por razões morais, religiosas etc pode simplesmente escolher NÃO FAZER. Incoerente é ser CONTRA o aborto e não apoiar mães sem condições a darem melhores condições pros seus filhos. Incoerente é defender a todo custo um feto inconsciente e não lutar por políticas públicas, direitos da criança e da mulher, ser a favor do neoliberalismo desenfreado, justificar desigualdades sociais e normalizá-las porque se for pra criar alguém que nunca vai ter a menor chance nesse sistema, é melhor não criar. Eu tô quase no limite de caracteres e eu não sei como ser mais clara porque no fundo vocês tão sendo desonestos e eu tô comunicando minhas ideias de forma compreensível, sim.









Aconteceu de novo. Eu tive um colega de faculdade que faleceu, coisa trágica, fui ao velório, falei com a família. Triste demais. Uns dois anos depois dei de cara "com ele" na recepção do prédio que trabalhava. Subi o elevador me tremendo e quando cheguei, meu chefe disse que ele era gêmeo. Rimos muito. Agora mesmo vi um convite de missa de dois anos de vida eterna, pela foto do homem, eu o atendi há uma semana, o tico e o teco não bateram, fui ler o nome, era gêmeo do meu cliente em potencial.



Quando eu digo que as pessoas que "sonham" em ser pais/mães não querem realmente isso, me julgam. Se você DECIDE ter um filho você tem que analisar dentro de você se você amaria essa criatura independentemente de quem ela seja ou se torne, de como ela nasça, das doenças que tenha. Ninguém quer que o filho sofra mas daí a ser eugenista é foda. Se você quer um bebê perfeito, recomendo um reborn. Pelo menos assim você não traumatiza uma criança inocente. Dito isto, considerando que essa foi a escolha deles, foi uma escolha correta porque se eles pensam assim e fossem obrigados a ter o bebê, seria uma criança muito infeliz porque o preconceito ela conheceria do berço.


Quando eu digo que as pessoas que "sonham" em ser pais/mães não querem realmente isso, me julgam. Se você DECIDE ter um filho você tem que analisar dentro de você se você amaria essa criatura independentemente de quem ela seja ou se torne, de como ela nasça, das doenças que tenha. Ninguém quer que o filho sofra mas daí a ser eugenista é foda. Se você quer um bebê perfeito, recomendo um reborn. Pelo menos assim você não traumatiza uma criança inocente. Dito isto, considerando que essa foi a escolha deles, foi uma escolha correta porque se eles pensam assim e fossem obrigados a ter o bebê, seria uma criança muito infeliz porque o preconceito ela conheceria do berço.
