Mat ⚡️
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Mat ⚡️
@ihmsmt
Direito tributário, otimização fiscal, imigração, bitcoin e economia. 🇺🇸🇺🇾🇵🇾🇨🇱


Muita gente da direita está indignada porque o PL 896/2023 foi aprovado por UNANIMIDADE no Senado. 67 a 0. "Mas o Flávio não era contra?" Era. E continua sendo. Mas política não é torcida organizada. Deixa eu explicar. Primeiro, o FATO: existiam VÁRIOS projetos de misoginia tramitando no Senado. Não era um. Eram vários. E entre eles, tinha o PL 2/2026, o PL da Misoginia DIGITAL. Esse sim era o monstro. Esse era o PL das Fake News com roupa de proteção à mulher. O PL da Misoginia Digital obrigava plataformas a DERRUBAR posts denunciados como misóginos ANTES de qualquer análise. Leu direito? Derruba primeiro, depois vê se era misoginia mesmo. Imagina isso na eleição de 2026. Qualquer post criticando uma candidata: "misoginia!" E tchau, post deletado. ESSE projeto a oposição conseguiu BARRAR. Tiraram de pauta. Mataram. E isso ninguém tá falando. A grande vitória da direita no Senado essa semana não foi votar contra o PL 896. Foi IMPEDIR que o PL da censura digital passasse. Agora, o PL 896/2023 que foi aprovado, o que ele faz na prática? Ele inclui a misoginia na Lei do Racismo (Lei 7.716/89). Ou seja, passa a punir crimes de discriminação motivados por ódio às mulheres com as mesmas penas dos crimes de racismo: 2 a 5 anos. "Mas isso é absurdo!" Calma. O STF JÁ tinha determinado, por jurisprudência, que a misoginia se equipara ao racismo. Assim como fez com a homofobia. Ou seja: NA PRÁTICA, o que o Senado aprovou hoje é o que o STF já impunha sem lei nenhuma. O Congresso só formalizou. E aqui entra o ponto que ninguém quer ouvir: é MELHOR o Congresso legislar sobre isso do que deixar o STF decidindo sozinho por interpretação extensiva. Quando o Judiciário cria crime sem lei, não tem limite, não tem debate, não tem emenda. Quando o Congresso legisla, pelo menos existe um texto que pode ser contestado, emendado, e levado ao STF se for inconstitucional. "Mas por que não votou CONTRA?" Porque a conta política não fechava. Zero senadores votaram contra. ZERO. Sabe por quê? Porque no ano da eleição presidencial, com Flávio como pré-candidato, votar contra um projeto chamado "contra a misoginia" é dar de bandeja a narrativa: "Flávio Bolsonaro é a favor do ódio contra mulheres." A esquerda JÁ estava posicionada pra isso. Erika Hilton já estava nas redes gritando que Flávio queria "impedir a proteção às mulheres." Imagina se ele vota contra? Manchete de todo jornal por 6 meses. Cada feminicídio no Brasil seria culpa do Flávio que "votou contra a proteção das mulheres." E tem mais: o próprio Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tá pressionando Flávio para escolher uma MULHER como vice. Tereza Cristina é o nome mais cotado. Flávio tá fazendo pré-campanha no Nordeste falando sobre feminicídio e proteção às mulheres. Votar contra destruiria tudo isso. "Então foi covardia?" Não. Foi pragmatismo. A oposição TENTOU melhorar o texto. Foram apresentadas emendas para: (a) excluir manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas e religiosas do alcance da lei; (b) exigir PROVA de que o autor agiu com dolo de ódio. As duas foram rejeitadas pela maioria. A emenda do Carlos Portinho (PL-RJ) sobre garantia de direitos fundamentais foi levada a destaque e rejeitada também. A Damares Alves fez um discurso forte lembrando que uma fala dela de 2019 sobre a Bíblia e o papel da esposa resultou em processo e indenização de R$ 5 milhões. Sob essa nova lei, poderia dar cadeia. Ou seja: a direita LUTOU para melhorar o texto, PERDEU nas emendas, e na hora do voto final fez o cálculo: votar contra não impede a aprovação (não tinham votos suficientes), e ainda dá munição política infinita ao adversário. A escolha racional era aprovar e levar a briga para a Câmara. Porque é isso que muita gente esquece: o PL 896 agora vai para a CÂMARA DOS DEPUTADOS. Lá, a direita tem mais força. Lá dá pra tentar inserir as salvaguardas de liberdade de expressão que não passaram no Senado. A guerra não acabou, mudou de campo. O texto aprovado TEM problemas? TEM. A definição de misoginia como "conduta que exteriorize ódio ou AVERSÃO às mulheres" é vaga demais. "Aversão" pode ser qualquer coisa. Um cara do MGTOW que diz "não quero me relacionar com mulheres", isso é "aversão"? Um pastor que prega sobre papéis bíblicos de gênero, isso é "ódio"? A rejeição da emenda que protegia discurso religioso, acadêmico e jornalístico é GRAVE. Esse é o flanco aberto. E é EXATAMENTE onde a Câmara precisa agir. Resumindo a jogada do Flávio e da direita no Senado: ✅ Barraram o PL da Misoginia Digital (o verdadeiro projeto de censura) ✅ Tentaram emendar o PL 896 para incluir salvaguardas (perderam) ✅ Votaram junto para não carregar rótulo eleitoral suicida ✅ Transferiram a batalha para a Câmara onde têm mais força Você pode discordar da estratégia. Eu entendo. Mas quem acha que votar contra um projeto chamado "contra a misoginia" num ano eleitoral é "coragem" não entende como a política funciona. Coragem foi barrar o PL da censura digital. Coragem é levar a briga para a Câmara e consertar o texto lá. A esquerda queria dois troféus: o PL da Misoginia E o PL da Censura Digital. Levou um. E levou o menor. Isso não é derrota da direita. É contenção de danos num campo desfavorável. A batalha real agora é na Câmara. Fiquem atentos. E se você mesmo assim não ficou convencido pegue ai uma IA qualquer e jogue esse PDF aqui que é a lei que foi BARRADA pelo Flávio e oposição e me diga se não é mil vezes pior. legis.senado.leg.br/sdleg-getter/d…

Olavo tinha razão. Na hora que aparecer um direitista de verdade, ele vai comandar o país. Não será ninguém do MBL. Não será ninguém da ala do Bolsonaro. Ele ainda não existe.

🚨URGENTE – Se um homem perguntar a uma mulher se ela está de TPM por ela estar brava, ele pode ser condenado a até 5 anos de prisão, segundo a nova lei da misoginia aprovada “Você está muito nervosa. Você está de TPM?” Isso já é considerado “misógino”.

OFICIAL! 🚨🇧🇷 A Nike e a CBF anunciaram a nova camisa da Seleção Brasileira!



🚨URGENTE - Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, fez 54 transferências que totalizaram R$ 49 milhões para a unidade do Belvedere da Igreja da Lagoinha, em BH, diz Folha de SP



Completamente surreal o quadro de quebradeira no Brasil

🇧🇷⚖️ AGORA: A senadora Damares Alves COMEMORA após o “ECA Digital”, conhecida como “Lei Felca”, ter entrado em vigor, obrigando as redes sociais a verificarem idade de usuários. “Está valendo! Chega de crianças e adolescentes soltos nas redes sociais, à mercê dos predadores da Internet.”















