Almanaque da Copa 2026

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O Almanaque da Copa é uma publicação especial, voltada para a Copa do Mundo de 2026. Assine a newsletter gratuitamente e leia por completo. Por Leandro Stein.

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Queridos, O Almanaque da Copa é feito pelo exército de um homem só, com muito carinho, muita dedicação e também muito suor. São horas e horas de pesquisa e escrita todos os dias. Se você vem gostando do trabalho, por favor, ajude mais gente a conhecer. Viralizar é mais difícil quando a ideia são textos longos, mas quem realmente gosta de ler sobre futebol e de boas histórias pode curtir. A cada dia, até a véspera da Copa, serão dois guias: o Guia Histórico e o Guia de Origens. Até o momento, sete textos de cada guia (e 14 seleções de cada) já estão no ar. Bora fortalecer? =) Assine a newsletter para receber todo o conteúdo gratuitamente: almanaquedacopa2026.substack.com
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Luka Modric não precisa fazer mais nada em Copas do Mundo para ser considerado um dos maiores jogadores da história do torneio. A Bola de Ouro de 2018, símbolo da campanha até a final, fala por si. Assim como a Bola de Bronze rumo às semifinais em 2022, com direito a um recital contra o Brasil. Aos 40 anos, muita gente imaginava que o camisa 10 nem estaria mais em 2026. Não só está, como dá tudo de si em campo. A vitória da Croácia sobre Gana teve a precisão do craque com o cruzamento para o gol decisivo, mas também a entrega absoluta, de quem deu carrinho nos acréscimos do segundo tempo. Modric valoriza o futebol. E não só por sua qualidade técnica, mas também pela vontade que demonstra para seguir em frente a carreira em alto nível. O atual ciclo é prova disso. O camisa 10 seguiu imprescindível à Croácia, quando muitos davam sua despedida como certa. O adeus ainda não foi na campanha até a final da Liga das Nações em 2023. Muito menos na precoce queda na Euro 2024. O capitão permaneceu em forma para liderar a campanha nas Eliminatórias. Estaria em sua quinta Copa do Mundo. Os últimos meses salientaram como Modric não iria à América do Norte a passeio. O meio-campista não quis antecipar a aposentadoria no Real Madrid. Tinha energia para mais, para vestir outra camisa pesada, a do Milan. O desempenho do clube na Serie A pode não ter sido satisfatório, mas não por culpa do veterano. Ele continuou gastando a bola. Chegou com fome em seu novo Mundial. Sabe o que ele e a Copa representam para a Croácia. São histórias que se misturam, do garoto refugiado que usou a bola para abstrair da guerra e do país que reconstruiu sua identidade a partir da seleção. O início da Copa do Mundo de Modric foi aquém de seus capítulos anteriores. Não errou um passe sequer contra a Inglaterra, mas teve pouca influência no jogo, e contra o Panamá seus melhores lances não impactaram no placar. Já diante de Gana foi aquele camisa 10 magistral e até um pouco mais. Modric organizou a Croácia e, na hora do aperto, deu a assistência para Nikola Vlasic fazer o gol da vitória aos 38 do segundo tempo. Já a entrega defensiva impressionou: Modric ficou todos os minutos em campo e se esfolou, com carrinhos e bloqueios cruciais. O craque gosta da Copa. Isso, também, o torna maior.
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@LuizFCAlmeida Seria uma boa opção mesmo. Preferi o Schön por ser um personagem fundamental que tem uma fama pouco citada fora da Alemanha como jogador e que não seria prioritário como "mentor", por causa do Sepp Herberger. Também é de uma geração prejudicada pela guerra e pela divisão.
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Luiz FC Almeida
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@AlmanaqueDaCopa Claro, é sempre difícil. Dörner seria o meu por simbolizar o impacto da divisão (e o azar com a icterícia em 74).
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Fio: Um grande ídolo que nunca jogou Copas do Mundo, de cada uma das 48 seleções de 2026 Vou aproveitar o fim da fase de grupos para fazer um mega fio aqui, com o tópico que achei o mais legal de pesquisar no Guia Histórico: um jogador icônico de cada país, mas que nunca esteve em Mundiais. Os escolhidos não são necessariamente "o maior que nunca jogou", mas todos têm boas histórias. Além disso, alguns deles chegaram a jogar Copas, só que por outras seleções diferentes do país em questão. O link com todos os textos: almanaquedacopa2026.substack.com/p/guia-histori…
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@LuizFCAlmeida Como era só um por seleção, tive que fazer escolhas. A Alemanha foi um dos mais difíceis de optar por só um nome.
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Talvez você tenha pensado em outros tantos craques ausentes nessa lista: Alfredo Di Stéfano, Eric Cantona, Dixie Dean e por aí vai. Geralmente, eles estão citados em outros tópicos do Guia Histórico, como "uma geração que merecia melhor sorte" ou "um mentor da seleção". Preferi fazer assim para abranger ao máximo os períodos históricos de cada seleção. Fica a sugestão, mais uma vez, de conferir cada texto: almanaquedacopa2026.substack.com/p/guia-histori…
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Panamá Rommel Fernández. O nome de Rommel Fernández permanece mencionado a cada partida do Panamá como mandante pelas Eliminatórias: é o patrono do principal estádio do país, na Cidade do Panamá, onde se consumaram as classificações para a Copa do Mundo de 2018 e 2026. A homenagem póstuma aconteceu após uma tragédia. Fernández faleceu aos 27 anos, em maio de 1993, num acidente de automóvel na Espanha. Ele era exatamente o primeiro jogador do Panamá a se destacar no futebol europeu. Formado pelo Alianza, o centroavante desembarcou no Tenerife em 1987. Virou ídolo do clube ao conquistar o acesso para a primeira divisão de La Liga e ter bons desempenhos também na elite, a ponto de ser eleito o melhor jogador latino-americano da competição em 1990/91. O centroavante passou ainda pelo Valencia, antes de partir ao Albacete, clube que defendia quando faleceu. Em tempos incipientes da seleção, “El Panzer” disputou duas edições das Eliminatórias, as de 1990 e 1994, eliminado logo na fase inicial de ambas pela Costa Rica. Morreu semanas antes de disputar sua primeira Copa Ouro com o país, em 1993.
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