Los Pyrrata@FilmesHGames
"Marcel ratazana" @marcelvanhattem, olha só que ridículo. Você tá aí comemorando como se fosse a grande vitória da humanidade: “Preso não vota mais no Brasil! Agora o que propus virou lei!”. Como se bandido estivesse decidindo eleição e você tivesse salvado o país de uma distorção que “afrontava o senso comum”. Vamos fazer um exercício simples de matemática básica aqui, deputado (já que você é cientista político e supostamente entende de números). O Brasil tem cerca de 800 mil pessoas presas. Desses, só os provisórios poderiam votar (30% a 40%), o que daria, sendo generoso, uns 300 mil. Na prática, o número real de votos costumava cair para menos de 100 mil. Em 2022, por exemplo, foram só 12.903 presos provisórios aptos a votar.
Agora presta atenção na realidade de uma eleição nacional: mais de 100 MILHÕES de votos válidos.
Faz a conta: 100 mil ÷ 100 milhões = 0,1%. Ou, usando o número real de 2022: 0,012%.
Você realmente quer dizer que 0,1% (ou 0,012%) decide eleição presidencial? Sério? Isso não fecha nem com matemática do ensino fundamental.
Essa narrativa de que “preso decide eleição”, muito repetida por bolsonaristas acéfalos, com intelecto binário e limitado, não se sustenta quando confrontada com números reais. É só mais uma história construída para gerar revolta, vitimismo e engajamento, não para explicar a realidade.
Você aprovou uma lei simbólica que muda praticamente nada no resultado eleitoral. Zero impacto prático.
Se quiser discutir eleição de verdade, há temas relevantes: economia, abstenção, distribuição regional de votos. Agora, ficar batendo no peito por causa de 0,012% não é análise, é distorção pura e marketing barato.
No fim das contas, o problema não é falta de informação. Os dados do TSE e do CNJ estão aí para quem quiser ver. O problema é insistir numa ideia que não resiste a uma conta de divisão simples.
Acorda, Marcel. Isso aí foi só palhaçada para a plateia.