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A esquerda brasileira tem um sério problema para resolver: se sai em defesa dos direitos LGBTs ou se vira escudo humano de grupos teocráticos que odeiam tanto Israel quanto LGBTs. É uma faca de dois gumes que literalmente deixa a esquerda nua e mostra a total hipocrisia.
Criticar Hamas e Hezbolah já que torturam e executam gays? “Defesa burra de Israel”. Nasrallah dizendo que homossexualidade é “perversão que deve ser exterminada”? “Te falta estudo sobre materialismo.” Irã enforcando gay em praça pública? “Você é super identitário. Vai estudar, imbecil.”
É assim que a esquerda militante tenta calar quem faz crítica legítima a esses dois grupos terroristas. Partem para desqualificar o crítico como “imbecil”, “falta de estudo”. Isso quando partidários da esquerda não se comportam como verdadeiros milicianos digitais em rede sociais ameaçando de processo quem simplesmente não compactua com suas hipocrisias.
Esse é o progressismo dessa esquerda militante de quintal: uma hierarquia de vítimas, onde um LGBT não pode se opor aos grupos extremistas pois a narrativa não compensa. Defendem teocracia que joga viado do telhado e, no dia seguinte, posam de aliados na Parada. Não é hipocrisia cega. É hipocrisia com bandeira: organizada, consciente, militante.
Direito humano que só vale quando o “vilão” usa uma estrela de Davi não é direito humano. É conveniência. E é patético.

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