Controversial Python da Silva@ControvPython
Débora, acho que passou da hora de tomar uma blackpill que a direita gringa (na inglaterra e nos EUA, por exemplo) tomou: o voto feminino, não importa quanta informação você dê, não importa quantos absurdos você exponha sobre a esquerda.... o voto feminino sempre será uns 50 a 70% pró-establishment.
e hoje o establishment é progressista, irracional, antitradicionalista e anticristão. isso não impede que normies cristãs votem majoritariamente no establishment anticristão, com os argumentos mais frágeis que você possa imaginar: "é apenas o direito de cada um viver como quiser", ou "só porque pensa diferente não quer dizer que esteja contra mim".
outro ponto: o establishment é abolicionista penal, ele quer que assassinos, latrocidas e est***adores sejam postos sempre de volta nas ruas. isso também não evita que o voto feminino seja majoritariamente favorável a essa política. no Brasil e nos EUA, eles arrumaram um espantalho para canalizar a revolta das mulheres contra abusadores: nos EUA, é a narrativa do Trump Jack, amigo do Epstein, o que implicaria que "votar contra Trump é votar contra abusadores e contra pedófilos", uma narrativa que cai por terra ao se examinar o histórico de juízes abolicionista/progressistas, e a nova legislação do estado da Virgínia, que elimina a pena mínima obrigatória para o est*pro.
no Brasil, o espantalho é pior, é o pânico redpill/incel: supostamente o Raiam Santos falar as merdas dele é incentivo para matar mulheres e é o que está por trás das estatísticas de violência. seria cômico, ridículo, se não fosse o estado cognitivo/mental de pessoas com poder suficiente pra nos censurar e colocar na cadeia. o eleitorado feminino está votando na esquerda para condenar abusadores imaginários, enquanto fortalece os maiores facilitadores de abusos reais, concretos.
acho q isso expõe uma realidade incômoda sobre a capacidade de senso crítico das mulheres como grupo demográfico: não importa a realidade concreta, os fatos concretos e suas consequências. ao avaliar algo que incomoda e que revolta, não há o encadeamento racional de causas e consequências, há apenas a reprodução cega (como papagaio) das opiniões chanceladas pelo establishment. de modo que, por exemplo, num bairro, você pode ter 99 crimes de determinado tipo, e 1 de outro, mas se as escolas, universidades, a televisão e o cinema só focarem no 1%, é contra esse que elas irão se revoltar.
a segurança provida pela autoridade narrativa (o establishment) no plano subjetivo se sobrepõe a qualquer realidade objetiva. as mulheres em sua maioria se sentem mais seguras com est*pradores afegãos soltos do que com eles sendo executados, porque o sistema disse que executar est*pradores afegãos é perigoso e cruel. é a autoridade social, o consenso coletivista e corporativista, que determina o mal-estar ou o bem-estar, independente da violência física. isso tem raízes neurológicas. o mal-estar subjetivo, imaginário, ficcional, se torna mais significativo do que o mal-estar material, físico.
há também um fenômeno psicológico, paralelo a isso, de encarar o Lúmpem como penalmente inimputável. funciona assim: o Lúmpem está num outro plano de existência, numa espécie de plano animal. ele é juridicamente tão inocente quanto um gato que te arranha. isso cria uma dinâmica que sufoca o homem comum, o homem que não é bandido, porque ele fica sobrecarregado por vigilância de falas e atitudes civis enquanto o homem sociopata não tem nada a perder e segue sua vida de crime com grandes mecanismos de leniência e atenuação ao cometer violência extrema.
isso é análogo a uma tendência observada e reproduzida em menor escala em salas de aula: a autoridade feminina tem um viés favorável ao agressor contumaz e irrecuperável, e desfavorável à legítima defesa e ao "bom menino que revida". o agressor contumaz passa a figurar no inconsciente em outro plano, o da inocência animalesca. o não-contumaz ou o que apenas se defende figura no plano civil humano e é patrulhado e fiscalizado segundo uma régua moral civilizada. há um instinto e memória evolutiva que levam à retração em face da violência e expansão em face de conflitos orais. o eleitorado feminino majoritariamente se posiciona a favor de políticas de censura draconianas no debate civil, e lenientes no combate armado pela ordem pública e pela segurança. eu até acharia pertinente o pânico redpill/incel se o Brasil fosse alguma Noruega, se fôssemos um país rico e civilizado no qual as maiores preocupações seriam o que moleques de apartamento estão assistindo no youtube.
mas nós temos peixes muito maiores pra pegar antes de nos preocuparmos com isso. o problema é que esses peixes estão no Lumpemproletariado, os animais inocentes. o Lumpemproletariado é um grupo blindado pelo establishment e pelas escolas. o establishment progressista proíbe você de condenar o Lumpemproletariado de forma proporcional a seus crimes. os esquerdistas são proibidos de condenar o cara pobre que eleva as estatísticas de violência.
a massa feminina então adota uma postura rigorosa quando o assunto é combate oral, combate numa guerra de intrigas, patrulhar quem falou mal de quem, patrulhar quem tem preconceito com quem, quem ofendeu quem... e uma retração primal para a posição de cuidadora e nutridora quando o cenário é de guerra e de violência crua. é a sogra devoradora que é Leão de mesa de jantar, leão pra criar intriga e pra patrulhar relações interpessoais, mas que se encolhe toda caso comece uma pancadaria generalizada em algum lugar. o eleitorado feminino em sua maioria é basicamente Bope de Alphaville e enfermeira de Carandiru.
... e onde entram mulheres de direita como vc nessa história? defendo e acompanho o posicionamento de alguns movimentos que já existem, que já desistiram de tentar fazer com que o voto feminino nacional dê mais de 50% à direita em alguma eleição. isso nunca vai acontecer. o que acontece, realmente, é que por volta de 30% a 40% das mulheres são de direita, são mais racionais, aplicam isonomia civilizacional a todos, exigem condenação de agressores contumazes, não têm viés favorável a eles, têm empatia com homens comuns, concatenam causa e consequência de problemas reais, e reagem a eles de acordo, sem se deixar manipular pelas narrativas do establishment.
a blackpill é: essas mulheres (de direita) sempre serão minoria (30 a 40%). tendo tomado essa blackpill, eu adotei o posicionamento de alguns militantes e movimentos de ser conscientemente antiliberal na representatividade feminina: as mulheres de direita precisam ter consciência que são minoria vencida, e, já que sabem dos danos que a esquerda lhe causa, precisam lutar para ter representatividade, liberdade e posições de poder apenas para si próprias, para mulheres de direita, evitando "mulheres em geral" ou "liberdade em geral", porque isso simplesmente produz esquerdismo. é uma posição resolutamente contrária ao sufrágio universal livre, reconhecendo a incompatibilidade dele com uma sociedade estável, próspera e racional.