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Quando vejo uma treta escalando na internet, tento extrair algo útil dela. Nesse caso, acho que a discussão já deixou de ser apenas sobre “Laufeia” ou guerra cultural. Virou outra coisa: ego. O negócio virou um Rabbit Hole mesmo... Vamos lá. @thiagao_brago vs @ggabimurphy DISCLAIMER: este post reflete o meu ponto de vista, e de mais ninguém. Tenho respeito tanto pelo Braga quanto pela Gaby. Quero abordar ideais e não pessoas. Não vejo problema em sarcasmo ou ironia (Eu mesmo uso ambos direto). O problema começa quando a ironia vira escudo para não lidar com argumentos válidos, ou quando o assunto “joguinho” é tratado com desdém, como se cultura pop, narrativa, direção de arte e representação visual fossem temas menores. Também acho importante lembrar: quando alguém aponta um dedo para o outro, há três dedos voltados para si. Criticar o “vitimismo” alheio enquanto se constrói uma resposta em torno dos ataques e "choros" recebidos soa contraditório. Não é que a pessoa não possa se defender, mas há uma diferença entre responder ao mérito e transformar a própria reação em prova de superioridade moral. Outro ponto frágil é usar ganhos financeiros ou de alcance como forma de invalidar a crítica do outro. Se os números de quem responde são muito maiores justamente quando aborda o mesmo tema, acusar o outro de oportunismo ou caça-clique fica, no mínimo, especulativo. Sucesso, views e dinheiro não provam que um argumento está certo ou errado. Sobre memes: eles não substituem evidências, mas também não são irrelevantes. Memes refletem percepções coletivas e funcionam como linguagem cultural. Ignorá-los completamente é ignorar uma forma real de comunicação. Um meme pode não ser prova definitiva, mas pode ser uma forma mostrar como uma ideia foi recebida. A questão do câncer do Deadpool foi de doer as orelhas, pois a aparência da personagem é usada como metáfora visual. O ponto da Gaby não era um "diagnóstico médico", mas deformidade estética para fins narrativos, coisa que não se tem na "Laufeia". Exigir precisão clínica nesse contexto é desviar do argumento principal, ou seja, um espantalho. God of War Ragnarok é sucesso, logo críticas são inválidas? Não! Já dizia Ariano Suassuna, não se deve nivelar o valor de uma obra pelo gosto popular, sendo tudo passível de críticas. Vozes que não podem criticar estão na verdade, sendo censuradas. O ponto mais delicado é quando o próprio bait vira motivo de vanglória. Quando alguém assume que provocou deliberadamente, fica mais difícil sustentar que a intenção principal era informar, esclarecer ou debater. O real problema é o alcance que pode levar muitos leigos a ecoarem falácias e desinformações. No fim, minha impressão é que a retórica do Thiago se apoia mais em sarcasmo do que uma intenção de entender o contexto sobre Guerra Cultural, o que eu considero uma pena. A Gaby toruxe pontos legítimos sobre representação e exageros, que não foram realmente rebatidos, apenas ridicularizados. No vídeo dela, ela assumi uma meia culpa mas exalta a importância de se assistir os vídeos por inteiro e não trechos isolados. A síntese, para mim, é simples: a treta virou menos sobre “Laufeia” e mais sobre como o debate cultural na internet frequentemente deixa de buscar verdade para buscar vitória pública. E quando o ego entra no centro, o mérito costuma ser a primeira coisa a desaparecer. Hoje mesmo, terminei um vídeo onde faço um ensaio sobre ego e linkarei no fio.












SIKEIRA JR | A sapatada que calou o Sestaro: ‘É por isso que você não tá." Sestaro como sempre escrotizando Bolsonaro: “Tem que ter pulso… político tem que pagar o preço… senão não tem que tá lá.” Siqueira JR olhou, não pensou duas vezes e soltou a porrada limpa: ‘É por isso que você não tá."
















