@CabineSport Isto foi tão encomendado.
O CR41 não fala porquê ?
Não é o capitão que deveria unir o grupo e não dividir ?
Não é o capitão que deveria pedir aos fãs e às irmãs para deixarem o ódio de parte ?
Nuno Matos elogia Dalot e deixa 'bicada' a Rúben Dias: "Queria dar-lhe os parabéns pela forma como se apresentou aqui na Conferência de Imprensa, sem arrogância e com educação, apesar de ter ficado no banco no primeiro jogo.
A educação não é para quem quer, é para quem pode."
@jm_jonet Quando o Fernando Santos saiu e chegou o Roberto Martinez tinha que ser encerrado logo aí o ciclo do Ronaldo.
Agora o treinador está numa posição difícil. Se o coloca a titular é criticado e se o mete no banco vai ser criticado também e ainda terá de lidar com o mau humor dele.
Ontem deu para nos divertirmos entre aspetos e comentadores na @SICNoticias. Falei um bocadinho do disparate de que “ainda faz golos” e de que “não há substitutos melhores” para a nossa âncora sagrada
O capitão da seleção está há 24 horas a instruir o seu grupo de amigos para ir para a comunicação social dizer que todos os jogadores são maus menos ele e que ninguém jogou para ele (fizemos 23 cruzamentos). Que nojeira
Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial.
É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik
chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional.
A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição.
A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores.
Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo.
O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente.
O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”.
E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
@LuisCosta1964@jm_jonet Exatamente.
Você que é sportinguista, se um dia vir um autocarro da seleção nacional e quiser saudar o Ronaldo ele fica sentado no banco de trás do lado direito junto à janela.
Essa é mais uma das superstições dele.
Será mesmo que eu sou mentiroso ?
É que eu acerto tantas coisas.
@J_Mac1922@joaobarjona Sim sim.
O Bruno só um pouco mais tarde é que se tornou mais próximo dele.
No mundial 2010 não eram próximos como depois vieram a ser.
@joaobarjona O Ronaldo tem um amigo que viajava com a seleção seja em Europeus ou Mundiais.
Chama-se Ricardo Regufe.
Os outros atletas não poderiam levar amigos nem assessores para dentro do hotel de estágio mas esse circulava livremente.
Os jogadores sentiam essa diferença de tratamento.
@joaobarjona Já em 2014, o Ronaldo e o central Ricardo Costa foram para o mundial lesionados.
O Ronaldo chegou ao Brasil com uma tendinite patelar gravíssima no joelho esquerdo e uma lesão muscular na coxa e o Ricardo Costa jogou o mundial com uma fratura no maléolo do pé direito.
@joaobarjona No entanto levou o Pepe que tinha sofrido uma rotura de ligamentos cruzados no joelho e não jogava desde dezembro de 2009.
E no mundial foi adaptado a trinco.
@joaobarjona O João Moutinho em 2010 era um dos médios mais consistentes do futebol português, mas o Carlos Queiroz decidiu deixá-lo de fora da lista final.
O balneário reagiu mal a essa decisão.
@joaobarjona O hotel escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol, o Valley Lodge, ficava inserido numa reserva natural isolada.
Às vezes deixavam as janelas abertas e iam para o treino e quando chegavam tinham macacos em cima da cama .
Depois a federação proibiu-os de abrirem as janelas.
@joaobarjona O Ronaldo passava muito tempo isolado no quarto a recuperar ou em chamadas telefónicas.
Ele era distante dos demais, fechado no “próprio mundo”.