
rubensmidt riani
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🚨⚠️🇧🇷🇻🇪🇺🇸 O Leviatã dos Batistas: A Metamorfose do Açougueiro em Estrategista de Estado A história recente do Brasil não é escrita em livros de economia liberal, mas nos registros de crédito do BNDES e nas atas de tribunais internacionais. O que vemos hoje, com o anúncio da entrada de Joesley Batista no setor de defesa via Avibras, não é um movimento isolado de diversificação; é a consolidação de um império que se tornou "grande demais para cair" e "influente demais para ser ignorado". 1. O Adubo de Dinheiro Público: Do Pasto ao Global A J&F não é fruto de uma inovação disruptiva, mas de uma simbiose perfeita com o projeto das "Campeãs Nacionais". Sob a "mão amiga" de gestões petistas, o BNDES deixou de ser um fomentador de base para se tornar o sócio capitalista de um projeto de poder. O resultado? Uma empresa que cresceu à base de aportes bilionários e juros subsidiados, engolindo concorrentes globais enquanto pavimentava sua influência em Brasília com "doações" que, como revelado em acordos de leniência, compravam silêncios e editavam decretos. 2. A Teia Energética e o Fator Caracas A diversificação para o setor de Energia (Âmbar) e logística revela a face oportunista do grupo. Ao operar na importação de energia e petróleo de uma Venezuela sob sanções, o império Batista atua como um braço paraestatal da diplomacia brasileira. Eles resolvem o problema geopolítico do governo (manter laços com regimes autoritários via comércio) enquanto lucram em setores onde a concorrência é inexistente e o risco regulatório é mitigado pela proximidade com o poder central. 3. De Bifes a Mísseis: A Soberania como Mercadoria O caso Avibras é o ápice dessa acidez sistêmica. A maior empresa de defesa do país, detentora de segredos tecnológicos como o MTC-300, é "resgatada" por um empresário cujo histórico é marcado pela confissão de crimes contra o sistema financeiro. A ironia: O Estado brasileiro, incapaz de gerir sua própria base industrial de defesa, entrega a chave dos mísseis nacionais ao mesmo ator que quase implodiu a República com uma gravação no Palácio do Jaburu. O ganho: A J&F deixa de vender proteína para vender Soberania Nacional. Agora, qualquer tentativa de fiscalização ou punição contra o grupo esbarra na "segurança nacional". Eles não são mais apenas donos de frigoríficos; são guardiões da artilharia do Exército. 4. As Sombras do Tráfico e o Rigor Americano Enquanto no Brasil o grupo flutua em águas calmas, nos EUA o cenário é de tempestade. As acusações de cartel e o escrutínio sobre a Seção 301 da Lei de Comércio americana mostram que o pragmatismo estrangeiro não aceita a "criatividade" contábil e ética brasileira. Soma-se a isso o fenômeno das cargas "contaminadas": o uso repetitivo da logística de carnes para o escoamento de toneladas de cocaína para a Europa. Embora a JBS negue conivência, a fragilidade de sua cadeia logística — que transporta de colágeno a narcóticos — desenha um quadro de um conglomerado que cresceu rápido demais para ser controlado, tornando-se uma infraestrutura por onde passa o melhor e o pior do Brasil. 5. O Balcão de Negócios: Do Petrolão ao Jaburu A ascensão meteórica da J&F não foi um fenômeno de mercado, mas o resultado de um consórcio de corrupção que uniu o grupo ao coração do poder em Brasília. A relação entre os Batistas e o poder público é o estudo de caso definitivo sobre como o Estado pode ser sequestrado por interesses privados: O "Pai" do Fenômeno: Durante as gestões do PT, a JBS foi a vitrine da política de "Campeões Nacionais". O aporte de bilhões do BNDES não era gratuito. Em seus depoimentos de delação, os irmãos Batista confessaram o pagamento de centenas de milhões de reais em propinas para Lula e seu partido, operacionalizados através de contas na Suíça e do ex-ministro Guido Mantega. O objetivo era simples: dinheiro público barato para comprar o mundo, em troca de uma reserva financeira para o projeto de poder petista. O "Homem da Mala" e o Grampo do Jaburu: A corrupção não escolhia lado ideológico. No governo Temer, o esquema atingiu seu ápice cinematográfico. Em março de 2017, Joesley Batista entrou no Palácio do Jaburu com um gravador escondido para registrar uma conversa sombria com o então presidente Michel Temer. No áudio, Temer parece dar aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha ("Tem que manter isso, viu?"). Pouco depois, o mundo assistia às imagens de Rodrigo Rocha Loures, o homem de confiança de Temer, correndo por uma rua de São Paulo com uma mala contendo R$ 500 mil em notas de propina da J&F. A "Delação do Fim do Mundo": Quando o cerco da Operação Lava Jato apertou, Joesley e Wesley aplicaram seu golpe final: uma delação premiada agressiva que implodiu a República. Eles entregaram provas contra mais de 1.800 políticos de quase todos os partidos, garantindo, inicialmente, uma impunidade que chocou o país (incluindo a manutenção de sua liberdade e de sua fortuna). A Farsa da Leniência: O capítulo mais recente dessa acidez é a anulação das multas bilionárias e a revisão dos acordos de leniência pelo Judiciário brasileiro. Sob o argumento de "coação" dos investigadores, as punições financeiras que deveriam ressarcir o Estado estão sendo evaporadas, permitindo que o grupo use o capital que deveria ser devolvido ao povo para comprar empresas estratégicas como a Avibras. O Círculo Vicioso da Impunidade A conexão final é perturbadora: os mesmos personagens que foram pilhados em esquemas de suborno e tráfico de influência agora retornam à cena como "salvadores" da indústria bélica e da segurança energética. A corrupção na JBS não foi um erro de percurso, mas o seu modelo de negócio. Ao grampear um presidente e financiar outro, os Batistas provaram que no Brasil o capital não tem ideologia, ele tem alvos. O míssil da Avibras, agora sob sua gestão, é apenas o novo calibre de uma arma que eles já operam há décadas: a influência letal sobre o destino da nação. 🎯Conclusão: O Estado a Serviço do Grupo (e vice-versa) O que une o petróleo venezuelano, o mícron do míssil e o quilo da picanha é um fio condutor único: o acesso ilimitado ao decisor político. Joesley Batista não é um industrial; é um operador de concessões. Ao se infiltrar na Defesa, na Energia e nos Portos, o grupo J&F garante que nenhum governo, à direita ou à esquerda, possa governar sem consultá-los. Eles deixaram de ser favorecidos pelo Estado para se tornarem, em muitos aspectos, uma extensão dele. No Brasil dos Batistas, o crime compensa, a leniência financia e o míssil, ironicamente, protege o balcão.










Aprovamos agora, no plenário da Câmara, a urgência de um projeto de lei de minha autoria que melhora o atendimento no SUS. Hoje, muitas pessoas fazem exames na rede privada para levar os resultados ao SUS e tentar agilizar consultas, cirurgias e tratamentos. O problema é que, em muitos casos, esses exames não são aceitos, obrigando o paciente a refazê-los. Isso atrasa procedimentos e gera desperdício de tempo e recursos. Para enfrentar esse problema, o projeto obriga o SUS a aceitar exames feitos na rede privada, desde que respeitem critérios técnicos e de qualidade. É uma medida simples, mas necessária, para dar mais agilidade ao atendimento, reduzir filas e garantir um sistema de saúde mais eficiente.















