고정된 트윗

QUANDO A NOTA NÃO APAGA O SILÊNCIO
Depois de semanas de omissão, de crises públicas, de danos irreversíveis à imagem do clube, os @gavioesoficial surge com uma nota oficial tentando ocupar um espaço que ela mesma escolheu abandonar.
E é preciso dizer com clareza.
Essa nota não repara o silêncio.
Não apaga a ausência.
Não explica a omissão.
Enquanto o Corinthians:
- mantinha recursos expostos até a liquidação da Reag,
- via seu nome ser associado a postos de combustíveis em operações policiais,
- assistia um ex-presidente confessar uso indevido de cartão corporativo e sair apenas com pedido de ressarcimento,
- e tinha conselhos paralisados protegendo os mesmos de sempre,
a principal torcida organizada do clube optou por não falar.
Não foi falta de informação.
Não foi prudência.
Não foi cautela jurídica.
Foi silêncio.
Agora, depois do dano consumado, depois do dinheiro congelado, depois do nome do Corinthians circular em páginas policiais, vem uma nota cuidadosamente redigida, institucional, protocolar, falando em “alinhamento com o Conselho”, “responsabilidade” e “debates”.
Mas é exatamente aí que mora o problema.
O Conselho que a nota diz estar “alinhado” é o mesmo que:
- demorou meses para agir,
- reconheceu irregularidades graves e aplicou punição simbólica,
- blindou ex-presidentes,
- e permitiu que o clube fosse sistematicamente lesado sem consequência interna.
Se alinhar a esse Conselho não é virtude.
É parte da contradição.
A nota fala em expulsão.
Mas não apresenta prazo.
Não apresenta artigo estatutário.
Não apresenta protocolo.
Não diz o que acontecerá se, como tantas outras vezes, o processo for engavetado.
Fala em protesto “nos próximos dias”.
Sem data.
Sem pauta objetiva.
Sem consequência real.
Isso não é pressão.
É sinalização.
E sinalizar depois do estrago não é liderança.
É gestão de desgaste.
A Gaviões sempre se colocou como fiscal do clube, como voz ativa contra gestões nocivas, como força que não aceitava acordos de bastidor. Foi assim que construiu respeito, mesmo sendo incômoda. Talvez exatamente por ser incômoda.
Hoje, o que se vê é diferente.
Uma organizada que reage tarde.
Que escolhe o silêncio quando a cobrança é necessária.
E que só se manifesta quando a arquibancada começa a questionar.
Silêncio, nesse contexto, não é neutralidade.
É escolha política.
E uma nota, por mais bem escrita que seja, não substitui semanas de omissão.
O Corinthians não precisa de torcida alinhada com o sistema.
Precisa de torcida que confronte o sistema.
Porque cobrar apenas quando convém, depois que tudo já veio à tona, não é coerência.
É cálculo.
E a arquibancada, diferente do que alguns parecem acreditar, não esquece.
Ela lembra quem falou quando era difícil.
E também lembra quem escolheu ficar calado.
Português





























