mateus ferreira
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mateus ferreira
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🚨 ATENÇÃO: Poder360 espalha fake news sobre déficit fiscal. Entenda: 📰 A manchete é a seguinte: "Lula reverte Superávit Primário de Bolsonaro". ✔️ Vamos aos fatos: - Orçamento de 2023, inicialmente elaborado por Bolsonaro ainda em 2022, já previa déficit de 64,7 bilhões esse ano. O próprio Poder360 divulgou na época. Logo, não existe "reversão feita por Lula". - O déficit estava previsto mesmo com o Auxílio Brasil caindo de 600 para 400, salário mínimo de 1302, corte de 60% no Farmácia Popular, 95% na construção de moradias, 97% na construção de creches, 60 bilhões na saúde e 15 bilhões na educação. Isso mesmo, com todos esses cortes, ainda assim haveria déficit de 64 bilhões! - Mas como isso é possível, já que o país teve superávit de 57 bilhões em 2022? É simples: ano passado tivemos aumento pontual de receitas, não estrutural e regular. O governo conseguiu 34 bilhões com a venda da Eletrobrás e 62 bilhões em dividendos da Petrobrás, com o petróleo a 120 dólares, gás de cozinha a 120 reais, gasolina por 7 meses a 7,50, diesel a quase 8 reais, além de 10 bilhões na venda da refinaria da Bahia; em 4 anos, a Petrobrás Bolsonarista vendeu 54 ativos (refinarias, campos de petróleo, distribuidoras, plataformas etc) por 138 bilhões. Além disso, foram feitos 5 bloqueios na saúde e educação, na ordem de 5 bilhões, sobretudo no final de 2022. - Após a eleição, diante de um orçamento fictício para 2023, que não pagava nem o custeio de serviços básicos, o governo tomou a decisão de criar um adicional de aproximação 170 bilhões para cobrir todos os cortes feitos por Bolsonaro. Era isso ou deixar milhões de pessoas sem remédio, Bolsa Família de apenas 400, salário mínimo sem grande aumento real, merenda escolar sem reajuste e saúde/educação com investimento livre quase zerado. - A PEC da Transição, inclusive, garantiu 23 bilhões para o próprio governo Bolsonaro, já que havia despesas no fim do ano que não poderiam ser pagas pelas limitações impostas pelo Teto de Gastos. Sim, Lula sem tomar posse resolveu um problema financeiro de Bolsonaro. - Nesse contexto, a estimativa de déficit era de 230 bilhões em janeiro de 2023, mas o governo conseguiu reduzir para algo perto de 100 bi. Isso sem venda da Eletrobrás, sem petróleo nas alturas, sem entrega de refinarias e sem cortar remédio de pobres e creche de crianças, ao contrário, todas as pastas sociais tiveram elevação de investimentos e a Petrobrás suspendeu vendas em andamento. Apenas o Bolsa Família subiu de 105 bi, no orçamento de Bolsonaro, para 168 bi com o adicional da PEC. Saúde e Educação tiveram, juntos, acréscimo de 49 bilhões! - Agora, já plenamente estabelecido, com base parlamentar razoável, o governo planeja o orçamento dos próximos anos com déficit zero ou perto disso, planejando aumento de arrecadação através da taxação dos mais ricos e corte de desonerações fiscais dadas a grandes empresas para não só cobrir o rombo social deixado por Bolsonaro, como investir mais na resolução das carências do país. - Pensando a longo prazo, foi criado também o Arcabouço Fiscal, que garante estruturalmente poupança de no mínimo 30% do crescimento da arrecadação anual, controlando a dívida pública e equilibrando as contas. - Cabe destacar que governos podem trabalhar com déficit temporariamente, ainda mais se for pequeno como o desse ano, de 1% do PIB, desde que esteja controlado e seja feito de modo planejado, objetivando cobrir um "rombo social" de curto/médio prazo. Receitas, arrecadação, superávit, se consegue ao longo do tempo, mas vidas perdidas sem remédio, alimentação, emprego, atendimento médico, não podem ser recuperadas. 🗞️ Fontes: nos comentários











![André [Vésper]](https://pbs.twimg.com/profile_images/1348150163890704386/Ykh061LG.jpg)
