Giovanni Bassi 🇧🇷🦋@giovannibassi
Após um ano com um carro elétrico BYD Dolphin Plus, volto aqui pra contar e mostrar as contas, conforme o prometido.
As contas de luz de Junho/25 até Maio/26 são com o carro elétrico, ou seja, exatamente 12 meses. A de Maio/25 refere-se ao mês de Abril e foi de 388kW/h. Descontando Set/25 (que estávamos viajando), a média de consumo foi de 495 kWh, apenas 84 kWh a mais que a média dos seis meses anteriores que foi de 411 (veja o post que estou retuitando).
(sobre o valor baixo de Fev/26, a Enel não fez a leitura e cobrou a taxa mínima, mas isso se acertou nos meses seguintes, o valor já está na conta)
Nesse período rodamos cerca de 20 mil kms. Você pode ver na imagem que o desempenho médio nesse período (consultado hoje) foi 16,1 kwh/100kms. Considerando o custo de R$ 1 por kwh (em SP está um pouco abaixo disso), estamos falando de 6,2 kms para cada 1 kwh, ou 6,2 kms/R$. O meu carro anterior (um Mini Cooper) fazia 9 kms/litro, considerando o custo de R$6,30 no litro da gasolina, o seu custo era de 1,4 kms/R$.
Isso significa que agora eu rodo com o custo 4,3x menor. É como se a gasolina de R$ 6,30 estivesse, para quem tem um BYD Dolphin Plus, por R$ 1,45. Tudo isso enquanto eu ando mais, já que o Dolphin Plus entrega 210 cavalos (o tempo todo), enquanto meu Mini Cooper turbo tinha somente 170 cavalos (e somente em algumas RPMs mais altas e só depois que o turbo começa a atuar - maldito turbo lag).
Considerando os 20 mil kms que foram rodados nesse primeiro ano, o custo do BYD foi de 3,2 mil reais de eletricidade. Com o Mini Cooper seria de 14 mil reais. Poupamos 11 mil reais nesse primeiro ano, só no deslocamento (sem considerar desconto de IPVA etc).
E agora, somente com 20 mil kms, virá a primeira revisão. Ou seja, economizamos nas primeiras revisões de um carro a combustão, também, que não foram necessárias.
Não tivemos nenhum acidente ou nada de custos extras, então não tenho muito a comentar sobre isso. Depois que fizer a primeira revisão eu conto como foram os custos.
E notem que as contas não batem, se gastei 3200 reais, ou 3200 kwh, por mês deveria ter visto um aumento de 268 kwh na conta de energia (ou quase 268 reais). Não vi. Uma parte foi porque foram feitas duas viagens longas nesse período, então mais de 3 mil kms foram recarregados na rua, onde o custo costuma ser 2 a 3x maior do que em casa (e ainda assim mais barato que a gasolina).
Nesse meio tempo o carro desvalorizou dos 170 mil reais que paguei por ele para 150 mil reais, ou 12%. Em comparação um Toyota Corolla Cross XRV, um carro híbrido, caiu de 211 mil para 176 mil reais, ou 17%.
Nesse período a BYD saiu da oitava maior montadora no acumulado até Maio de 2025 para a quinta maior, superando Honda, Jeep e Toyota, sendo maior ainda que Renault, Nissan e Peugeot. Só perde para a lider, VW, seguida por Fiat, GM e Hyundai (sendo essa por apenas 0,5%). As 4 primeiras perderam vendas nesses 12 meses, enquanto BYD cresceu de 39 mil para 55 mil veículos emplacados no acumulado do ano até Maio (40%).
Meu carro segue funcionando perfeitamente, e segue sendo uma excelente experiência de direção. As previsões catastróficas feitas por muitos no primeiro post que fiz a respeito não se confirmaram. Eu não perdi dinheiro, minha conta de luz não estourou, o carro não quebrou ou deu qualquer problema, e, se eu resolvesse vendê-lo agora, receberia mais dinheiro do que se tivesse comprado um carro europeu, dos EUA, coreano ou japonês.
O futuro é elétrico e é chinês.