Arthur Pavezzi

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@ArthurPavezzi

Católico ortodoxo, ítalo-caipira, economista e membro da Associação Nova Roma.

Curitiba Присоединился Eylül 2022
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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
Resumidamente, a condenação do socialismo é a condenação do ateísmo e do materialismo presentes no socialismo marxista, não a condenação de políticas socioeconômicas que priorizem o bem comum.
João Pianezzola 🇧🇷@pianezzola_j

O QUE A IGREJA QUER DIZER QUANDO CONDENA O SOCIALISMO? *Texto de 01/05/2022 Hoje, no dia do trabalhador e no 31° aniversário da Encíclica "Centesimus annus" de São João Paulo II, cumpre responder uma pergunta: o que a Igreja realmente quer dizer quando condena o socialismo? Não sei como está a situação hoje frente à realidade concreta do Brasil, mas há uns anos eu percebia que o uso do magistério social católico era feito principalmente para atacar os vermelhos, e por pessoas que, conscientemente ou não, defendiam que o capitalismo e o individualismo social e filosófico eram modelos essencialmente mais conservadores que o socialismo. A crítica aberta ao liberalismo definitivamente não era comum, e abundavam ataques a coisas classificadas como "estatismo", "coletivismo", "positivismo" e afins, coisas essas que geralmente não passavam de direitos dos mais básicos comuns a todas as sociedades sãs com os quais ficamos "acostumados" a viver ser nas últimas décadas. Bem, é aqui que a "Centesimus annus" vem à nossa ajuda. A ambivalente crítica ao socialismo e ao capitalismo permanece (isso é marca de todas as encíclicas sociais), só que a crítica ao socialismo se apresenta dividida em dois pontos principais: primeiro, o ateísmo do "socialismo real" e, segundo, como a experiência concreta deste "socialismo real" dizimou a presença proliferada da propriedade privada nas "organizações intermediárias" entre o indivíduo e o Estado: as cooperativas ou empresas de capital misto, as associações de operários, guildas, sindicatos, etc; em suma, tudo passa para a posse "coletiva" do Estado. Portanto, para SJPII, a reestruturação de um mundo pós-socialista do pós-1991 que almejasse, de igual modo, superar o capitalismo, deveria passar pela reestruturação dessas organizações intermediárias. Muita tinta é gasta na Encíclica para descrever termos como atividade sindical organizada e combativa (sim, "combativa"), como associações operárias com o fim de fazer pressão para ditar os salários, solicitar direitos mais amplos como aposentadoria, formação profissional, previdência social, pensões, seguros, prevenção de acidentes, etc. Aliás, sabe o seria um salário justo para SJPII? Um salário familiar, aquele capaz de sustentar o trabalhador e sua família com o esforço do ofício daquele. Também são mencionadas as empresas mistas, cooperativas de produção ou empresas com participação democrática dos trabalhadores em sua gestão. Por fim, fala-se em linhas de crédito e outros direitos universais devidos ao trabalhador diretamente pelo Estado. Em suma, o contrário do socialismo ateu e estatizante não é a sociedade de mercado individualista e privatista que se impõe no país há literais décadas. A solução proposta passa tranquilamente como socialismo pra muita gente. Os de direita rasgam as vestes, os adeptos de socialismo cristão louvam. Desde que se permaneçam nas rédeas da Doutrina Social, é uma questão de palavras.

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Esse texto é propaganda bem embalada, mas conceitualmente vazia. Mercado e propriedade privada existem desde a Antiguidade. Havia mercados na Mesopotâmia; isso não significa que havia capitalismo sumério. Capitalismo não é "quando existem trocas", mas uma organização econômica específica, baseada em acumulação de capital, trabalho assalariado, produção para lucro etc. E "ninguém planejou" é simplesmente falso. A água na torneira depende de infraestrutura pública, concessões, empresas estatais/privadas reguladas, normas sanitárias e investimento coletivo. O celular moderno depende de décadas de P&D pública, militar e universitária: internet, GPS, semicondutores, touchscreen etc. O agronegócio do Cerrado deveria erguer um altar para a Embrapa. Aí vem o velho mantra do "cálculo econômico". Só que o argumento passa de "planejamento tem problemas informacionais reais" para "qualquer forma de planejamento é impossível", o que não procede. A URSS saiu de uma economia semi-industrial arrasada por guerras e virou superpotência industrial, nuclear e espacial em poucas décadas. Japão, Coreia e China usaram coordenação estatal pesada. E se pobreza extrema era o "estado natural" superado exclusivamente pelo capitalismo liberal, então a China não deveria ter sido capaz de tirar quase 800 milhões de pessoas da pobreza extrema. No fundo, o sujeito chama de "capitalismo" tudo que funciona (Estado, pesquisa, infraestrutura, regulação, empresas planejadas internamente) e chama de "socialismo" tudo que dá errado. Assim fica fácil vencer qualquer debate imaginário.
Miguel Hernández@miguelhzv

El capitalismo no tiene competencia. Pensalo un segundo. Cada mañana te levantás, abrís la canilla y sale agua. Vas al supermercado y hay 20 variedades de pan. Comprás un teléfono que tiene más poder de cómputo que toda la NASA en 1969, y lo pagás con el salario de unos días de trabajo (comparativamente). Nadie planificó eso. Nadie se sentó en una oficina a coordinar a los miles de personas que hicieron posible que ese pan llegara a tu mesa. Lo hicieron los derechos de propiedad. Cuando alguien es dueño de algo, tiene un incentivo real para usarlo bien, conservarlo y asignarlo donde produce más valor. Cuando nadie es dueño de nada, nadie tiene ese incentivo. La propiedad privada no es una convención social útil, es la única solución no contradictoria al problema de la escasez de bienes físicos. Dos personas no pueden usar el mismo recurso escaso al mismo tiempo. La propiedad define quién decide. Ningún sistema alternativo resolvió esto. El socialismo no fracasó por corrupción ni por los líderes equivocados. Fracasó porque abolió la propiedad privada sobre los medios de producción y con eso eliminó la única base sobre la cual es posible calcular si se está creando o destruyendo valor. La Unión Soviética producía tractores que costaban más fabricarlos que lo que valían. No lo sabían porque no podían saberlo. El sistema les impedía hacer ese cálculo. La economía mixta tampoco es una respuesta. Es una economía de mercado que se destruye a distintas velocidades. Cada regulación viola derechos de propiedad. Cada impuesto es una expropiación parcial. Cada monopolio estatal desplaza la propiedad privada con gestión política. Es un proceso de erosión con buena prensa. Y sin embargo el capitalismo sigue siendo el sistema más calumniado de la historia, acusado de generar exactamente los problemas que genera su ausencia. La pobreza extrema no es un producto del mercado libre, es el estado natural de la humanidad antes de que existiera acumulación de capital bajo marcos de propiedad privada. Lo que redujo la pobreza global de más del 90% al 10% en dos siglos fue el ahorro, la inversión y el intercambio voluntario entre propietarios. Sus críticos llevan dos siglos buscando una alternativa viable. No la encontraron porque no puede existir. El mercado libre no es una preferencia política, es la única forma de organización económica que respeta la realidad física de la escasez y la lógica de la acción humana. No tiene competencia porque sus competidores no son sistemas alternativos. Son experimentos que terminan siempre en el mismo lugar.

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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
Cenas icônicas da civilização judaico-cristã.
g1@g1

Agressão - Um homem foi preso após atacar uma freira em Jerusalém, na terça-feira (28). A Polícia de Israel divulgou imagens da ação nesta quinta-feira (30). O caso aconteceu em uma área próxima ao Túmulo do Rei Davi. As imagens mostram o momento em que um homem corre e atinge a vítima pelas costas. A religiosa, de 48 anos, é católica. Na gravação, ela cai no chão e é chutada pelo agressor, que acaba contido por outro homem que passava pelo local. Outra imagem divulgada pela polícia mostra que a vítima sofreu ferimentos no rosto. ➡️ Segundo a corporação, o suspeito tem 36 anos. Ele foi localizado horas após o ataque e preso. As autoridades informaram que ele será investigado por agressão com motivação racista. À AFP, o padre Olivier Poquillon, diretor da Escola Francesa de Pesquisa Bíblica e Arqueológica de Jerusalém, afirmou que a freira é pesquisadora da instituição. Em uma rede social, a Polícia de Israel afirmou que "trata qualquer ataque contra membros do clero e comunidades religiosas com a máxima seriedade e adota uma política de tolerância zero contra todos os atos de violência". "Em uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, a corporação afirma que segue comprometida em proteger todas as comunidades e garantir que os responsáveis por atos violentos sejam responsabilizados", publicou. Saiba mais no #g1. #agressão #racismo #jerusalém #freira #igreja #g1mundo

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Catarina Leiroz ☦ 🅉
Catarina Leiroz ☦ 🅉@CatarinaLeiroz·
O Monark mexeu justamente com gente que não perdoa. "Ressocialização" é para psicopatas e demônios. Quando você é apenas alguém com opiniões dissidentes, nem emprego você merece. Eu espero que o Bruno não desista. Mas espero ainda mais que ele não se dobre a ninguém. Um dia será reconhecido. Tenho fé.
Bruno Aiub Show@Brunoaiubshow

É muito triste viver em uma sociedade onde assassinos, narcotraficantes e todo tipo de bandidos hediondos, políticos corruptos são privilegiados pelo sistema, com chances de começar (reassocializar, é o termo politicamente correto que eles usam). Mas uma pessoa que não se sujeita ao sistema e tem sua opinião não merece nunca mais existir. Óbvio, não querem ninguém que os incomode

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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
Não é frágil quando uma pessoa é facilmente identificável como tendo uma profissão/vocação específica. Não, não basta você poder ir ser Uber ou trabalhar McDonald's. O Monark É youtuber, portanto, ele não pode ser impedido de trabalhar no Youtube sem motivos específicos. Tem ainda uma outra questão. As empresas da Big Tech não são instituições ou objetos, mas ESPAÇOS. A função social que elas exercem é de esfera pública, mesmo que virtual. Evidentemente, negar perpetuamente acesso à esfera pública a alguém é inconstitucional e até mesmo antidemocrático.
💾 Izzy Nobre🐁@izzynobre

Todos tem o direito ao trabalho Ngm tem direito à plataforma do YouTube. Isso seria meio equivalente a dizer que uma empresa n pode te demitir pq vc tem "direito ao trabalho". Eu não sou a favor dessa perseguição. N acho que o Monark é essa ameaça toda a ordem nacional. Eu vejo gente literalmente advogando revolução violenta armada e não teve que lidar com 1% do que o Estado jogou no maluco do Monark Só achei o argumento de "direito ao trabalho" MUITO frágil

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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
Hoje só se recorda o cachorro, mas os 5 mil anos de amizade entre homem e cavalo mudaram o mundo de forma muito mais significativa. Foram os cavalos que nos levaram nas costas para dentro de campos de batalha atrozes e para cima de inimigos enfileirados com lanças.
g1@g1

Égua relincha ao ver tutor em caixão, em SC glo.bo/424pdif #g1

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Um erro básico é confundir realidade macroeconômica com performance de índice financeiro. A não ser que o sujeito ache que finanças importam mais que realidade econômica e social, aí o problema é mais embaixo... A financeirização criou uma esfera autônoma da economia real: ações, futuros, derivativos, opções, múltiplos e recompras não são, por si mesmos, capacidade produtiva ou um reflexo da realidade econômica. A ascensão chinesa era sobre indústria, infraestrutura, tecnologia, comércio, Estado e redução histórica da pobreza, não sobre o MSCI China render mais que o S&P 500. Aliás, se a régua for economia real, a China tirou quase 800 milhões de pessoas da pobreza extrema e virou o centro manufatureiro do planeta. Os EUA, por outro lado, ainda têm dezenas de milhões abaixo da linha oficial de pobreza, e o Rust Belt enferrujou de vez... Mas, no fetichismo financeiro, índice acionário vale mais que capacidade produtiva, infraestrutura, tecnologia e queda da pobreza.
Jack Prandelli@jackprandelli

The biggest macro consensus of the last 15 years was "China rising" The biggest investing mistake was acting on it. S&P 500 since 2011: 6.7x MSCI China: 1.67x

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Esse texto é propaganda bem embalada, mas conceitualmente vazia. Mercado e propriedade privada existem desde a Antiguidade. Havia mercados na Mesopotâmia; isso não significa que havia capitalismo sumério. Capitalismo não é "quando existem trocas", mas uma organização econômica específica, baseada em acumulação de capital, trabalho assalariado, produção para lucro etc. E "ninguém planejou" é simplesmente falso. A água na torneira depende de infraestrutura pública, concessões, empresas estatais/privadas reguladas, normas sanitárias e investimento coletivo. O celular moderno depende de décadas de P&D pública, militar e universitária: internet, GPS, semicondutores, touchscreen etc. O agronegócio do Cerrado deveria erguer um altar para a Embrapa. Aí vem o velho mantra do "cálculo econômico". Só que o argumento passa de "planejamento tem problemas informacionais reais" para "qualquer forma de planejamento é impossível", o que não procede. A URSS saiu de uma economia semi-industrial arrasada por guerras e virou superpotência industrial, nuclear e espacial em poucas décadas. Japão, Coreia e China usaram coordenação estatal pesada. E se pobreza extrema era o "estado natural" superado exclusivamente pelo capitalismo liberal, então a China não deveria ter sido capaz de tirar quase 800 milhões de pessoas da pobreza extrema. No fundo, o sujeito chama de "capitalismo" tudo que funciona (Estado, pesquisa, infraestrutura, regulação, empresas planejadas internamente) e chama de "socialismo" tudo que dá errado. Assim fica fácil vencer qualquer debate imaginário.
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Miguel Hernández
Miguel Hernández@miguelhzv·
El capitalismo no tiene competencia. Pensalo un segundo. Cada mañana te levantás, abrís la canilla y sale agua. Vas al supermercado y hay 20 variedades de pan. Comprás un teléfono que tiene más poder de cómputo que toda la NASA en 1969, y lo pagás con el salario de unos días de trabajo (comparativamente). Nadie planificó eso. Nadie se sentó en una oficina a coordinar a los miles de personas que hicieron posible que ese pan llegara a tu mesa. Lo hicieron los derechos de propiedad. Cuando alguien es dueño de algo, tiene un incentivo real para usarlo bien, conservarlo y asignarlo donde produce más valor. Cuando nadie es dueño de nada, nadie tiene ese incentivo. La propiedad privada no es una convención social útil, es la única solución no contradictoria al problema de la escasez de bienes físicos. Dos personas no pueden usar el mismo recurso escaso al mismo tiempo. La propiedad define quién decide. Ningún sistema alternativo resolvió esto. El socialismo no fracasó por corrupción ni por los líderes equivocados. Fracasó porque abolió la propiedad privada sobre los medios de producción y con eso eliminó la única base sobre la cual es posible calcular si se está creando o destruyendo valor. La Unión Soviética producía tractores que costaban más fabricarlos que lo que valían. No lo sabían porque no podían saberlo. El sistema les impedía hacer ese cálculo. La economía mixta tampoco es una respuesta. Es una economía de mercado que se destruye a distintas velocidades. Cada regulación viola derechos de propiedad. Cada impuesto es una expropiación parcial. Cada monopolio estatal desplaza la propiedad privada con gestión política. Es un proceso de erosión con buena prensa. Y sin embargo el capitalismo sigue siendo el sistema más calumniado de la historia, acusado de generar exactamente los problemas que genera su ausencia. La pobreza extrema no es un producto del mercado libre, es el estado natural de la humanidad antes de que existiera acumulación de capital bajo marcos de propiedad privada. Lo que redujo la pobreza global de más del 90% al 10% en dos siglos fue el ahorro, la inversión y el intercambio voluntario entre propietarios. Sus críticos llevan dos siglos buscando una alternativa viable. No la encontraron porque no puede existir. El mercado libre no es una preferencia política, es la única forma de organización económica que respeta la realidad física de la escasez y la lógica de la acción humana. No tiene competencia porque sus competidores no son sistemas alternativos. Son experimentos que terminan siempre en el mismo lugar.
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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
Como eu vi outra conta comentando, essa estátua demonstra que os egípcios - quando e se queriam - eram perfeitamente capazes de fazer arte naturalista. A arte tradicional egípcia era como era (em "2D") não por falta de capacidade técnica, mas por uma escolha fundada em determinados princípios espirituais.
Anthropology Review@Anthro_Review

Wooden statue of Ka-aper Date: Old Kingdom, Dynasty 5 (ca. 2465-2323 BC) Provenance: Saqqara, Mastaba of Ka-aper Medium: Wood; Eyes: Rock crystal, calcite, copper, black stone 112 centimetres (3.67 ft) tall Located in the Cairo Egyptian Museum

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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
A insistência trabalhista em conquistar a aprovação do Jones Manoel é atestado de indigência e insuficiência ideológica. Os trabalhistas ainda pensam a sua própria ideologia como "marxismo light" e, por isso, sempre correrão atrás dos marxistas, enquanto são esculachados por eles.
Pensador.@Pouel11

Sou trabalhista mas a gente merece esse tipo de ataque. Ninguém mandou a gente se aliar com os comunistas que na primeira oportunidade vão chamar a gente de facho.

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Um erro básico é confundir realidade macroeconômica com performance de índice financeiro. A não ser que o sujeito ache que finanças importam mais que realidade econômica e social, aí o problema é mais embaixo... A financeirização criou uma esfera autônoma da economia real: ações, futuros, derivativos, opções, múltiplos e recompras não são, por si mesmos, capacidade produtiva ou um reflexo da realidade econômica. A ascensão chinesa era sobre indústria, infraestrutura, tecnologia, comércio, Estado e redução histórica da pobreza, não sobre o MSCI China render mais que o S&P 500. Aliás, se a régua for economia real, a China tirou quase 800 milhões de pessoas da pobreza extrema e virou o centro manufatureiro do planeta. Os EUA, por outro lado, ainda têm dezenas de milhões abaixo da linha oficial de pobreza, e o Rust Belt enferrujou de vez... Mas, no fetichismo financeiro, índice acionário vale mais que capacidade produtiva, infraestrutura, tecnologia e queda da pobreza.
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Jack Prandelli
Jack Prandelli@jackprandelli·
The biggest macro consensus of the last 15 years was "China rising" The biggest investing mistake was acting on it. S&P 500 since 2011: 6.7x MSCI China: 1.67x
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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
@oskrito2022 Não ironicamente. Pra ficar pior que o Brasil atual, precisaria combinar terremoto, guerra civil, meteoro e Renan Santos presidente em coalizão com o Partido Novo.
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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Porra, agora “deterioração dos termos de troca” é consequência do desenvolvimentismo? Vou xingar o médico que me diagnosticar com febre, obviamente a culpa é dele! O Brasil e a América Latina já estavam na merda: a gente já exportava só bens primários importando manufaturas. Isso é o beabá da deterioração dos termos de troca do Prebisch. Tarifa é doença; mas destruir produção interna com importação barata por câmbio apreciado é saudável, né? Só falta dizer que a SELIC está baixa... A industrialização baseada em financiamento externo teve muitos problemas e teve várias fragilidades. Mas daí concluir que tudo o que veio na Nova República é saudável, eficiente, ou mesmo melhor que o de antes, é jogar fora o bebê, a água do banho e amaldiçoar a banheira. Em miúdos: Tarifa para proteger indústria nacional = doença; Câmbio apreciado destruindo produção interna = modernização; Dependência de commodities e importados = eficiência; Juros altos quebrando o que resta de produção interna = mal necessário.
João Pedro Garcia@garciacjao

Desenvolvimentismo é uma DOENÇA. Repito: uma DOENÇA. Deterioração dos termos de troca, substituição de importações, barreiras tarifárias elevadas, política industrial de financiamento... Tudo que destruiu o país. Esses caras estavam errados. O desenvolvimentismo brasileiro estava errado. E deu errado. É uma merda. Não funciona.

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
O que está acontecendo de "muito ruim": casas estão sendo usadas como moradia ao invés de especulação. Mais de 90% dos chineses têm casa própria, e mais de 75% dos jovens (35 anos ou menos). Algo terrível para os senhores do mundo, que vivem como parasitas, e para seus lacaios.
Wimar.X@DefiWimar

🚨 BREAKING CHINA’S REAL ESTATE MARKET JUST CRASHED TO A 20-YEAR LOW, LOSING A 1/4 OF ITS VALUE. SOMETHING EXTREMELY BAD IS HAPPENING…

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Não, gênio. Quem comprou caro não gosta de ver o preço caindo, isso é o óbvio ululante. A questão é que a comunidade nacional não existe para garantir valorização eterna do patrimônio imobiliário de quem entrou antes. Se eu moro na casa que comprei, com renda e financiamento sob controle, queda de preço é perda patrimonial no papel; não me expulsa automaticamente do imóvel. Para especulador, corretor e incorporadora alavancada, aí sim é o apocalipse: o modelo deles depende de imóvel sempre mais caro. Desvalorização não é um mar de rosas para quem comprou no topo, mas pode ser alívio para quem estava excluído por preços absurdos. Só rentista olha acessibilidade habitacional e chama de tragédia. Se imóvel só pode subir para proprietário ficar feliz, então habitação virou uma pirâmide geracional: quem entrou antes exige que os outros paguem cada vez mais caro para sustentar seu patrimônio.
Noalan@AeroShard

@ArthurPavezzi So you think the people who own a thing are fine with that thing crashing in value?

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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
Não, gênio. Quem comprou caro não gosta de ver o preço caindo, isso é o óbvio ululante. A questão é que a comunidade nacional não existe para garantir valorização eterna do patrimônio imobiliário de quem entrou antes. Se eu moro na casa que comprei, com renda e financiamento sob controle, queda de preço é perda patrimonial no papel; não me expulsa automaticamente do imóvel. Para especulador, corretor e incorporadora alavancada, aí sim é o apocalipse: o modelo deles depende de imóvel sempre mais caro. Desvalorização não é um mar de rosas para quem comprou no topo, mas pode ser alívio para quem estava excluído por preços absurdos. Só rentista olha acessibilidade habitacional e chama de tragédia. Se imóvel só pode subir para proprietário ficar feliz, então habitação virou uma pirâmide geracional: quem entrou antes exige que os outros paguem cada vez mais caro para sustentar seu patrimônio.
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Noalan
Noalan@AeroShard·
@ArthurPavezzi So you think the people who own a thing are fine with that thing crashing in value?
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