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O que exatamente aconteceu quando as varinhas de Harry e Voldemort se conectaram em Harry Potter e o Cálice de Fogo?
Se já destrinchamos como a magia do amor protegeu Harry e como a lealdade da Varinha das Varinhas selou o destino final de Voldemort, agora precisamos voltar um pouco no tempo para entender um dos fenômenos mais raros e inexplicáveis da magia: o Priori Incantatem.
Para entender isso, precisamos lembrar do momento em que Harry compra sua varinha, lá no primeiro livro. O Sr. Olivaras entrega a Harry uma varinha de azevinho com núcleo de pena de fênix.
Mas não era qualquer fênix.
A fênix que forneceu a pena para a varinha de Harry (que mais tarde descobrimos ser Fawkes, a fênix de Dumbledore) forneceu apenas mais uma única pena em toda a sua vida. E a varinha que continha essa outra pena era justamente a varinha de teixo que pertencia a Lorde Voldemort.
As duas varinhas eram irmãs, e varinhas irmãs não atacam uma à outra,com isso em mente, vamos para o tenso duelo no cemitério, quando Voldemort, recém-renascido e com seus Comensais da Morte ao redor, decide duelar com Harry para provar sua superioridade, ele dispara a Maldição da Morte, ao mesmo tempo, Harry, recusando-se a morrer acovardado atrás de uma lápide, dispara seu feitiço de assinatura, o Expelliarmus.
Quando o raio de luz verde se choca com o vermelho no ar, algo sem precedentes acontece.
Como as duas varinhas compartilham exatamente o mesmo núcleo mágico, elas se recusam a lutar de forma letal, em vez disso, elas se conectam por um fino fio de luz dourada, criando uma redoma que os isola dos Comensais da Morte.
É neste exato momento que ocorre o Priori Incantatem, que pode ser traduzido como o Efeito do Feitiço Reverso. Em uma batalha de varinhas irmãs, a varinha do bruxo cuja força de vontade for subjugada será forçada a regurgitar os últimos feitiços que realizou, em ordem cronológica inversa.
Como a vontade de Harry era mais forte naquele momento (afinal, ele lutava desesperadamente pela própria vida e pela memória de Cedrico, enquanto Voldemort estava surpreso e confuso com a reação da varinha), a varinha do Lorde das Trevas é forçada a ceder.
É por isso que começam a sair da varinha de Voldemort os "ecos" de suas vítimas recentes. Como o último feitiço grave disparado por aquela varinha havia sido o Avada Kedavra, as sombras de quem a varinha matou começam a aparecer: primeiro Cedrico Diggory, depois o velho trouxa franco Bryce, a funcionária do Ministério Berta Jorkins e, então, para o choque e emoção de Harry, Lílian e Tiago Potter.
Esses ecos não eram fantasmas reais, Dumbledore deixa isso bem claro mais tarde, eles eram uma espécie de sombra, uma reprodução mágica que retinha a aparência e a consciência de quando estavam vivos, eles forneceram a Harry o tempo, a coragem e as instruções que ele precisava para quebrar a conexão no momento certo e alcançar a Taça Tribruxo, escapando com o corpo de Cedrico.
Este acontecimento é o grande divisor de águas na mente do vilão, esse evento no cemitério foi o estopim para a obsessão que Voldemort desenvolve em As Relíquias da Morte, ao perceber e confirmar através de Olivaras que sua própria varinha, por ser irmã da de Potter, jamais conseguiria matar o garoto de forma eficaz, ele inicia sua caçada por varinhas de terceiros, o que culminou mais tarde na sua busca irrefreável e fatal pela Varinha das Varinhas.
IMPORTANTE:
Nos filmes, em diversos momentos, varinhas se conectam, criando no imaginário daqueles que assistiram apenas aos filmes, a ideia de que este efeito é comum. Mas varinhas se conectarem não é comum no universo de Harry Potter, quando isso acontece, é por motivo do Priori Incantatem.
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