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@novaesmarcel

Professor e escritor. https://t.co/3R2Xxn7UAp

Sumali Haziran 2017
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João Eigen
João Eigen@joaoeigen·
Me enviaram esse corte do @eliasjabbour e, mais uma vez, é um bom exemplo didático para mostrar como a retórica da confusão é usada para ludibriar o público. Vamos destrinchar e refutar por partes. 1) Jabbour fala: "Então eles [os EUA] lançam duas bombas nucleares no Japão em nome da democracia, evidente né, [...] foi o capitalismo que lançou essas duas bombas nucleares lá". Eu não vou cobrar o Jabbour de ser um especialista em Segunda Guerra, o que ele não é, mas essa fala é completamente sem sentido. Os EUA não lançaram as duas bombas "em nome da democracia", isso é absolutamente errado: lançaram-nas porque estavam numa guerra que o próprio Japão havia lhes declarado ao atacar Pearl Harbor em 1941. Ainda tratando-se de um inimigo desestabilizador da ordem global, aliado dos nazistas e imperialista. Pode-se questionar se foram realmente necessárias para encerrar o conflito, mas é óbvio que era uma situação de guerra declarada e que, portanto, os EUA tinha todo direito de usar as armas que tinham para derrotar o inimigo e poupar seus homens. Esquecer esses "pequenos detalhes" beira a má-fé. O interlocutor ali fala o óbvio que o Holocausto foi obra do Nacional-Socialismo, uma ideologia antiliberal e tal, ao que o Jabbour responde: 2) Jabbour fala: "Não, o fascismo ele é um produto de sociedades que tem problemas de conflito distributivo [...] então o nazismo é um problema cíclico do capitalismo [...] surgiu com muita força na Alemanha, um país em crise, uma Europa em crise, ressurge hoje no capitalismo em crise, ou seja as crises capitalistas fazem reverberar essas noções de povo eleito, essas noções de superioridade racial, de intolerância com o outro [...] isso que nós estamos tendo aqui é impossível em uma sociedade nazificada, por exemplo [...] mas os industriais alemães apoiaram loucamente o regime nazista e o maior processo de privatização na história da humanidade se deu na Alemanha nazista". Jabbour tem um problema gigantesco com conceitos e a linha do tempo, mas é parte de sua retórica popular: confundir os conceitos e a linha do tempo, jogando elementos parciais no meio para dar a impressão de estar fazendo análise histórica, mas é só confusão mesmo. Vamos por partes. Ele começa falando do fascismo, quando o assunto é nazismo, porque provavelmente não sabe diferenciá-los, porque, na cabeça dele, é tudo "consequência do capitalismo". Mas isso é um problema para sua análise: Se o fascismo surge de crises cíclicas da produtividade capitalista, como explicar a própria Itália fascista? Mussolini chegou ao poder em 1922, antes da Grande Depressão e num momento em que a produtividade mundial estava começando subir novamente após a Primeira Guerra. E mais ainda, num país muito pouco capitalista, porque a Itália era majoritariamente agrária... Claro, Jabbour falaria que foi por causa da "guerra mundial" promovida pelo, óbvio, "capitalismo". É um termo coringa que ele usa para descrever qualquer parcela da história moderna que lhe seja útil para emplacar a sua narrativa comunista. Mas é besteira, o fascismo italiano surgiu numa época de paz e crescente produtividade capitalista, isto é, justamente no começo da superação de uma crise. E agora a crise de 1929. Se, como Jabbour falou ali, Hitler ascendeu devido à crise capitalista, porque o país epicentro dela, os EUA, não viu nada disso, mas, pelo contrário, um governo de cunho historicamente "esquerdista", promovedor de políticas celebradas pela esquerda mundial e profundamente hostil ao nazismo? No epicentro da crise mundial capitalista surgiu um governo extremamente hostil e contrário ao "nazifascismo", sendo que o "nazifascismo" é oriundo das crises do capitalismo? Jabbour quer, à todo custo, emplacar uma causação entre "crises do capitalismo" e o "nazifascismo", mas basta estudar um pouquinho a história para perceber que é, no máximo, uma correlação, e que mais elementos precisam ser inseridos para entender o que aconteceu - justamente o que Jabbour não pode fazer para não quebrar sua narrativa. Como típico de sua estratégia retórica, ele joga ainda ali no meio a ideia do "povo escolhido", claramente insinuando que os EUA são o "nazifascismo" modernos. Isso é só para enganar mesmo, porque a doutrina do "Manifest Destiny" não é uma criação exclusivamente americana, mas uma adaptação de um ethos da modernidade encarnado em vários Estados-nações. O resultado, mesmo que paradoxal, foi a criação de uma nação multiétnica continental. O americanismo modificou o sentido de "povo" para adaptar e enquadrar várias etnias... justamente o contrário das aspirações nazistas, fundamentadas numa raça específica, geneticamente identificável, que havia se espalhado e diluído seu conteúdo pelo mundo inteiro, e que precisava ser promovida novamente através de uma inédita criação estatal que não se restringia ao Estado alemão fundado por Bismarck. Percebem o quanto escapa e é escondido pela retórica confusa e lisa de Jabbour? É uma lástima que esclarecer e ensinar demande muito mais tempo e texto do que confundir e arregimentar. Jabbour quer militantes para a causa, e militante não precisa pensar, só escutar e obedecer, e sua estratégia está bem alinhada com esse objetivo.
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marcelnovaes
marcelnovaes@novaesmarcel·
Você vê que uma moça publicou um romance passado na pré-história. Que original, você pensa. Mas a resenha diz que autora "opta por retratar preconceitos, demarcações de gênero, medo do desconhecido e obsessão religiosa". 🫠
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MarchaDaHistória
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Distraído, o supremo Flávio Dino quase pisa num pequeno penduricalho (2011)
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Soares Silva
Soares Silva@LordAss·
Acabei o novo livro do Lilico. Amanhã compro champanhe pra comemorar, como o personagem de Misery sempre fazia quando terminava um livro. Espero que depois me aconteça alguma coisa pitoresca como aconteceu com ele.
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marcelnovaes@novaesmarcel·
A pessoa não consegue lidar com uma simples escala
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marcelnovaes@novaesmarcel·
evidência número 2 de que é a tirinha mais chata do mundo. O cara se dedica a fazer tirinhas em defesa do governo, bicho. Que coisa vergonhosa.
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Que tirinha chata, pqp. É o Latuff pra crianças
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Caramba, já está nos trending topics...
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Meu novo livro, A Grande Batalha, acaba de ser publicado em sua versão digital pela Editora Danúbio, o que muito me alegra. O texto de apresentação diz o seguinte:
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Já publiquei por editora grande (Record), editora média (Três Estrelas) e editoras pequenas (Penalux, Patuá e agora Danúbio). Dentre as pequenas, o Diogo Fontana da @EditoraDanubio se destaca como um editor que realmente lê e se envolve com o livro.
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Folha de S.Paulo
Folha de S.Paulo@folha·
🎙️ Ilustríssima Conversa 🎧 | O que vemos hoje não é metáfora, é o fascismo mesmo, diz Vladimir Pinheiro Safatle, que lança novo livro. Ouça a entrevista a partir deste sábado (28) em folha.com/ilustrissimaco… ou no seu tocador preferido.
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Hoje lembrei da epígrafe do meu primeiro romance. Trecho de uma versão do italiano Fabrizio de André para uma música do francês George Brassens.
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marcelnovaes@novaesmarcel·
Gilmar Mendes concede habeas corpus a Dias Toffoli, atendendo a petição de Alexandre de Moraes, em ação relatada por Toffoli na qual Mendes é réu, investigado por Toffoli e representado por Moraes. Acompanhe no infográfico.
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