Em abril de 2026, a Renault encerrou oficialmente as vendas do Renault Kwid E-Tech no Brasil. Um modelo que acabou se tornando símbolo de uma prática antiga das montadoras tradicionais: oferecer produtos básicos, caros e pouco competitivos ao consumidor brasileiro.
O Kwid E-Tech foi lançado no Brasil em 2022, importado da China, com preço inicial na faixa de R$ 146 mil.
Era, basicamente, uma adaptação elétrica do Renault Kwid, conhecido por ser um dos carros mais simples do mercado.
O problema é que, mesmo sendo elétrico, entregava muito pouco: acabamento simples, espaço interno limitado, desempenho modesto e poucos itens de tecnologia e segurança para o preço cobrado.
Em 2023, o cenário começou a mudar de forma drástica com a chegada da BYD ao Brasil.
Em junho daquele ano, a marca lançou o BYD Dolphin por cerca de R$ 149 mil, oferecendo um pacote muito superior: melhor acabamento, mais tecnologia, mais espaço e desempenho consistente, em um nível próximo ao de modelos médios como o Toyota Corolla.
A pressão competitiva foi imediata.
O Kwid E-Tech, que já parecia caro pelo que entregava, perdeu completamente o apelo. A Renault foi obrigada a reagir com reduções sucessivas de preço, chegando a patamares próximos de R$ 100 mil em campanhas promocionais ao longo de 2024.
O golpe definitivo veio em fevereiro de 2024, com o lançamento do BYD Dolphin Mini por cerca de R$ 115 mil.
Mesmo sendo um modelo de entrada, entregava mais tecnologia, melhor acabamento e um conjunto geral muito mais competitivo.
Na prática, ocupou exatamente o espaço que o Kwid E-Tech tentava justificar, só que fazendo isso de forma muito mais convincente.
No mesmo período, outras marcas chinesas começaram a avançar.
Modelos como o Geely EX2 ampliaram ainda mais a pressão sobre as montadoras tradicionais, mostrando que era possível oferecer mais por menos.
As vendas do Kwid E-Tech nunca decolaram. O modelo passou a ter volume baixo, sem competitividade real, sustentado apenas por preço.
Sem margem para disputar em produto e já pressionado financeiramente, o carro foi perdendo espaço até sair de linha.
O caso deixa uma reflexão importante.
Durante anos, as montadoras justificaram os altos preços no Brasil com o chamado “custo Brasil”. Mas, em pouco tempo, diante de concorrência real, foi possível reduzir o preço de um mesmo carro em dezenas de milhares de reais. Isso indica que havia, sim, espaço significativo de margem.
O fim do Kwid E-Tech não é só o fim de um modelo. É um sinal claro de mudança de mercado.
O consumidor brasileiro passou a ter mais opção, mais tecnologia e mais poder de comparação.
Agora a pergunta que fica é direta: quem será o próximo a não sobreviver nesse novo cenário?
Sabe o que é pior? Tem brasileiro que defende com unhas e dentes que a chegada dos chineses e o declínio dos carros ruins e caros, é ruim para os brasileiros
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