Uriã Fancelli

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@uriafancelli

Analista internacional. Autor. Comentários em veículos de +15 países. Experiência em conflitos na Ucrânia e Oriente Médio.

São Paulo, Brasil شامل ہوئے Mayıs 2015
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Uriã Fancelli@uriafancelli·
Quem acompanha o trabalho muitas vezes não imagina a quantidade de horas lendo, estudando e me informando para conseguir levar análises consistentes e responsáveis, e ao mesmo tempo fazer aquilo que eu amo. 2025 foi um ano intenso, com participações em veículos de diferentes países, debates difíceis e conversas necessárias. Fica aqui meu muito obrigado a todos que estiveram comigo no Brasil, em Portugal e em outros lugares do mundo, jornalistas, apresentadores, produtores e equipes que abriram espaço com tanta generosidade e confiança. Seguimos. 2026 vai ser ainda melhor, tenho certeza. Muito obrigado. Nos vemos por aí!!
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Trump tenta usar o bloqueio para ganhar força nas negociações e sufocar a receita do Irã, mas entra num confronto arriscado contra um regime mais resistente à pressão do que uma democracia. No fim, a manobra endurece Teerã, complica os EUA com aliados e deixa Trump diante de um impasse: para avançar, talvez precise fazer concessões que contradizem sua pose de vencedor. Alguns trechos da minha participação no Visão Crítica, comandado pelo @daniel_caniato na @JovemPanNews.
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Sérgio Utsch
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No Mapa-Mundi deste fim de semana, falamos sobre a eleição da Hungria, que acontece no domingo. Viktor Orban, no poder há 16 anos, é apoiado tanto pela Rússia quanto pelos Estados Unidos. Segundo as pesquisas, ele deve perder. youtube.com/watch?v=RE1mMz…
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Trump se encurralou e a trégua no Oriente Médio pode ruir a qualquer momento.
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#Repost @UOL ・・・ 🗣️UOL News: O controle do Estreito de Hormuz é um trunfo vital para o Irã e pode ajudar a garantir a sobrevivência do regime, afirmou o analista internacional Uriã Fancelli. #uol #uolnews #canaluol #política #noticia #eleição
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Como Trump deu ao Irã a arma que ele nunca tinha usado de verdade.
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Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
Um papo com o @uriafancelli sobre a aparente escalada retórica do governo dos EUA sobre o Brasil na nota obtida hoje pelo Metrópoles Para o analista político, o posicionamento mostra que a administração Trump quer deixar a “porta aberta” para uma possível vitória da oposição no pleito de Outubro.
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Quais são as duas principais conclusões que podemos tirar após um mês de guerra? A primeira é o que temos falado desde o começo: tudo indica que houve um erro de cálculo de Trump, que agora está encurralado e já não consegue voltar atrás. A segunda é que a guerra ganha dinâmica própria, sai do controle e vai puxando outros países e atores para o conflito. Fiz esse balanço hoje na @GloboNews em conversa com a @MarcellySetubal 📺 @basiliofelipe_
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Nas eleições deste ano no Brasil, o trumpismo deve passar, sim, a ser um elemento a ser considerado na hora de escolher um candidato. Conversei com a Nadedja Calado na @CBNoficial sobre os possíveis riscos políticos caso Flávio Bolsonaro chegue à Presidência do Brasil, considerando a dinâmica entre trumpismo e bolsonarismo. Trump até mantém diálogo com Lula, mas claramente prefere o bolsonarismo. Quais seriam as possíveis consequências desse alinhamento?
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Trump afirmou que o Irã foi derrotado e que já haveria negociações em curso, mas a realidade é bem mais complicada, porque o regime ainda mantém capacidade de impor custo ao mundo por meio da guerra econômica e energética e, internamente, os sinais apontam menos para um colapso e mais para uma consolidação ainda maior da Guarda Revolucionária. E, com o histórico recente de negociações usadas como distração antes de ataques, a pergunta central continua sendo quem realmente manda no Irã hoje e com que intenção os Estados Unidos falam em diálogo.
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Sobre a dancinha do Flávio Bolsonaro: apesar de digna de meme, ela é um gesto perigosíssimo de alinhamento com o trumpismo e parte de uma tentativa de recolocar o bolsonarismo no eixo desse campo internacional. O problema não é a dança em si, mas o que esse tipo de vínculo pode significar para o Brasil se virar respaldo político para pressionar instituições e empurrar a democracia ainda mais para o desgaste.
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Uriã Fancelli@uriafancelli·
Análise dos últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio Uriã Fancelli, 18/03/2026 À medida que a guerra no Oriente Médio escala, com Israel atingindo pela primeira vez, com o aval dos EUA, uma instalação de gás natural fundamental para a economia iraniana, com a nova frente reaberta entre Israel e o Hezbollah no Líbano, e com o Irã agora lançando bombas de fragmentação contra Israel, o que fica cada vez mais claro é aquilo que venho dizendo desde os primeiros dias: houve um erro de cálculo de Trump. E ele mesmo, sem querer, admitiu isso. Ontem, Trump disse que os ataques iranianos não deveriam ter atingido outros países do Oriente Médio, mas acabaram alcançando Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait. O que ele está admitindo, na prática, é que a escalada saiu do controle. E essa retaliação iraniana era justamente o motivo pelo qual outros governos norte-americanos não haviam aberto uma guerra direta contra o Irã, porque a existência desse risco sempre foi cogitada, sempre foi real. Então, quando Trump afirma que “ninguém esperava isso” e que houve choque, o que fica claro é que a Casa Branca foi pega de surpresa por uma ampliação do conflito que ou não soube prever, ou não quis prever. E o que começa a acontecer depois dessa escalada? Trump não consegue fazer aquilo que fez em outras ocasiões, como na Venezuela: cantar uma vitória rápida. Ele passa a se ver pressionado, querendo se desvincular dessa guerra e declarar vitória. Só que foi colocado numa situação em que simplesmente não consegue virar as costas e ir embora. Inclusive, tentou arrastar outros países justamente por conta disso, dizendo que aqueles que lucram com o uso do Estreito de Ormuz deveriam ajudar, inclusive a China. Ou seja, tentou pressionar e intimidar outros países para que assumissem a responsabilidade de reabrir o estreito. E, como ninguém quis se envolver, Trump foi obrigado a mudar o discurso e passou a dizer que os EUA não querem e nem precisam da ajuda de aliados, o que concentra nele mesmo o peso de qualquer decisão e das sequelas econômicas domésticas e globais do seu erro de cálculo. E qual é a grande preocupação? Que o Irã ainda consegue impor um custo alto, prolongado e muito difícil de neutralizar, mesmo depois de toda a retórica de que sua capacidade militar teria sido devastada. O Irã já atingiu um campo operacional de petróleo e gás em Abu Dhabi e também ampliou a lista de alvos, com navios, portos, depósitos de combustível, refinarias e unidades de processamento de gás no Golfo. Mas ainda há possibilidade de escalada. Há o risco de o Irã mirar rotas alternativas fora do Estreito de Ormuz, como oleodutos sauditas até o Mar Vermelho ou ligações que passam pelo Iraque e pela Turquia, e até instalações de gás natural liquefeito, que seriam ainda mais críticas, porque parte desses equipamentos leva anos para ser substituída. Portanto, mesmo com Trump dizendo que a capacidade iraniana teria sido dizimada, o que vemos na prática é um Irã que ainda mantém condições de sustentar uma guerra de desgaste, espalhar medo, pressionar o fluxo de energia global e mostrar aos EUA e a Israel que o custo dessa guerra continua longe de estar sob controle.
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Ao ameaçar os países da OTAN para que entrem na guerra contra o Irã, o próprio Trump ajuda a enfraquecer a aliança.
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Sobre a fala de Donald Trump de que a guerra estaria “praticamente concluída”: Trump disse em entrevista que, do ponto de vista militar, não teria sobrado "praticamente nada" do Irã. Falou em marinha destruída, força aérea desmantelada, comunicação comprometida e drones abatidos. A questão é que, ao dizer isso agora, ele passa a ideia de missão cumprida quando o aparato repressivo do regime muito provavelmente continua de pé. E isso é o que mais importa. Havia uma incerteza sobre quem comandaria o futuro do país e agora surge Mojtaba Khamenei, numa liderança que ainda precisa se consolidar, mas que pode vender a própria sobrevivência do regime como vitória. E, para um regime como o iraniano, sobreviver diante da maior potência militar do planeta já é, por si só, uma narrativa de vitória. Ainda é cedo para dizer que Trump realmente vai encerrar a guerra, até porque ele muda de posição o tempo inteiro. Mas, se esse for o caminho, isso reforça algo que eu venho dizendo desde o começo: houve erro de cálculo. Essas operações tiveram custo político interno, inclusive com contestação dentro do próprio Partido Republicano, custo internacional, ao mexer com os mercados globais, e custo estratégico, porque ele cutucou um vespeiro no Oriente Médio. O efeito disso foi enorme sobre países da região, inclusive aliados dos EUA que até aqui se viam como espaços relativamente seguros, como Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar. Todos passaram a enxergar de forma mais concreta a própria vulnerabilidade diante do regime iraniano e da instabilidade regional. E a flexibilidade do Trump ao redefinir os objetivos da guerra servia justamente para isso: para deixar margem para, mais adiante, escolher o que vender como vitória e eventualmente sair do conflito sem admitir fracasso. Só que, na prática, o saldo não foi bom para ninguém. O regime pode estar mais fraco, mais desgastado, com outra cara, mas continua de pé e ainda com capacidade de repressão. Ninguém vai lamentar a morte do teocrata Ali Khamenei, evidentemente, mas isso não significa que o problema tenha sido resolvido. Com o direito internacional cada vez mais enfraquecido e irrelevante diante das decisões unilaterais das grandes potências militares e das autocracias, o saldo é que Trump parece ter apenas desestabilizado ainda mais a região, exposto aliados e bagunçado a economia global, tudo isso sem eliminar de forma definitiva a ameaça que dizia querer neutralizar. Portanto, esse discurso de que a guerra estaria "praticamente concluída" pode até não ser definitivo, mas certamente pode ser lido como um ensaio para uma retirada dos EUA da região depois de a guerra ter respingado em tantos países diferentes, no mercado global e eventualmente na economia doméstica norte-americana. É como se ele tivesse bagunçado o tabuleiro e agora quisesse deixar a desordem para os outros administrarem.
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Uriã Fancelli
Uriã Fancelli@uriafancelli·
A indicação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã não lhe dá automaticamente legitimidade interna. Em um país em plena guerra, com um regime abalado e sob enorme pressão, a correlação de forças não se resolve apenas por uma escolha formal. As disputas internas seguem em curso, e ele ainda precisa se provar diante de diferentes centros de poder do próprio regime, num momento em que a estrutura iraniana já dá sinais de extrema fragilidade. Falei sobre isso com o @RafaelColombo e a @LeilaneNeubarth na @GloboNews .
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Uriã Fancelli
Uriã Fancelli@uriafancelli·
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, filho do teocrata morto Ali Khamenei, acaba de ser escolhido como novo líder supremo do Irã, segundo um membro da Assembleia dos Peritos, o órgão religioso responsável por tomar essa decisão. Mesmo sem nunca ter ocupado um cargo formal no governo, Mojtaba construiu enorme influência nos bastidores ao longo dos anos, principalmente pela relação muito próxima com a Guarda Revolucionária Islâmica, a principal força militar e de segurança do regime. Ele sempre representou a ala mais dura do regime, contrária a reformas e a qualquer aproximação com o Ocidente. O que a escolha dele indica? Que o establishment iraniano decidiu manter a linha dura no poder justamente no meio da escalada da guerra. Ao mesmo tempo, há uma contradição: se de um lado essa decisão tenta passar uma imagem de continuidade, do outro ela é problemática, pois a Revolução Islâmica de 1979 derrubou a monarquia com a promessa de acabar com a lógica hereditária do poder e substituí-la por uma liderança legitimada pela autoridade religiosa. No caso de Mojtaba, isso fica bem mais frágil, porque ele não tem o peso clerical nem a trajetória religiosa do pai. Portanto, o regime que dizia ter vindo para enterrar a lógica dinástica acaba mostrando que, no fundo, só reinventou a hereditariedade com roupagem religiosa.
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Uriã Fancelli
Uriã Fancelli@uriafancelli·
Donald Trump dobra a aposta na escalada da guerra, enquanto o Irã pede desculpas aos países do Golfo. O que está por trás dessas últimas movimentações? Falei sobre isso com a @isaleitejor, na @GloboNews 📺 @brun0pontes
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Uriã Fancelli
Uriã Fancelli@uriafancelli·
Levantar perguntas sobre a amostra é sempre legítimo. O importante e aqui é a questão da pesquisa, é o fato de que ações militares têm consequências, e elas não deixam de existir só porque o alvo é um regime sanguinário, ditatorial e patrocinador de terrorismo. Esse é justamente o tipo de nuance que muita análise binária apaga. No Oriente Médio, e você sabe muito vem disso, não basta decidir quem é o vilão da vez e pronto. É preciso olhar para o que vem depois, para o efeito dominó regional, para o risco de escalada, para o terrorismo, para a instabilidade. É só isso. Nem tudo se resume a atacar Israel ou defender o regime iraniano que sempre deve ser condenável.
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Helena Ferro de Gouveia
Helena Ferro de Gouveia@camalees·
@uriafancelli a) qual é a orientação política dos inquiridos ? b) que conhecimento têm do Médio Oriente ? ( não basta ler jornais ou a Foreign Affairs ) c) qual a posição em relação a Israel? Conhecendo estas variáveis da amostra podemos aferir a credibilidade da pesquisa.
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Uriã Fancelli
Uriã Fancelli@uriafancelli·
Uma pesquisa com 949 especialistas em Relações Internacionais revelou que 86% se opõem aos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, sendo que 70% manifestam forte oposição. Chama atenção também o fato de que 81% acreditam que esses ataques tornarão os Estados Unidos menos seguros, e não mais. Há ainda grande preocupação com o risco de terrorismo: 89% dos especialistas afirmam que a operação militar americana provavelmente aumentará a probabilidade de ataques contra os Estados Unidos, seus cidadãos, seus interesses ou seus aliados ao longo do próximo ano.
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