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O cara cortou o próprio pé pra receber o seguro de mais de R$ 1 milhão de reais, mas ai veio a surpresa.



É curioso que, da metafísica cristã clássica, também é possível concluir uma forma de limitação divina Em Sto Tomás, por exemplo, os entes são modos de ser enquanto contrações do próprio Ser, que é Deus. Em outras palavras, os entes são realidades diminuídas do próprio Deus, havendo entre Ele e os entes uma derivação constituída por esse “encolhimento ontológico”. A comparação com o Sol é sempre útil: seus raios, que derivam dele, são realidades diminuídas do astro — partilham de sua essência quente e luminosa, porém, mais fracamente. Dado isso, uma implicação notória é que Deus só pode intervir no mundo por meio desse canal de “encolhimento ontológico”, que é a derivação que parte de Si. Ou seja, por mais extraordinária que possa ser aos nossos olhos a intervenção divina, ela sempre precisa ocorrer sob certa proporção da diminuição ontológica que é o ente. Não há como Deus intervir no mundo senão através do próprio canal entre Ele e a criação, que contém, inevitavelmente, uma diminuição ontológica do Ser. Isso implica limitações nas possibilidades que envolvem o próprio ente e, consequentemente, o raio de ação de Deus no ente. Sob a ótica tomista, isso poderia servir, inclusive, como uma das razões para Deus precisar permitir o mal para extrair dele um bem maior, ao invés de acabar com ele de uma vez. Pois, à proporção do ente — considerando ainda facetas da entidade desconhecias por nós — não seria possível anular completamente o mal atualmente.


















