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@OCaramelo7

Professor, jornalista e cientista político Marcos Paulo Candel**ro Colunista da @gazetadopovo e do @Conta_do_Contra e do @batallakultural

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Caramelo@OCaramelo7·
O HOMEM ABSURDO NO WORKPLACE Cada dia mais, o pensamento de Camus parece-me fundamental e urgente. O mundo corporativo entrou numa crise ontológica e escolheu o disfarce habitual. Batizou de retenção aquilo que, na raiz, é colapso de sentido. Durante vinte anos, a doutrina central da gestão de capital humano vendeu uma teologia de RH para consumo interno. Executivos, consultores e burocratas da cultura empresarial repetiram o mesmo sermão com a solenidade dos sacerdotes e a imaginação dos caixas de supermercado. Para extrair o máximo valor do trabalhador, seria preciso insuflar nele um senso profundo, quase espiritual, de missão. O empregado deixaria de ser mão de obra e passaria a ser fiel. O trabalho exigiria entrega. A entrega exigiria crença. Os dados novos transformaram esse credo em destroço. Segundo as informações mais recentes de 2025, a economia global perde US$ 8,9 trilhões por ano com baixo engajamento. Trata-se de algo em torno de 9% do PIB mundial. O número já seria humilhante para toda a indústria de gestão contemporânea. O detalhe decisivo, porém, está em outro ponto. Importa saber quem continua funcionando no meio desse cemitério de slogans. Quando se cruzam as métricas de engajamento da Gallup com relatórios avançados de burnout, aparece a anomalia que implode duas décadas de catequese corporativa. Os empregados mais sustentáveis, mais constantes e menos propensos ao esgotamento pertencem a outra espécie moral. O lugar dos crentes da missão foi ocupado pelos homens absurdos. São trabalhadores que, como o Sísifo de Camus, aceitam a falta de sentido intrínseco da luta corporativa e continuam a empurrar a pedra com competência, regularidade e distância psíquica. A elite gerencial odeia essa conclusão porque ela destrói seu vocabulário inteiro. O homem absurdo, psicologicamente descolado e transacionalmente excelente, prospera na economia do burnout. A exigência empresarial de paixão já não cria vantagem competitiva. Ela corrói capital. Durante anos, paixão serviu como KPI principal de contratação. A teoria seduzia mentes simplórias com facilidade infantil. O empregado apaixonado pela missão trabalharia mais, por mais tempo e melhor. O sujeito emocionalmente investido seria mais produtivo, mais leal, mais resiliente, mais criativo. Toda a retórica do trabalho com propósito foi erguida sobre esse equívoco sentimental fantasiado de sofisticação moral. Os conjuntos de dados de 2025, vindos da Harvard Business Review e de estudos fisiológicos sobre engajamento, viraram a mesa. Surgiu a penalidade da paixão. A paixão de alta intensidade, sobretudo em sua forma obsessiva, produz dívida cognitiva. Quando a identidade do empregado se funde ao desempenho, cada contratempo adquire escala de colapso pessoal. O erro técnico se converte em ferida íntima. A crítica do chefe assume o peso de uma condenação ontológica. A meta perdida atravessa o sujeito como humilhação existencial. Em vez de executar, ele passa a administrar emoções. Em vez de trabalhar, ele se recompõe. O homem absurdo opera em outro registro. Talvez se possa chamar isso de paixão harmoniosa. A formulação mais honesta é outra. Distanciamento profissional. Ele enxerga o trabalho como trabalho, a tarefa como tarefa, a empresa como empresa. Protege a alma da liturgia corporativa. Esse distanciamento carrega a dignidade austera dos mecanismos de sobrevivência. Conserva recursos mentais para a execução, em vez de queimá-los no altar ridículo da identificação emocional. Os gráficos do relatório deixam isso didaticamente claro. O verdadeiro crente sobe rápido. Sua produção explode no começo, alimentada por paixão e ilusão de significado, e desaba por volta do quarto mês num evento clássico de crash. O homem absurdo mantém intensidade moderada e constante, sem acúmulo relevante de burnout. Em mercado volátil, consistência vale mais do que intensidade. O resto serve como homilia de RH para auditório sonolento. O custo global do desengajamento tampouco nasce da preguiça, como imaginam os moralistas da produtividade com sua habitual preguiça mental. Ele nasce do atrito entre expectativa e realidade. A corporação moderna promete impacto, pertencimento, transformação do mundo, legado, transcendência via crachá. Depois entrega planilhas, treinamentos obrigatórios de compliance, metas arbitrárias, reuniões inúteis, congelamento de orçamento e reestruturações periódicas. Quando a realidade cai sobre o palco, o verdadeiro crente sofre aquilo que o relatório chama de lesão moral. Sofre porque acreditou. O homem absurdo atravessa esse atrito com menos dano porque jamais ajoelhou diante da mentira institucional. Ele vê a pedra como pedra. Essa lucidez, no sentido camusiano do termo, funciona como blindagem. Dados da Gallup e da Deloitte mostram que 86% da Geração Z afirmam considerar propósito algo importante. A ironia aparece na prática. As maiores taxas de retenção pertencem justamente aos que conseguiram separar autoestima e cargo. A geração treinada para repetir a liturgia do propósito continua falando o idioma esperado. A ala que realmente sobrevive fez, em silêncio, a cirurgia decisiva entre valor pessoal e função corporativa. Os recortes regionais confirmam a tese. Ásia-Pacífico e América do Norte sangram mais valor do que as demais regiões. A correlação com culturas de trabalho altamente performáticas é direta demais para ser tratada como coincidência. A perda de US$ 1,9 trilhão na América do Norte funciona como imposto cobrado pela distância entre a retórica corporativa e a experiência real do empregado. A mentira institucional tem custo econômico. Quando o discurso vende significado e a rotina entrega submissão burocrática, o capital paga a diferença. A imprensa tratou o quiet quitting como sintoma de decadência da ética do trabalho. A reação era previsível. Boa parte da imprensa econômica atual opera como braço auxiliar da mistificação gerencial. As evidências apontam noutra direção. Em muitos casos, o quiet quitting expressa o triunfo do distanciamento psicológico. O trabalhador que age de acordo com o salário estabeleceu limites que tornam o labor sustentável. Ele retirou da firma o direito de confiscar sua vida interior. Rejeitou o modo heroico de operação que tantas empresas exigem sem remuneração correspondente. As avaliações de desempenho comparando empregados altamente engajados com empregados psicologicamente distanciados ao longo de doze meses produzem um resultado devastador para os sacerdotes da paixão. O herói, movido por alta intensidade emocional, performa melhor no primeiro trimestre. Brilha cedo. Impressiona gestor ansioso. Entrega espetáculo inicial. No terceiro trimestre, sua taxa de erro dispara sob o peso da fadiga cognitiva. O estóico, o homem absurdo, atinge picos menores e sustenta uma curva ascendente de qualidade e consistência. Em ambientes de alta complexidade, erro derivado de burnout se torna passivo operacional de primeira grandeza. Muita empresa ainda prefere a estética moral do entusiasmo aos resultados secos da regularidade. Camus escreveu que a própria luta rumo às alturas basta para preencher o coração do homem. A chave do trabalhador que prospera está nessa frase. Ele encontra satisfação no ofício, não na metafísica da corporação. Gosta de programar, vender, desenhar, escrever, negociar, resolver. Seu vínculo com o trabalho passa pela técnica. Ele dispensa a crença de que o software salvará a humanidade, de que a marca regenerará o tecido social ou de que a nova vertical estratégica mudará o destino da civilização. Sua dignidade nasce da prática, não da propaganda. Essa orientação centrada no ofício o protege das reviravoltas inevitáveis que devastam os verdadeiros crentes. Layoffs, pivôs estratégicos, mudanças de narrativa, fusões, rebranding, reorganizações, presidentes novos, slogans novos, powerpoints novos para esconder a mesma mediocridade de fundo. Tudo isso demoraliza quem investiu a identidade na missão anunciada. Quando a missão se move, o crente se sente traído. Seu sentimento faz sentido. Houve engano desde o início. O homem absurdo continua empurrando a pedra. Seu impulso não nasce de servilismo. Nasce de lucidez. Ele jamais confundiu coreografia institucional com verdade. Os dados de 2024 e 2025 sobre preferências da Geração Z e dos millennials mostram uma mudança decisiva. O eixo sai da missão e migra para a agência. A transformação parece pequena apenas para quem ainda pensa em vocabulário de RH. Na prática, ela anuncia a morte da proposta de valor ao empregado centrada em missão. O futuro pertence à proposta centrada em autonomia. As empresas vencedoras de 2026 serão aquelas que abandonarem a pregação sobre família e passarem a oferecer transações limpas com alta autonomia. Menos liturgia emocional. Mais liberdade operacional. Menos chantagem afetiva. Mais clareza contratual. Para interromper a sangria de US$ 8,9 trilhões, a liderança precisa abandonar a exigência de submissão emocional. A empresa precisa da habilidade do empregado. O coração dele pertence a outra jurisdição. Essa correção exige três mudanças claras. A primeira consiste em desestigmatizar o distanciamento. O funcionário que sai às 17h pode ser o adulto mais saudável da sala. O distanciamento psicológico aparece com frequência crescente como preditor de longevidade. A segunda consiste em contratar pelo amor ao ofício, jamais pela devoção à marca. O critério deveria recair sobre quem aprecia o processo de programar, escrever, vender, desenhar, resolver, construir. Quem ama a marca costuma evaporar quando a ação cai, quando o bônus mingua ou quando a narrativa corporativa muda. Quem ama o processo permanece porque sua relação com o trabalho independe da catequese publicitária do trimestre. A terceira consiste em adotar uma espécie de protocolo Sísifo. Os fluxos de trabalho precisam fornecer satisfação na tarefa imediata, em vitórias curtas, marcos claros, progresso tangível, em vez de depender de promessas majestosas de longo prazo que quase sempre servem para encobrir o vazio. Camus também escreveu que não há sol sem sombra e que conhecer a noite é essencial. É preciso imaginar Sísifo feliz. O mundo corporativo passou duas décadas tentando fabricar trabalhadores messiânicos, gente disposta a entregar talento, tempo, identidade e equilíbrio emocional em troca de um vocabulário inflado sobre propósito. Agora emerge uma figura muito mais sóbria, muito menos ornamental e infinitamente mais funcional. O empregado mais perigoso para uma organização é o que acredita fundo demais nos comunicados dela. Esse sujeito quebra ou se volta contra a firma quando a realidade rompe o cenário de papelão. O mais valioso enxerga o jogo inteiro e, ainda assim, o joga com precisão de mestre. O futuro do trabalho gira em torno de competência no emprego e sentido fora dele.
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lethi
lethi@softchatblanc·
Gente, Senhor dos Anéis é REALMENTE tudo isso?
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Cissa Bailey 🇺🇸🇧🇷
Os brasileiros bilionários e católicos deveriam copiar esta ideia. Segundo um artigo do NYTimes (tomem um plasil antes de ler para aguentar a linguagem lacradora), Pierre-Édouard Stérin, um bilionário católico francês, teria criado um fundo de campanha para apoiar candidatos de direita nas eleições municipais, com o objetivo de promover uma sociedade mais orientada pelo catolicismo e cristianismo, incentivando uma maior frequência à igreja, restringindo o aborto e aumentando as taxas de natalidade. Sabemos que com a invasão que houve na Franca esta será uma tarefa difícil. Porém, ainda dá tempo de lutarmos no Brasil e aqui nos EUA.
Cissa Bailey 🇺🇸🇧🇷 tweet media
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Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
Ótimo resgate. Melhor recado não há.
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Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
O HOMEM ABSURDO NO WORKPLACE Cada dia mais, o pensamento de Camus parece-me fundamental e urgente. O mundo corporativo entrou numa crise ontológica e escolheu o disfarce habitual. Batizou de retenção aquilo que, na raiz, é colapso de sentido. Durante vinte anos, a doutrina central da gestão de capital humano vendeu uma teologia de RH para consumo interno. Executivos, consultores e burocratas da cultura empresarial repetiram o mesmo sermão com a solenidade dos sacerdotes e a imaginação dos caixas de supermercado. Para extrair o máximo valor do trabalhador, seria preciso insuflar nele um senso profundo, quase espiritual, de missão. O empregado deixaria de ser mão de obra e passaria a ser fiel. O trabalho exigiria entrega. A entrega exigiria crença. Os dados novos transformaram esse credo em destroço. Segundo as informações mais recentes de 2025, a economia global perde US$ 8,9 trilhões por ano com baixo engajamento. Trata-se de algo em torno de 9% do PIB mundial. O número já seria humilhante para toda a indústria de gestão contemporânea. O detalhe decisivo, porém, está em outro ponto. Importa saber quem continua funcionando no meio desse cemitério de slogans. Quando se cruzam as métricas de engajamento da Gallup com relatórios avançados de burnout, aparece a anomalia que implode duas décadas de catequese corporativa. Os empregados mais sustentáveis, mais constantes e menos propensos ao esgotamento pertencem a outra espécie moral. O lugar dos crentes da missão foi ocupado pelos homens absurdos. São trabalhadores que, como o Sísifo de Camus, aceitam a falta de sentido intrínseco da luta corporativa e continuam a empurrar a pedra com competência, regularidade e distância psíquica. A elite gerencial odeia essa conclusão porque ela destrói seu vocabulário inteiro. O homem absurdo, psicologicamente descolado e transacionalmente excelente, prospera na economia do burnout. A exigência empresarial de paixão já não cria vantagem competitiva. Ela corrói capital. Durante anos, paixão serviu como KPI principal de contratação. A teoria seduzia mentes simplórias com facilidade infantil. O empregado apaixonado pela missão trabalharia mais, por mais tempo e melhor. O sujeito emocionalmente investido seria mais produtivo, mais leal, mais resiliente, mais criativo. Toda a retórica do trabalho com propósito foi erguida sobre esse equívoco sentimental fantasiado de sofisticação moral. Os conjuntos de dados de 2025, vindos da Harvard Business Review e de estudos fisiológicos sobre engajamento, viraram a mesa. Surgiu a penalidade da paixão. A paixão de alta intensidade, sobretudo em sua forma obsessiva, produz dívida cognitiva. Quando a identidade do empregado se funde ao desempenho, cada contratempo adquire escala de colapso pessoal. O erro técnico se converte em ferida íntima. A crítica do chefe assume o peso de uma condenação ontológica. A meta perdida atravessa o sujeito como humilhação existencial. Em vez de executar, ele passa a administrar emoções. Em vez de trabalhar, ele se recompõe. O homem absurdo opera em outro registro. Talvez se possa chamar isso de paixão harmoniosa. A formulação mais honesta é outra. Distanciamento profissional. Ele enxerga o trabalho como trabalho, a tarefa como tarefa, a empresa como empresa. Protege a alma da liturgia corporativa. Esse distanciamento carrega a dignidade austera dos mecanismos de sobrevivência. Conserva recursos mentais para a execução, em vez de queimá-los no altar ridículo da identificação emocional. Os gráficos do relatório deixam isso didaticamente claro. O verdadeiro crente sobe rápido. Sua produção explode no começo, alimentada por paixão e ilusão de significado, e desaba por volta do quarto mês num evento clássico de crash. O homem absurdo mantém intensidade moderada e constante, sem acúmulo relevante de burnout. Em mercado volátil, consistência vale mais do que intensidade. O resto serve como homilia de RH para auditório sonolento. O custo global do desengajamento tampouco nasce da preguiça, como imaginam os moralistas da produtividade com sua habitual preguiça mental. Ele nasce do atrito entre expectativa e realidade. A corporação moderna promete impacto, pertencimento, transformação do mundo, legado, transcendência via crachá. Depois entrega planilhas, treinamentos obrigatórios de compliance, metas arbitrárias, reuniões inúteis, congelamento de orçamento e reestruturações periódicas. Quando a realidade cai sobre o palco, o verdadeiro crente sofre aquilo que o relatório chama de lesão moral. Sofre porque acreditou. O homem absurdo atravessa esse atrito com menos dano porque jamais ajoelhou diante da mentira institucional. Ele vê a pedra como pedra. Essa lucidez, no sentido camusiano do termo, funciona como blindagem. Dados da Gallup e da Deloitte mostram que 86% da Geração Z afirmam considerar propósito algo importante. A ironia aparece na prática. As maiores taxas de retenção pertencem justamente aos que conseguiram separar autoestima e cargo. A geração treinada para repetir a liturgia do propósito continua falando o idioma esperado. A ala que realmente sobrevive fez, em silêncio, a cirurgia decisiva entre valor pessoal e função corporativa. Os recortes regionais confirmam a tese. Ásia-Pacífico e América do Norte sangram mais valor do que as demais regiões. A correlação com culturas de trabalho altamente performáticas é direta demais para ser tratada como coincidência. A perda de US$ 1,9 trilhão na América do Norte funciona como imposto cobrado pela distância entre a retórica corporativa e a experiência real do empregado. A mentira institucional tem custo econômico. Quando o discurso vende significado e a rotina entrega submissão burocrática, o capital paga a diferença. A imprensa tratou o quiet quitting como sintoma de decadência da ética do trabalho. A reação era previsível. Boa parte da imprensa econômica atual opera como braço auxiliar da mistificação gerencial. As evidências apontam noutra direção. Em muitos casos, o quiet quitting expressa o triunfo do distanciamento psicológico. O trabalhador que age de acordo com o salário estabeleceu limites que tornam o labor sustentável. Ele retirou da firma o direito de confiscar sua vida interior. Rejeitou o modo heroico de operação que tantas empresas exigem sem remuneração correspondente. As avaliações de desempenho comparando empregados altamente engajados com empregados psicologicamente distanciados ao longo de doze meses produzem um resultado devastador para os sacerdotes da paixão. O herói, movido por alta intensidade emocional, performa melhor no primeiro trimestre. Brilha cedo. Impressiona gestor ansioso. Entrega espetáculo inicial. No terceiro trimestre, sua taxa de erro dispara sob o peso da fadiga cognitiva. O estóico, o homem absurdo, atinge picos menores e sustenta uma curva ascendente de qualidade e consistência. Em ambientes de alta complexidade, erro derivado de burnout se torna passivo operacional de primeira grandeza. Muita empresa ainda prefere a estética moral do entusiasmo aos resultados secos da regularidade. Camus escreveu que a própria luta rumo às alturas basta para preencher o coração do homem. A chave do trabalhador que prospera está nessa frase. Ele encontra satisfação no ofício, não na metafísica da corporação. Gosta de programar, vender, desenhar, escrever, negociar, resolver. Seu vínculo com o trabalho passa pela técnica. Ele dispensa a crença de que o software salvará a humanidade, de que a marca regenerará o tecido social ou de que a nova vertical estratégica mudará o destino da civilização. Sua dignidade nasce da prática, não da propaganda. Essa orientação centrada no ofício o protege das reviravoltas inevitáveis que devastam os verdadeiros crentes. Layoffs, pivôs estratégicos, mudanças de narrativa, fusões, rebranding, reorganizações, presidentes novos, slogans novos, powerpoints novos para esconder a mesma mediocridade de fundo. Tudo isso demoraliza quem investiu a identidade na missão anunciada. Quando a missão se move, o crente se sente traído. Seu sentimento faz sentido. Houve engano desde o início. O homem absurdo continua empurrando a pedra. Seu impulso não nasce de servilismo. Nasce de lucidez. Ele jamais confundiu coreografia institucional com verdade. Os dados de 2024 e 2025 sobre preferências da Geração Z e dos millennials mostram uma mudança decisiva. O eixo sai da missão e migra para a agência. A transformação parece pequena apenas para quem ainda pensa em vocabulário de RH. Na prática, ela anuncia a morte da proposta de valor ao empregado centrada em missão. O futuro pertence à proposta centrada em autonomia. As empresas vencedoras de 2026 serão aquelas que abandonarem a pregação sobre família e passarem a oferecer transações limpas com alta autonomia. Menos liturgia emocional. Mais liberdade operacional. Menos chantagem afetiva. Mais clareza contratual. Para interromper a sangria de US$ 8,9 trilhões, a liderança precisa abandonar a exigência de submissão emocional. A empresa precisa da habilidade do empregado. O coração dele pertence a outra jurisdição. Essa correção exige três mudanças claras. A primeira consiste em desestigmatizar o distanciamento. O funcionário que sai às 17h pode ser o adulto mais saudável da sala. O distanciamento psicológico aparece com frequência crescente como preditor de longevidade. A segunda consiste em contratar pelo amor ao ofício, jamais pela devoção à marca. O critério deveria recair sobre quem aprecia o processo de programar, escrever, vender, desenhar, resolver, construir. Quem ama a marca costuma evaporar quando a ação cai, quando o bônus mingua ou quando a narrativa corporativa muda. Quem ama o processo permanece porque sua relação com o trabalho independe da catequese publicitária do trimestre. A terceira consiste em adotar uma espécie de protocolo Sísifo. Os fluxos de trabalho precisam fornecer satisfação na tarefa imediata, em vitórias curtas, marcos claros, progresso tangível, em vez de depender de promessas majestosas de longo prazo que quase sempre servem para encobrir o vazio. Camus também escreveu que não há sol sem sombra e que conhecer a noite é essencial. É preciso imaginar Sísifo feliz. O mundo corporativo passou duas décadas tentando fabricar trabalhadores messiânicos, gente disposta a entregar talento, tempo, identidade e equilíbrio emocional em troca de um vocabulário inflado sobre propósito. Agora emerge uma figura muito mais sóbria, muito menos ornamental e infinitamente mais funcional. O empregado mais perigoso para uma organização é o que acredita fundo demais nos comunicados dela. Esse sujeito quebra ou se volta contra a firma quando a realidade rompe o cenário de papelão. O mais valioso enxerga o jogo inteiro e, ainda assim, o joga com precisão de mestre. O futuro do trabalho gira em torno de competência no emprego e sentido fora dele.
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Pitanga
Pitanga@cida11081952·
Qdo eu crescer eu quero ser @OCaramelo7 !
Caramelo@OCaramelo7

O HOMEM ABSURDO NO WORKPLACE Cada dia mais, o pensamento de Camus parece-me fundamental e urgente. O mundo corporativo entrou numa crise ontológica e escolheu o disfarce habitual. Batizou de retenção aquilo que, na raiz, é colapso de sentido. Durante vinte anos, a doutrina central da gestão de capital humano vendeu uma teologia de RH para consumo interno. Executivos, consultores e burocratas da cultura empresarial repetiram o mesmo sermão com a solenidade dos sacerdotes e a imaginação dos caixas de supermercado. Para extrair o máximo valor do trabalhador, seria preciso insuflar nele um senso profundo, quase espiritual, de missão. O empregado deixaria de ser mão de obra e passaria a ser fiel. O trabalho exigiria entrega. A entrega exigiria crença. Os dados novos transformaram esse credo em destroço. Segundo as informações mais recentes de 2025, a economia global perde US$ 8,9 trilhões por ano com baixo engajamento. Trata-se de algo em torno de 9% do PIB mundial. O número já seria humilhante para toda a indústria de gestão contemporânea. O detalhe decisivo, porém, está em outro ponto. Importa saber quem continua funcionando no meio desse cemitério de slogans. Quando se cruzam as métricas de engajamento da Gallup com relatórios avançados de burnout, aparece a anomalia que implode duas décadas de catequese corporativa. Os empregados mais sustentáveis, mais constantes e menos propensos ao esgotamento pertencem a outra espécie moral. O lugar dos crentes da missão foi ocupado pelos homens absurdos. São trabalhadores que, como o Sísifo de Camus, aceitam a falta de sentido intrínseco da luta corporativa e continuam a empurrar a pedra com competência, regularidade e distância psíquica. A elite gerencial odeia essa conclusão porque ela destrói seu vocabulário inteiro. O homem absurdo, psicologicamente descolado e transacionalmente excelente, prospera na economia do burnout. A exigência empresarial de paixão já não cria vantagem competitiva. Ela corrói capital. Durante anos, paixão serviu como KPI principal de contratação. A teoria seduzia mentes simplórias com facilidade infantil. O empregado apaixonado pela missão trabalharia mais, por mais tempo e melhor. O sujeito emocionalmente investido seria mais produtivo, mais leal, mais resiliente, mais criativo. Toda a retórica do trabalho com propósito foi erguida sobre esse equívoco sentimental fantasiado de sofisticação moral. Os conjuntos de dados de 2025, vindos da Harvard Business Review e de estudos fisiológicos sobre engajamento, viraram a mesa. Surgiu a penalidade da paixão. A paixão de alta intensidade, sobretudo em sua forma obsessiva, produz dívida cognitiva. Quando a identidade do empregado se funde ao desempenho, cada contratempo adquire escala de colapso pessoal. O erro técnico se converte em ferida íntima. A crítica do chefe assume o peso de uma condenação ontológica. A meta perdida atravessa o sujeito como humilhação existencial. Em vez de executar, ele passa a administrar emoções. Em vez de trabalhar, ele se recompõe. O homem absurdo opera em outro registro. Talvez se possa chamar isso de paixão harmoniosa. A formulação mais honesta é outra. Distanciamento profissional. Ele enxerga o trabalho como trabalho, a tarefa como tarefa, a empresa como empresa. Protege a alma da liturgia corporativa. Esse distanciamento carrega a dignidade austera dos mecanismos de sobrevivência. Conserva recursos mentais para a execução, em vez de queimá-los no altar ridículo da identificação emocional. Os gráficos do relatório deixam isso didaticamente claro. O verdadeiro crente sobe rápido. Sua produção explode no começo, alimentada por paixão e ilusão de significado, e desaba por volta do quarto mês num evento clássico de crash. O homem absurdo mantém intensidade moderada e constante, sem acúmulo relevante de burnout. Em mercado volátil, consistência vale mais do que intensidade. O resto serve como homilia de RH para auditório sonolento. O custo global do desengajamento tampouco nasce da preguiça, como imaginam os moralistas da produtividade com sua habitual preguiça mental. Ele nasce do atrito entre expectativa e realidade. A corporação moderna promete impacto, pertencimento, transformação do mundo, legado, transcendência via crachá. Depois entrega planilhas, treinamentos obrigatórios de compliance, metas arbitrárias, reuniões inúteis, congelamento de orçamento e reestruturações periódicas. Quando a realidade cai sobre o palco, o verdadeiro crente sofre aquilo que o relatório chama de lesão moral. Sofre porque acreditou. O homem absurdo atravessa esse atrito com menos dano porque jamais ajoelhou diante da mentira institucional. Ele vê a pedra como pedra. Essa lucidez, no sentido camusiano do termo, funciona como blindagem. Dados da Gallup e da Deloitte mostram que 86% da Geração Z afirmam considerar propósito algo importante. A ironia aparece na prática. As maiores taxas de retenção pertencem justamente aos que conseguiram separar autoestima e cargo. A geração treinada para repetir a liturgia do propósito continua falando o idioma esperado. A ala que realmente sobrevive fez, em silêncio, a cirurgia decisiva entre valor pessoal e função corporativa. Os recortes regionais confirmam a tese. Ásia-Pacífico e América do Norte sangram mais valor do que as demais regiões. A correlação com culturas de trabalho altamente performáticas é direta demais para ser tratada como coincidência. A perda de US$ 1,9 trilhão na América do Norte funciona como imposto cobrado pela distância entre a retórica corporativa e a experiência real do empregado. A mentira institucional tem custo econômico. Quando o discurso vende significado e a rotina entrega submissão burocrática, o capital paga a diferença. A imprensa tratou o quiet quitting como sintoma de decadência da ética do trabalho. A reação era previsível. Boa parte da imprensa econômica atual opera como braço auxiliar da mistificação gerencial. As evidências apontam noutra direção. Em muitos casos, o quiet quitting expressa o triunfo do distanciamento psicológico. O trabalhador que age de acordo com o salário estabeleceu limites que tornam o labor sustentável. Ele retirou da firma o direito de confiscar sua vida interior. Rejeitou o modo heroico de operação que tantas empresas exigem sem remuneração correspondente. As avaliações de desempenho comparando empregados altamente engajados com empregados psicologicamente distanciados ao longo de doze meses produzem um resultado devastador para os sacerdotes da paixão. O herói, movido por alta intensidade emocional, performa melhor no primeiro trimestre. Brilha cedo. Impressiona gestor ansioso. Entrega espetáculo inicial. No terceiro trimestre, sua taxa de erro dispara sob o peso da fadiga cognitiva. O estóico, o homem absurdo, atinge picos menores e sustenta uma curva ascendente de qualidade e consistência. Em ambientes de alta complexidade, erro derivado de burnout se torna passivo operacional de primeira grandeza. Muita empresa ainda prefere a estética moral do entusiasmo aos resultados secos da regularidade. Camus escreveu que a própria luta rumo às alturas basta para preencher o coração do homem. A chave do trabalhador que prospera está nessa frase. Ele encontra satisfação no ofício, não na metafísica da corporação. Gosta de programar, vender, desenhar, escrever, negociar, resolver. Seu vínculo com o trabalho passa pela técnica. Ele dispensa a crença de que o software salvará a humanidade, de que a marca regenerará o tecido social ou de que a nova vertical estratégica mudará o destino da civilização. Sua dignidade nasce da prática, não da propaganda. Essa orientação centrada no ofício o protege das reviravoltas inevitáveis que devastam os verdadeiros crentes. Layoffs, pivôs estratégicos, mudanças de narrativa, fusões, rebranding, reorganizações, presidentes novos, slogans novos, powerpoints novos para esconder a mesma mediocridade de fundo. Tudo isso demoraliza quem investiu a identidade na missão anunciada. Quando a missão se move, o crente se sente traído. Seu sentimento faz sentido. Houve engano desde o início. O homem absurdo continua empurrando a pedra. Seu impulso não nasce de servilismo. Nasce de lucidez. Ele jamais confundiu coreografia institucional com verdade. Os dados de 2024 e 2025 sobre preferências da Geração Z e dos millennials mostram uma mudança decisiva. O eixo sai da missão e migra para a agência. A transformação parece pequena apenas para quem ainda pensa em vocabulário de RH. Na prática, ela anuncia a morte da proposta de valor ao empregado centrada em missão. O futuro pertence à proposta centrada em autonomia. As empresas vencedoras de 2026 serão aquelas que abandonarem a pregação sobre família e passarem a oferecer transações limpas com alta autonomia. Menos liturgia emocional. Mais liberdade operacional. Menos chantagem afetiva. Mais clareza contratual. Para interromper a sangria de US$ 8,9 trilhões, a liderança precisa abandonar a exigência de submissão emocional. A empresa precisa da habilidade do empregado. O coração dele pertence a outra jurisdição. Essa correção exige três mudanças claras. A primeira consiste em desestigmatizar o distanciamento. O funcionário que sai às 17h pode ser o adulto mais saudável da sala. O distanciamento psicológico aparece com frequência crescente como preditor de longevidade. A segunda consiste em contratar pelo amor ao ofício, jamais pela devoção à marca. O critério deveria recair sobre quem aprecia o processo de programar, escrever, vender, desenhar, resolver, construir. Quem ama a marca costuma evaporar quando a ação cai, quando o bônus mingua ou quando a narrativa corporativa muda. Quem ama o processo permanece porque sua relação com o trabalho independe da catequese publicitária do trimestre. A terceira consiste em adotar uma espécie de protocolo Sísifo. Os fluxos de trabalho precisam fornecer satisfação na tarefa imediata, em vitórias curtas, marcos claros, progresso tangível, em vez de depender de promessas majestosas de longo prazo que quase sempre servem para encobrir o vazio. Camus também escreveu que não há sol sem sombra e que conhecer a noite é essencial. É preciso imaginar Sísifo feliz. O mundo corporativo passou duas décadas tentando fabricar trabalhadores messiânicos, gente disposta a entregar talento, tempo, identidade e equilíbrio emocional em troca de um vocabulário inflado sobre propósito. Agora emerge uma figura muito mais sóbria, muito menos ornamental e infinitamente mais funcional. O empregado mais perigoso para uma organização é o que acredita fundo demais nos comunicados dela. Esse sujeito quebra ou se volta contra a firma quando a realidade rompe o cenário de papelão. O mais valioso enxerga o jogo inteiro e, ainda assim, o joga com precisão de mestre. O futuro do trabalho gira em torno de competência no emprego e sentido fora dele.

Português
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Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
@GTP_Podcast You know, bad things usually happens with people with good intentions, but unprepared for that, than something provoked by bad people
English
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Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
@al_gueri Se não seguir homens, mas Jesus, lembra-te que quando dois ou mais estiverem reunidos em seu nome, lá ele estará.
Português
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Aladia
Aladia@al_gueri·
@OCaramelo7 Estou decepcionada . Os grandes templos parecem atrair os nossos padres . Do Frei eu não esperava isso não . Desde qdo um templo é necessário para que a fé seja viva todos os dias? Já tô vendo a mira em espaços como a canção nova. A pobreza me atrai mais !
Português
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Caramelo रीट्वीट किया
Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
ZXX
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Caramelo
Caramelo@OCaramelo7·
Baita texto. Importantíssimo para se entender a revolução das IAs e seus agentes.
Cissa Bailey 🇺🇸🇧🇷@CissaBailey

Já tinha tempos que nao fazia uma aulinha, mas fui inspirada por um post do General Flynn, que disse esta semana que já estamos em uma 3a. Guerra mundial. E eu concordo com ele. E estou em ALERTA MÁXIMO. @RedeTrustv @nnunesjr @FelipePinhoBR Mas esta nao é uma guerra normal. É uma guerra de 5a. Geração. Entre suas caracterizas estao ser uma guerra global, com varios países envolvidos em quase todos os continentes, uma Guerra Irrestrita que possui componentes físicos, mentais, intelectuais e espirituais, uma guerra que tem efeitos sobre os principais requisitoshumanos: energia, alimentos, água. É uma guerra de longo prazo e será custosa. Mas o que me faz ter tanta certeza de que é uma guerra de 5a. Geração? O envolvimento profundo da Palantir. Quem me acompanha já leu diversos posts meus sobre a Palantir e sobre seu fundador, Peter Thiel, que é muito proximo ao Trump, seus filhos, seu genro, Jarred Kushner, e ao Elon Musk. Ele tem tido uma enorme influencia no governo Trump e suas empresas tem inúmeros contratos militares nao so com os EUA, mas com vários outros países. A Palantir desenvolveu maquinas de matar usando Inteligência Artificial (IA) que fazem o filme “O Exterminador do Futuro” parecer historia de criancinha. O Pentágono está usando a IA Maven da Palantir para gerenciar a "cadeia de eliminação" (kill chain) no Irã. O que isso significa? O seguinte: → Um sistema de IA analisa imagens de satélite, interceptações e dados de sensores. → Ele identifica alvos — militares, infraestrutura, lideranças. → Ele constrói um "quadro de alvos" — um mapa digital de tudo o que deve ser destruído. → Os comandantes olham para o quadro. A IA já selecionou os alvos. → Um humano "aprova". Mas a IA decidiu. Desde o inicio da guerra, o Projeto Maven identificou mais de 5.500 alvos no Irã. Antes, para um trabalho desses ser realizadora necessários 2.000 analistas de inteligência. Com o novo sistema de IA agora sao necessários apenas 20. A IA processa dados de seleção de alvos mais rapidamente do que qualquer equipe humana na história. Para voces terem noção do perigo, o Google ABANDONOU o projeto em 2018 devido a preocupações éticas. A Palantir e a Anthropic ocuparam o lugar deles com satisfação e sem a menor preocupação ética. Esta é a PRIMEIRA guerra na história da humanidade em que a inteligência artificial decide o que será bombardeado. Não aconselhando. DECIDINDO. O humano, no final do processo, serve apenas como um carimbador. A IA já fez os cálculos, selecionou as coordenadas, calculou o raio de explosão e estimou as baixas civis "aceitáveis". E isso é ASSUSTADOR! Em todas as guerras anteriores, humanos selecionavam os alvos. Humanos cometiam erros. Humanos hesitavam. A IA não hesita. A mídia está mostrando a você caças e explosões. Eles NÃO estão mostrando a você que um algoritmo do Vale do Silício está elaborando a lista de alvos a serem eliminados. Se essa IA funcionar no Irã, ela se tornará o modelo para TODAS as guerras futuras. Todo país. Todo conflito. Todo alvo selecionado por aprendizado de máquina, e não pelo julgamento humano. E INDEPENDENTE DE QUEM SEJA O PRESIDENTE. As decisões serão tomadas pelo Pentágono e por militares. E voces acham que isto será usado apenas em guerra? Lamento informar, mas já esta sendo utilizado por departamentos de policia dentro dos EUA. Eles já testaram o policiamento preditivo em Nova Orleans. Agora, ele é nacional, militarizado e turbinado. Fazem isto pois venderam a ideia de que a Skynet seria apenas para vigiar criminosos. Mas não! No momento em que a dissidência surge (protestos, postagens de "pensamento incorreto" ou simplesmente possuir os livros errados), essa besta volta-se para dentro. Seu rosto, sua localização, seu histórico de buscas, sua lista de amigos. Tudo alimentando um algoritmo que decide se você é um alvo que exige "ação". 1984 de George Orwell já está se tornando realidade. E não é à toa que os bilionários estão construindo bunkers em suas propriedades. Quem detém seus dados, detém sua vida.. Acabamos de cruzar uma linha que não pode ser descruzada. E ninguém sequer está falando sobre isso.

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Cissa Bailey 🇺🇸🇧🇷
Já tinha tempos que nao fazia uma aulinha, mas fui inspirada por um post do General Flynn, que disse esta semana que já estamos em uma 3a. Guerra mundial. E eu concordo com ele. E estou em ALERTA MÁXIMO. @RedeTrustv @nnunesjr @FelipePinhoBR Mas esta nao é uma guerra normal. É uma guerra de 5a. Geração. Entre suas caracterizas estao ser uma guerra global, com varios países envolvidos em quase todos os continentes, uma Guerra Irrestrita que possui componentes físicos, mentais, intelectuais e espirituais, uma guerra que tem efeitos sobre os principais requisitoshumanos: energia, alimentos, água. É uma guerra de longo prazo e será custosa. Mas o que me faz ter tanta certeza de que é uma guerra de 5a. Geração? O envolvimento profundo da Palantir. Quem me acompanha já leu diversos posts meus sobre a Palantir e sobre seu fundador, Peter Thiel, que é muito proximo ao Trump, seus filhos, seu genro, Jarred Kushner, e ao Elon Musk. Ele tem tido uma enorme influencia no governo Trump e suas empresas tem inúmeros contratos militares nao so com os EUA, mas com vários outros países. A Palantir desenvolveu maquinas de matar usando Inteligência Artificial (IA) que fazem o filme “O Exterminador do Futuro” parecer historia de criancinha. O Pentágono está usando a IA Maven da Palantir para gerenciar a "cadeia de eliminação" (kill chain) no Irã. O que isso significa? O seguinte: → Um sistema de IA analisa imagens de satélite, interceptações e dados de sensores. → Ele identifica alvos — militares, infraestrutura, lideranças. → Ele constrói um "quadro de alvos" — um mapa digital de tudo o que deve ser destruído. → Os comandantes olham para o quadro. A IA já selecionou os alvos. → Um humano "aprova". Mas a IA decidiu. Desde o inicio da guerra, o Projeto Maven identificou mais de 5.500 alvos no Irã. Antes, para um trabalho desses ser realizadora necessários 2.000 analistas de inteligência. Com o novo sistema de IA agora sao necessários apenas 20. A IA processa dados de seleção de alvos mais rapidamente do que qualquer equipe humana na história. Para voces terem noção do perigo, o Google ABANDONOU o projeto em 2018 devido a preocupações éticas. A Palantir e a Anthropic ocuparam o lugar deles com satisfação e sem a menor preocupação ética. Esta é a PRIMEIRA guerra na história da humanidade em que a inteligência artificial decide o que será bombardeado. Não aconselhando. DECIDINDO. O humano, no final do processo, serve apenas como um carimbador. A IA já fez os cálculos, selecionou as coordenadas, calculou o raio de explosão e estimou as baixas civis "aceitáveis". E isso é ASSUSTADOR! Em todas as guerras anteriores, humanos selecionavam os alvos. Humanos cometiam erros. Humanos hesitavam. A IA não hesita. A mídia está mostrando a você caças e explosões. Eles NÃO estão mostrando a você que um algoritmo do Vale do Silício está elaborando a lista de alvos a serem eliminados. Se essa IA funcionar no Irã, ela se tornará o modelo para TODAS as guerras futuras. Todo país. Todo conflito. Todo alvo selecionado por aprendizado de máquina, e não pelo julgamento humano. E INDEPENDENTE DE QUEM SEJA O PRESIDENTE. As decisões serão tomadas pelo Pentágono e por militares. E voces acham que isto será usado apenas em guerra? Lamento informar, mas já esta sendo utilizado por departamentos de policia dentro dos EUA. Eles já testaram o policiamento preditivo em Nova Orleans. Agora, ele é nacional, militarizado e turbinado. Fazem isto pois venderam a ideia de que a Skynet seria apenas para vigiar criminosos. Mas não! No momento em que a dissidência surge (protestos, postagens de "pensamento incorreto" ou simplesmente possuir os livros errados), essa besta volta-se para dentro. Seu rosto, sua localização, seu histórico de buscas, sua lista de amigos. Tudo alimentando um algoritmo que decide se você é um alvo que exige "ação". 1984 de George Orwell já está se tornando realidade. E não é à toa que os bilionários estão construindo bunkers em suas propriedades. Quem detém seus dados, detém sua vida.. Acabamos de cruzar uma linha que não pode ser descruzada. E ninguém sequer está falando sobre isso.
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Monika Wiesak
Monika Wiesak@MonikaWiesak·
A president who could admit to his mistakes and take responsibility for them, and who didn’t boast:
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Caramelo@OCaramelo7·
@LauraLoomer @GenFlynn You actually kind did it. Than, we have two options. If you didn't notice it, you are dumber than you look (and you look more dumber than my dog in my profile). Option 2: you are a sociopath. Choose wisely
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Laura Loomer
Laura Loomer@LauraLoomer·
It’s funny how many people in the Flynn Network are sending their lunatic followers after me for calling out General Flynn @GenFlynn for promoting Tucker Carlson’s interview with a CCP propagandist from China. I find it so weird how the Flynn network spends so much time fantasizing about General Flynn becoming President if President Trump is ever assassinated. They call this the “best scenario possible”. How bizarre. Something isn’t right. And it hasn’t been right for a while. People need to answer for their behavior. @IvanRaiklin you are a bad actor.
Ivan Raiklin@IvanRaiklin

Larry and Levin continuing to take Ls this week! 😂

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Caramelo@OCaramelo7·
Está tudo bem
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Caramelo@OCaramelo7·
Um dos colabs mais intensos já feitos nos últimos anos. Gaga não consegue disfarçar a admiração e carinho pelo ícone de seu amadurecimento musical. Sting, lenda, traz a experiência do timing, firmez. Fica admirado com o talento de Gaga. Aposto que também com o brilho nos olhos dela ao vê-lo.
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Alexandre Costa
Alexandre Costa@alecosta_on·
@R38TAO Já ganhou! A única saída pra esse cara é se tornar monge de clausura, de preferência bem longe da sua cidade, e dedicar o resto da vida ao silêncio monástico.
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