Adolfo Sachsida

10.3K posts

Adolfo Sachsida banner
Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida

@ASachsida

Ex-Ministro de Minas e Energia e Ex-Secretário de Política Econômica

Brasília, Brazil Katılım Nisan 2019
591 Takip Edilen289.2K Takipçiler
Marina
Marina@MarinaTanji·
@ASachsida Acima de tudo, a boa índole e o temor a Deus o diferenciam. 🤦🏻‍♀️
Português
1
0
1
75
Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
O que você vai ouvir — e o que não vai ouvir — sobre mim na imprensa Meus caros, Depois de dois meses vendo meu nome ser sistematicamente atacado e depreciado em artigos na imprensa, decidi escrever este texto. Ele é simples e direto: na primeira parte, listo o que a imprensa nunca dirá sobre mim; na segunda, aquilo que ela repete à exaustão. O que a imprensa não te dirá sobre mim: A imprensa não dirá que concluí meu doutorado aos 28 anos, nem que tenho formação tanto em Economia quanto em Direito. Não dirá que fui professor de economia nos Estados Unidos. Não dirá que construí uma carreira acadêmica sólida, com mais de 2 mil citações acadêmicas. Não dirá que sou autor de livros. Também não dirá que tenho trânsito em diversos setores da sociedade civil — especialmente entre aqueles que defendem princípios liberais na economia e valores judaico-cristãos no campo moral. Não dirá que sou respeitado no agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro. Não dirá que mesmo quem discorda de mim costuma reconhecer minha clareza, competência técnica, consistência e firmeza de posição. A imprensa não dirá que, como Secretário de Política Econômica, liderei importantes reformas microeconômicas no país. Não dirá que minha passagem foi amplamente reconhecida como exitosa por especialistas. Não dirá que, para muitos analistas, estive entre os melhores secretários de política econômica do Brasil. Também não dirá que, mesmo em uma passagem breve, fui considerado por diversos especialistas como um dos bons ministros de Minas e Energia que o país já teve. Em resumo: a imprensa não dirá que sou respeitado por aqueles que conhecem e acompanharam de perto o meu trabalho. O que a imprensa dirá sobre mim: Até 2018, eu era chamado de “ultraneoliberal” — seja lá o que isso signifique. Entre 2019 e 2021, virei “o Paulo Guedes do Paulo Guedes”. Em 2022, passei a ser “o mais bolsonarista dos ministros”. Hoje, os rótulos são outros: “radical”, “ultraconservador”, “político”, “quadro de segunda linha”. Curiosamente, muitos desses mesmos jornalistas, no contato direto, demonstram respeito pelo meu trabalho e pela minha capacidade técnica. Quem eu sou, de fato: Sou temente a Deus. Defendo valores conservadores. E, como Edmund Burke, acredito em mudanças responsáveis, graduais e ancoradas na realidade. Na economia, sigo a tradição liberal clássica de Adam Smith, para quem o caminho da prosperidade passa por fundamentos simples e sólidos: paz, impostos baixos e uma administração razoável da justiça. Acredito em responsabilidade fiscal, regras pró-mercado e um Estado limitado. E acredito, com igual convicção, que valores conservadores são essenciais para sustentar a coesão social e o livre-mercado. Se isso incomoda, que fique claro: ao contrário de alguns excelentes economistas liberais, eu sou um conservador. E digo isso com convicção. Sou contrário a rupturas abruptas. Rejeito a via revolucionária. Acredito que a prosperidade e a justiça vêm da combinação de boas políticas, mantidas ao longo do tempo, e da correção contínua de erros. Este texto é apenas um registro — um desabafo — de quem está cansado de ver sua trajetória ser distorcida por uma narrativa que ignora fatos e prefere rótulos.
Português
453
1.3K
5.5K
185K
claudio freire
claudio freire@Cfreire11·
@ASachsida Fica tranquilo Adolfo !! Você é enorme !! Tive o prazer de interagir com você no mercado financeiro e, sim, você é enorme !!! Não a toa, sempre em lugar de destaque do lado do bem !!!
Português
1
0
2
252
Patricia tank
Patricia tank@pttank20·
@ASachsida Vc é um homem cuja palavra coaduna com as atitudes. Ser assim e ser anti revolução, é sem conservador, dentre outras coisas. Siga, sua consciência é mais importante, pq no fim, sempre será entre vc e Deus. Te admiro muito!!
Português
1
0
1
130
Luciana Cristina🙏🇧🇷💚💛👊
@ASachsida Homens com valores e Fé como o senhor incomodam muito. Deus continue abençoando, protegendo e mostrando o caminho da honra, verdade e justiça! Saúde ! 🙏🏻
Luciana Cristina🙏🇧🇷💚💛👊 tweet media
Português
1
0
4
403
🌸Flor do campo
🌸Flor do campo@flordocampo1204·
@ASachsida Sempre ouvi falarem muitíssimo bem do @ASachsida Muito competente, inteligente, leal ao nosso Presidente! Agora, tendo todo esse currículo e ainda ser essa pessoa simples e humilde, ahh! Subiu no meu conceito! Parabéens!👏🏻👏🏻👏🏻⚘️🌿
Português
2
0
1
149
Angela landim🇧🇷
Angela landim🇧🇷@Angelalandim3·
@ASachsida Se a" imprença" está batendo assim , é sinal que o snr fez um excelente trabalho e é um excelente profissional,mais de 2000 citações é para poucos ,fique firme e Deus o abençoe
Português
1
0
3
83
Nat ✨
Nat ✨@nat_ac22·
@ASachsida Que lindo! Parabéns pelo seu currículo. Mas o que mais admiro é o seu caráter, sua cristandade e sua lealdade. É realmente lindo! E deve ter um coração mais lindo ainda! 😍 Obrigada por muito! 🙏🏾
Português
1
0
1
82
Savio Assuncao
Savio Assuncao@savio_df·
@ASachsida Siga em frente, professor. Sua trajetória será longa e prolífica. 🙏🏽
Português
1
0
1
95
Tony Volpon 🇧🇷 🇺🇸
@ASachsida Conheco @ASachsida a decadas. Prezo sua amizade e ele fez grande trabalho no governo, um dos seus melhores quadros. Quem fala ao contrário ou não entende nada de economia e policy ou é motivado por ideologia.
Português
7
1
53
3.6K
Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
@CarlosBolsonaro Fica com Deus meu amigo. E transmita nosso carinho e orações ao nosso presidente.🙏🇧🇷
Português
3
12
311
2.5K
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro@CarlosBolsonaro·
Confesso que, por algum motivo, hoje foi um dos dias mais difíceis ao visitar o Presidente Jair Bolsonaro. Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte “apagado” na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em silêncio, do lado de fora, tentando me recompor, antes de entrar novamente. Quando voltei, ele continuava da mesma forma. Me aproximei, fiz um carinho em sua cabeça, e ele sequer reagiu. Me explicaram que, por conta das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada. Ele usa, inclusive, uma pulseira com a indicação: “RISCO DE QUEDA”. Quando acordou, optei por não falar nada sobre o que está acontecendo aqui fora. Apenas comentei, de forma leve, sobre o novo visual do Augusto Nunes, fato o que arrancou dele um “espanto” ao despertar. Meu pai segue na unidade semi-intensiva, com a voz fraca, sonolento por conta dos medicamentos e reclamou de respiração debilitada, certamente devido a terceira pneumonia seguida após sua prisão ilegal. Presenciei a coleta de mais de cinco ampolas de sangue para exames. Fiz a minha parte, com humildade. Ele me disse que gostou da minha presença e que amanhã eu voltaria. Saio do hospital destruído, como sinceramente não esperava ficar. Mas seguimos. Amanhã é outro dia. Quinta-feira, 19 de março de 2026 Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro tweet media
Português
3.9K
6.4K
34.2K
1.1M
Helio Beltrão
Helio Beltrão@heliobeltrao·
Perfeito, @ASachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida

O que você vai ouvir — e o que não vai ouvir — sobre mim na imprensa Meus caros, Depois de dois meses vendo meu nome ser sistematicamente atacado e depreciado em artigos na imprensa, decidi escrever este texto. Ele é simples e direto: na primeira parte, listo o que a imprensa nunca dirá sobre mim; na segunda, aquilo que ela repete à exaustão. O que a imprensa não te dirá sobre mim: A imprensa não dirá que concluí meu doutorado aos 28 anos, nem que tenho formação tanto em Economia quanto em Direito. Não dirá que fui professor de economia nos Estados Unidos. Não dirá que construí uma carreira acadêmica sólida, com mais de 2 mil citações acadêmicas. Não dirá que sou autor de livros. Também não dirá que tenho trânsito em diversos setores da sociedade civil — especialmente entre aqueles que defendem princípios liberais na economia e valores judaico-cristãos no campo moral. Não dirá que sou respeitado no agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro. Não dirá que mesmo quem discorda de mim costuma reconhecer minha clareza, competência técnica, consistência e firmeza de posição. A imprensa não dirá que, como Secretário de Política Econômica, liderei importantes reformas microeconômicas no país. Não dirá que minha passagem foi amplamente reconhecida como exitosa por especialistas. Não dirá que, para muitos analistas, estive entre os melhores secretários de política econômica do Brasil. Também não dirá que, mesmo em uma passagem breve, fui considerado por diversos especialistas como um dos bons ministros de Minas e Energia que o país já teve. Em resumo: a imprensa não dirá que sou respeitado por aqueles que conhecem e acompanharam de perto o meu trabalho. O que a imprensa dirá sobre mim: Até 2018, eu era chamado de “ultraneoliberal” — seja lá o que isso signifique. Entre 2019 e 2021, virei “o Paulo Guedes do Paulo Guedes”. Em 2022, passei a ser “o mais bolsonarista dos ministros”. Hoje, os rótulos são outros: “radical”, “ultraconservador”, “político”, “quadro de segunda linha”. Curiosamente, muitos desses mesmos jornalistas, no contato direto, demonstram respeito pelo meu trabalho e pela minha capacidade técnica. Quem eu sou, de fato: Sou temente a Deus. Defendo valores conservadores. E, como Edmund Burke, acredito em mudanças responsáveis, graduais e ancoradas na realidade. Na economia, sigo a tradição liberal clássica de Adam Smith, para quem o caminho da prosperidade passa por fundamentos simples e sólidos: paz, impostos baixos e uma administração razoável da justiça. Acredito em responsabilidade fiscal, regras pró-mercado e um Estado limitado. E acredito, com igual convicção, que valores conservadores são essenciais para sustentar a coesão social e o livre-mercado. Se isso incomoda, que fique claro: ao contrário de alguns excelentes economistas liberais, eu sou um conservador. E digo isso com convicção. Sou contrário a rupturas abruptas. Rejeito a via revolucionária. Acredito que a prosperidade e a justiça vêm da combinação de boas políticas, mantidas ao longo do tempo, e da correção contínua de erros. Este texto é apenas um registro — um desabafo — de quem está cansado de ver sua trajetória ser distorcida por uma narrativa que ignora fatos e prefere rótulos.

Português
1
11
95
4.3K
Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino@Rconstantino·
👏👏👏👏👏👏👏
Adolfo Sachsida@ASachsida

O que você vai ouvir — e o que não vai ouvir — sobre mim na imprensa Meus caros, Depois de dois meses vendo meu nome ser sistematicamente atacado e depreciado em artigos na imprensa, decidi escrever este texto. Ele é simples e direto: na primeira parte, listo o que a imprensa nunca dirá sobre mim; na segunda, aquilo que ela repete à exaustão. O que a imprensa não te dirá sobre mim: A imprensa não dirá que concluí meu doutorado aos 28 anos, nem que tenho formação tanto em Economia quanto em Direito. Não dirá que fui professor de economia nos Estados Unidos. Não dirá que construí uma carreira acadêmica sólida, com mais de 2 mil citações acadêmicas. Não dirá que sou autor de livros. Também não dirá que tenho trânsito em diversos setores da sociedade civil — especialmente entre aqueles que defendem princípios liberais na economia e valores judaico-cristãos no campo moral. Não dirá que sou respeitado no agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro. Não dirá que mesmo quem discorda de mim costuma reconhecer minha clareza, competência técnica, consistência e firmeza de posição. A imprensa não dirá que, como Secretário de Política Econômica, liderei importantes reformas microeconômicas no país. Não dirá que minha passagem foi amplamente reconhecida como exitosa por especialistas. Não dirá que, para muitos analistas, estive entre os melhores secretários de política econômica do Brasil. Também não dirá que, mesmo em uma passagem breve, fui considerado por diversos especialistas como um dos bons ministros de Minas e Energia que o país já teve. Em resumo: a imprensa não dirá que sou respeitado por aqueles que conhecem e acompanharam de perto o meu trabalho. O que a imprensa dirá sobre mim: Até 2018, eu era chamado de “ultraneoliberal” — seja lá o que isso signifique. Entre 2019 e 2021, virei “o Paulo Guedes do Paulo Guedes”. Em 2022, passei a ser “o mais bolsonarista dos ministros”. Hoje, os rótulos são outros: “radical”, “ultraconservador”, “político”, “quadro de segunda linha”. Curiosamente, muitos desses mesmos jornalistas, no contato direto, demonstram respeito pelo meu trabalho e pela minha capacidade técnica. Quem eu sou, de fato: Sou temente a Deus. Defendo valores conservadores. E, como Edmund Burke, acredito em mudanças responsáveis, graduais e ancoradas na realidade. Na economia, sigo a tradição liberal clássica de Adam Smith, para quem o caminho da prosperidade passa por fundamentos simples e sólidos: paz, impostos baixos e uma administração razoável da justiça. Acredito em responsabilidade fiscal, regras pró-mercado e um Estado limitado. E acredito, com igual convicção, que valores conservadores são essenciais para sustentar a coesão social e o livre-mercado. Se isso incomoda, que fique claro: ao contrário de alguns excelentes economistas liberais, eu sou um conservador. E digo isso com convicção. Sou contrário a rupturas abruptas. Rejeito a via revolucionária. Acredito que a prosperidade e a justiça vêm da combinação de boas políticas, mantidas ao longo do tempo, e da correção contínua de erros. Este texto é apenas um registro — um desabafo — de quem está cansado de ver sua trajetória ser distorcida por uma narrativa que ignora fatos e prefere rótulos.

ART
4
26
412
24.6K
Romeu Zema
Romeu Zema@RomeuZema·
No dia 21, o ex-pres. Bolsonaro faz 71 anos. Após vê-lo na UTI em estado grave, faço uma reflexão: se fosse meu pai ou meu avô, eu desejaria que estivesse em casa se recuperando. Mandá-lo para a cadeia agora não seria um excesso perigoso? Menos revanche e mais humanidade.
Português
817
791
7.6K
71.8K
Isaque 🇻🇦
Isaque 🇻🇦@assiscthlc·
Hoje é dia de São José! São José, Rogai por nós! 💚
Português
12
378
2.9K
26.2K
Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
Aprenda, em apenas 3 minutos, a diferença entre a política econômica pró-mercado de Bolsonaro e a política intervencionista de Lula — especialmente no que mais pesa no seu bolso: o preço dos combustíveis.
Português
102
1.7K
4.5K
25.9K
Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
Choque de combustíveis: Bolsonaro x Lula Por trás da alta dos combustíveis, há sempre mais do que um número na bomba. Há escolhas de política econômica — e elas fazem toda a diferença. A comparação entre as respostas adotadas por Jair Bolsonaro em 2022 e por Luiz Inácio Lula da Silva diante de choques recentes no preço do petróleo ilustra, de forma clara, dois modelos distintos de atuação do Estado. Em 2022, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o barril de petróleo ultrapassou os US$ 130. Foi um choque externo severo, que pressionou preços no mundo inteiro. A reação de diversos países, especialmente na Europa, seguiu uma linha intervencionista: aumento de tributos, restrições de mercado e tentativas de controle de preços. O Brasil, à época, optou por um caminho diferente. A resposta do governo Bolsonaro foi baseada em medidas estruturais e pró-mercado. Os tributos federais sobre combustíveis foram zerados, foi feita uma mudança na cobrança do ICMS para um modelo monofásico — evitando o efeito cascata — e a classificação de combustíveis e energia como bens essenciais, limitando a tributação estadual. Ao mesmo tempo, buscou-se ampliar a concorrência, inclusive com a permissão para importação de diesel de diferentes origens, além de aumentar a transparência na formação de preços. Os resultados foram expressivos. O país registrou queda consecutiva nos preços dos combustíveis por várias semanas e, de forma inédita, três meses seguidos de deflação em 2022. A inflação brasileira chegou a ficar abaixo da observada nos Estados Unidos — um feito inédito em nossa história recente. Mais importante: essas medidas tinham caráter estrutural, com impacto duradouro sobre o funcionamento do mercado. Avançando no tempo, o cenário internacional continua desafiador. Novas tensões geopolíticas voltaram a pressionar o preço do petróleo, ainda que em patamar inferior ao de 2022. Diante disso, a resposta do atual governo revela uma abordagem distinta. O governo Lula acertou ao copiar Bolsonaro e zerar tributos federais sobre combustíveis. No entanto, divergiu no restante da estratégia. Optou por elevar impostos sobre exportações de petróleo, criar mecanismos de intervenção no mercado e sinalizar punições para agentes econômicos em casos de supostos “preços abusivos”. Trata-se de uma abordagem mais voltada ao controle do mercado do que à sua abertura. Essa diferença não é apenas técnica; é conceitual. De um lado, Bolsonaro adotou uma política que buscava reduzir distorções, aumentar a concorrência e permitir que preços reflitam as condições de mercado com menor carga tributária. De outro lado, Lula adotou uma estratégia que combina desonerações pontuais com aumento de impostos em outras frentes, além de maior intervenção estatal na formação de preços. Há também uma distinção importante quanto ao horizonte das medidas. As ações adotadas em 2022 tinham caráter permanente, alterando a estrutura do mercado de combustíveis no Brasil. Já as medidas atuais tendem a ser transitórias, muitas vezes orientadas por pressões conjunturais, com efeitos limitados no longo prazo. Parte do debate público tem tentado equiparar as duas abordagens, sugerindo que ambos os governos reagiram de forma semelhante. Essa leitura, no entanto, ignora o conjunto das políticas adotadas. Não se trata apenas de uma medida isolada, mas da coerência e direção da estratégia econômica como um todo. Políticas intervencionistas frequentemente produzem efeitos colaterais relevantes: aumento do custo fiscal, insegurança jurídica e redução de investimentos. Ao tentar controlar preços por meio de instrumentos administrativos, corre-se o risco de atacar sintomas, não as causas do problema. Já políticas pró-mercado, quando bem desenhadas, tendem a atuar sobre os fundamentos e seus efeitos benéficos se perpetuam no tempo. O debate sobre combustíveis, portanto, vai muito além do preço final ao consumidor. Ele reflete escolhas mais amplas sobre o papel do Estado na economia. Em momentos de crise, essas escolhas ficam ainda mais evidentes — e seus resultados, mais visíveis.
Português
17
309
940
7.1K