Adolfo Sachsida
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Adolfo Sachsida
@ASachsida
Ex-Ministro de Minas e Energia e Ex-Secretário de Política Econômica















O que você vai ouvir — e o que não vai ouvir — sobre mim na imprensa Meus caros, Depois de dois meses vendo meu nome ser sistematicamente atacado e depreciado em artigos na imprensa, decidi escrever este texto. Ele é simples e direto: na primeira parte, listo o que a imprensa nunca dirá sobre mim; na segunda, aquilo que ela repete à exaustão. O que a imprensa não te dirá sobre mim: A imprensa não dirá que concluí meu doutorado aos 28 anos, nem que tenho formação tanto em Economia quanto em Direito. Não dirá que fui professor de economia nos Estados Unidos. Não dirá que construí uma carreira acadêmica sólida, com mais de 2 mil citações acadêmicas. Não dirá que sou autor de livros. Também não dirá que tenho trânsito em diversos setores da sociedade civil — especialmente entre aqueles que defendem princípios liberais na economia e valores judaico-cristãos no campo moral. Não dirá que sou respeitado no agronegócio, no setor produtivo e no sistema financeiro. Não dirá que mesmo quem discorda de mim costuma reconhecer minha clareza, competência técnica, consistência e firmeza de posição. A imprensa não dirá que, como Secretário de Política Econômica, liderei importantes reformas microeconômicas no país. Não dirá que minha passagem foi amplamente reconhecida como exitosa por especialistas. Não dirá que, para muitos analistas, estive entre os melhores secretários de política econômica do Brasil. Também não dirá que, mesmo em uma passagem breve, fui considerado por diversos especialistas como um dos bons ministros de Minas e Energia que o país já teve. Em resumo: a imprensa não dirá que sou respeitado por aqueles que conhecem e acompanharam de perto o meu trabalho. O que a imprensa dirá sobre mim: Até 2018, eu era chamado de “ultraneoliberal” — seja lá o que isso signifique. Entre 2019 e 2021, virei “o Paulo Guedes do Paulo Guedes”. Em 2022, passei a ser “o mais bolsonarista dos ministros”. Hoje, os rótulos são outros: “radical”, “ultraconservador”, “político”, “quadro de segunda linha”. Curiosamente, muitos desses mesmos jornalistas, no contato direto, demonstram respeito pelo meu trabalho e pela minha capacidade técnica. Quem eu sou, de fato: Sou temente a Deus. Defendo valores conservadores. E, como Edmund Burke, acredito em mudanças responsáveis, graduais e ancoradas na realidade. Na economia, sigo a tradição liberal clássica de Adam Smith, para quem o caminho da prosperidade passa por fundamentos simples e sólidos: paz, impostos baixos e uma administração razoável da justiça. Acredito em responsabilidade fiscal, regras pró-mercado e um Estado limitado. E acredito, com igual convicção, que valores conservadores são essenciais para sustentar a coesão social e o livre-mercado. Se isso incomoda, que fique claro: ao contrário de alguns excelentes economistas liberais, eu sou um conservador. E digo isso com convicção. Sou contrário a rupturas abruptas. Rejeito a via revolucionária. Acredito que a prosperidade e a justiça vêm da combinação de boas políticas, mantidas ao longo do tempo, e da correção contínua de erros. Este texto é apenas um registro — um desabafo — de quem está cansado de ver sua trajetória ser distorcida por uma narrativa que ignora fatos e prefere rótulos.














