Adolfo Sachsida

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Adolfo Sachsida

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@ASachsida

Ex-Ministro de Minas e Energia e Ex-Secretário de Política Econômica

Brasília, Brazil Katılım Nisan 2019
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Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
Somente em junho, a Dívida Pública Federal cresceu R$ 235,7 bilhões. São quase R$ 8 bilhões por dia — ou, em apenas um mês, o equivalente a cerca de 85% de todo o investimento federal previsto para o ano inteiro, incluindo as estatais. Mas fiquem tranquilos: os suspeitos de sempre garantem que um eventual Lula 4 será marcado pela “responsabilidade fiscal”. Lula 4 é desastre anunciado. Só acredita nessa conversa fiada quem quer — ou quem lucra com ela.
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Catholic Quotes@CatholicQuote12·
Jesus,I trust in you!
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Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
A virtude, ao que parece, rende mais que a Selic (e sem come-cotas) Há um velho ditado, de Upton Sinclair, segundo o qual é difícil convencer um homem de algo quando seu salário depende de não entender aquilo. Pois bem: no Brasil de hoje basta trocar "salário" por "patrimônio financeiro" e a frase vira a mais precisa análise de conjuntura já escrita — e de graça, ainda por cima. Para quem sonha com um IPCA + 10% ao ano, e já acumulou patrimônio suficiente para viver tranquilamente de renda, existe uma escolha perfeitamente racional para realizar esse sonho: votar em Lula. Não é ideologia, é aritmética — e aritmética, ao contrário de convicção política, não muda de humor conforme o vinho da noite. Assim como o pobre sonha com a casa própria, o rico sonha em se aposentar da incômoda obrigação de acordar cedo. Essa é, talvez, a explicação mais simples para o entusiasmo de tantos influenciadores, artistas, banqueiros e economistas de grife com o atual governo — e, como costuma acontecer com as explicações simples, é também a mais incômoda de se pronunciar em voz alta num jantar em Higienópolis. É bem mais elegante falar em "compromisso social", "defesa da democracia e da soberania" ou "combate à desigualdade" do que admitir, singelamente, que juros altos são uma bênção disfarçada para quem vive de títulos públicos. O extrato bancário, esse contador implacável que não lê coluna de jornal nem frequenta mesa-redonda, registra tudo com brutal honestidade: rendimento financeiro. E rendimento financeiro não tem consciência de classe — só tem taxa. O perigo, dizem eles, é claro e iminente: Flávio, Caiado, Zema, ou qualquer outro candidato de direita, vencer a eleição. Nesse caso catastrófico os juros poderiam cair, o crédito poderia baratear, as empresas voltariam a investir, e o Brasil — Deus nos acuda — voltaria a crescer. Chegaríamos, então, ao verdadeiro pesadelo: uma geração inteira de gente talentosa correndo o risco de ter que trabalhar de novo. Imagine o horror. Anos de treino dedicado para dominar a arte de acordar ao meio-dia, redigir três parágrafos indignados antes do almoço e recolher-se à tarde para descansar do esforço — tudo isso ameaçado por um país que cresce. É pedir demais a qualquer alma razoável que abra mão de rotina tão penosamente conquistada: defender os pobres pela internet de manhã, e descansar da luta caminhando por Paris à noite, com escala obrigatória — é claro — num bom restaurante regado a vinho sabor IPCA + 10%. Não estou dizendo que todo apoio ao governo nasce do extrato bancário. Isso seria simplismo, e o simplismo é uma tentação à qual todos devemos resistir com o mesmo vigor com que resistimos a uma segunda opinião. Mas seria também uma ingenuidade digna de aplausos fingir que incentivos não importam, que ninguém jamais confundiu interesse com princípio, e que a régua moral do país nunca se dobra na direção exata de onde sopra o vento do rendimento. Há, é verdade, um jeito simples de testar a teoria: pergunte a qualquer entusiasta do "compromisso social", da "democracia" ou da "soberania" se ele trocaria, hoje mesmo, seus títulos pós-fixados por uma economia que cresce, com juros baixos e inflação sob controle — o tipo de cenário sem o qual nenhum programa social produz prosperidade duradoura. A resposta virá carregada de "sins" e "masesporéns", seguida de um silêncio constrangedor, do tipo que só o extrato bancário sabe preencher. E suspeito que, na cabine de votação, sozinhos com Deus e sua consciência, muitos deles fecharão os olhos, taparão o nariz, guardarão o espelho na gaveta e dirão a si mesmos: "faço pela soberania". No fim das contas, a lição talvez seja esta: no Brasil, até a virtude tem preço — e, pelo visto, rende mais que a Selic. Este texto não pretende, é claro, afirmar que todo rico que apoia Lula o faz para viver de renda às custas do Tesouro — seria uma generalização injusta. Alguns apoiam por uma espécie de pedágio que os fracos pagam para entrar no clube do beautiful people. Outros têm a convicção genuína de que, quanto pior para o país, melhor para eles. E há ainda os que realmente acreditam que Lula, tal como o Papai Noel, é a solução para o Natal. Os demais que consultem o extrato — de preferência sem óculos de grau, para que o compromisso social continue parecendo maior do que o CDI.
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SF
SF@blococripto·
@ASachsida Excelente reflexão, faço um aparte apenas na parte do teste da teoria. O cenário proposto de juros baixos e inflação controlada é o sonho de quem comprou pós-fixados longos querendo ganhar $ na marcação a mercado.
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Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
É uma crueldade sem tamanho com o pobre rico aposentado. Depois de uma vida inteira trabalhando, ele finalmente encontra um investimento que paga IPCA + 10% ao ano. Agora imagine o sofrimento de ter que torcer para que o país continue desarrumado só para preservar a própria renda. Assista ao vídeo e descubra por que tantos ricos fazem o “L”. A resposta pode estar menos na política e mais na matemática.
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Sandra
Sandra@CassandraSertf·
@ASachsida Professor, você está sendo irônico né?
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Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
Há pessoas de uma maldade incorrigível. Se uma bela jovem de 24 anos se apaixona perdidamente por um distinto cavalheiro de 82, logo aparecem os cínicos insinuando que ela está interessada apenas na herança. Parece que, para certas almas desconfiadas, o amor tornou-se uma hipótese menos provável do que um inventário. O mesmo preconceito persegue alguns milionários brasileiros que vivem de investimentos no Tesouro Direto. Basta declararem voto em Lula para surgirem espíritos maliciosos insinuando que o motivo seria apenas a perspectiva de rendimentos mais elevados. Que injustiça. Por que insistir em explicações materiais quando existe uma explicação muito mais nobre? Vamos acreditar no amor. Afinal, o amor move montanhas… e, em alguns casos extraordinários, parece mover também os rendimentos dos títulos do Tesouro.
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M. Arcangeli
M. Arcangeli@Mich_Arcangeli·
@ASachsida 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 Pensei que era o Guido Shaffer 😅
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Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida@ASachsida·
Minha interpretação da história de São Guido. A mim ajudou muito, espero que te ajude também. E, lembre-se sempre: na vontade do Pai reside uma grande paz (Santa Bakhita)
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Douglas Domiciano
Douglas Domiciano@PintorOpressor·
@ASachsida Eu estarei muito satisfeito e em paz com a vitória de Flávio Bolsonaro e vc com nosso posto ipiranga!
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