Andrews Meira

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@AndrewsMeira

Advogado - Mestre em Direito Tributário @SejaIDP | Dir. Público @pucminas | MBA em Economia @FGV | Dir. Trib. @mackenzie1870 | Graduação Direito @fmuoficial

Guarulhos e São Paulo, Brasil. Katılım Ekim 2018
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Andrews Meira
Andrews Meira@AndrewsMeira·
@camaradamachado O fim da 6x1 equivale a um cessar-fogo. Não resolve a guerra, mas ajuda a conter a carnificina…
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Raphael Machado
Raphael Machado@camaradamachado·
"Fim da escala 6x1" não é uma "pauta da classe trabalhadora", é uma pauta de distração, costurada por ONGs, associações e think-tanks europeus, cujo objetivo é ir preparando o terreno para a substituição da classe trabalhadora por IAs e máquinas e sua transformação numa massa amorfa de consumidores beneficiários de assistencialismo. Quando a escala 6x1 acabar os trabalhadores beneficiados vão, simplesmente, usar o tempo livre para pegar bicos e trabalhos intermitentes, e a suposta finalidade oficial - que seria permitir o descanso do trabalhador - simplesmente não vai acontecer. A pauta da classe trabalhadora é organizar a classe trabalhadora para pressionar por valorização do salário, bem como pressionar o Estado por políticas de pleno emprego, as quais facilitariam a luta de classe e permitiriam aos trabalhadores impor suas condições aos patrões. Mas a realidade é que essas pautas econômicas contemporâneas passam muito longe da lógica clássica da luta de classe, e se diluem em políticas de benefícios sociais para o precariado que, enquanto classe, está destinado a ser transformado em "peso morto".
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Murilo R.F
Murilo R.F@savonarola1492·
Eu tenho dó desse pessoal com uma visão economicista e neoliberal da realidade. Estudei a Escola Austríaca de Economia por mais de vinte anos da minha vida e ainda fiz doutorado em Economia "neoclássica". É uma visão de mundo completamente instrumentalizada por banqueiros, desde o libertarismo mais tolo até as sínteses tecnocráticas "neoclássicas." Não é que tudo que esteja ali deva ou possa ser jogado fora; mas a totalidade é uma falsidade completa desmentida pelo mais breve estudo da história.
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Reginaldo Nasser
Reginaldo Nasser@regnasser·
Manuel Bonfim escreveu um clássico que se chama "América Latina: Os males de origem" em que denuncia as marcas coloniais do parasitismo. Poderíamos dizer algo semelhante sobre os "males da origem" na Questão Palestina. No dia 15 de maio de 1947, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu o Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina (UNSCOP),que foi formado por Estados tidos como "neutros", deixando de fora as grandes potências, com o objetivo de manter a aparência de imparcialidade. As lideranças árabes boicotaram as atividades do comitê, alegando que a ONU não tinha autoridade para determinar o futuro de um território onde a população árabe era majoritária. a maioria de seus membros propôs a divisão da Palestina em 2 Estados, um judeu e um árabe, com Jerusalém sob controle internacional; uma minoria defendeu a formação de um Estado federal binacional. Nascia assim um novo tipo de colonialismo sob as vestes de uma organização internacional, ao abrigo do direito internacional, e que continua até hoje sob o patrocínio das potências ocidentais.
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Fred Oliveira
Fred Oliveira@NosTotum·
A idéia de mestiçagem, elogiada em variadas nuances,de Freyre e Darcy Ribeiro a Gruzinski, têm sido depreciada no Brasil pelo identitarismo racialista made in USA, que tenta instaurar aqui um binarismo conflituoso que nos afasta de nós e do que temos de mais autêntico: a mistura!
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Leandroᶜʳᶠ
Leandroᶜʳᶠ@crfleandropires·
Nunca pergunte a um homem o seu salário, a uma mulher o seu peso e a Fátima Bernardes o que aconteceu no ônibus da seleção na comemoração do penta em 2002
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História No Paint
História No Paint@HistoriaNoPaint·
oscar wilde já dizia “a inglaterra só produz três coisas boas: chá, uísque e meus livros, mas acontece que o chá é chinês, o uísque é escocês e eu sou irlandês. então, a inglaterra pegou as únicas coisas boas que tem de outros países”
Hot girl named STAR!⭐️@Starlithottie

I find it funny how tea is associated with Britain and yet Britain doesn’t have a single tea plant AND Switzerland is associated with chocolate but doesn’t even have a single cacao tree.

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O Cafezinho 🇧🇷
O Cafezinho 🇧🇷@ocafezinho·
🇻🇳O documento mais subversivo da história política americana não é a Declaração de Independência. É a carta de Hồ Chí Minh a Truman. Porque ela leva a Declaração ao pé da letra. Ela diz: vocês disseram essas coisas. Verdades autoevidentes. Direitos inalienáveis. O consentimento dos governados. O direito de um povo determinar seu futuro político. Nós somos um povo. Estamos determinando nosso futuro. Estamos pedindo que vocês apliquem seus próprios princípios declarados à nossa situação. A carta é uma armadilha construída inteiramente a partir da retórica americana. E Truman não pôde respondê-la. Porque respondê-la honestamente seria admitir que os princípios nunca foram universais. Que “todos os homens” sempre significou algo mais estreito do que dizia. Que a liberdade que eles exportavam era um produto, não um princípio, e, como todos os produtos, vinha com termos de serviço que os materiais de marketing não mencionavam. A carta ainda está nos Arquivos Nacionais. Ainda sem resposta. Ainda o raio-X mais claro possível do abismo entre a ideia americana e a realidade americana. Hồ Chí Minh entendia os Estados Unidos melhor do que os Estados Unidos entendiam a si mesmos. Ele sempre entendeu. Por @nxt888
O Cafezinho 🇧🇷 tweet media
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Bacurau é aqui!
Bacurau é aqui!@BacurauA·
“Cem anos de solidão” é a obra mais extraordinária já escrita. As melhores definições para a humanidade estão lá. Uma delas: o mundo e a vida giram de forma alucinante, sempre voltando teimosamente pro mesmo lugar. Quando as asas cansam, restam as raízes. Tudo que precisamos e queremos estava na aldeia. A vida é magicamente redundante. Puro suco de América Latina. Pena que a gente só “descobre” as lições de “Cem anos de solidão” depois dos 50-60 anos.
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𝑁 𝑂 𝑀 𝑂 𝑆
𝑁 𝑂 𝑀 𝑂 𝑆@Logospolitico·
La interpretación liberal (Hayek): el fascismo y el nacional socialismo derivan del socialismo. Planificación central vs individuo. La interpretación marxista-leninista: el fascismo es la última fase de la reacción del capital financiero contra la clase obrera. LA INTERPRETACIÓN DEFINITIVA SPENGLER/SCHMITT/ HEIDEGGER Spengler: El liberalismo abre el camino del jacobinismo y el bolchevismo. Schmitt: Las filosofías de la Historia de Occidente y Oriente están comunicadas de forma invisible y peligrosa en su ideal de un mundo tecnificado Heidegger: el nacional socialismo y el bolchevismo son gigantescas formas de consumación de la modernidad. Un mundo moderno que fue acondicionado por Inglaterra.
𝑁 𝑂 𝑀 𝑂 𝑆 tweet media𝑁 𝑂 𝑀 𝑂 𝑆 tweet media𝑁 𝑂 𝑀 𝑂 𝑆 tweet media
Elon Musk@elonmusk

Hitler was a socialist, therefore all socialists are Hitler

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Andrews Meira
Andrews Meira@AndrewsMeira·
@DonVelascoV pelo menos era um presidente que sabia ler e escrever, disso temos certeza rsrsrs
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Carlos Velasco
Carlos Velasco@DonVelascoV·
Há livros que, sem ler, já sei que são uma bela merda, mas ainda assim os quero ler. Lembrei-me desta obra-prima do ex-presidente José Sarney. O título é fantástico. Perfeito para uma banda brega. De resto, mal sabia, nos dias de Sarney, que o que viria depois era muito pior... Delenda est Bruxelae!
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films7
films7@films7·
George STEINER : "Dostoïevski, en somme, pour simplifier, dit au monde entier : 'Si vous voulez le royaume de la justice sur terre, le royaume de la raison, vous aboutissez par la ruine, par l'inhumain, par le monde concentrationnaire', qu'il a prévu dans Les Possédés et dans Les Frères Karamazov. Et Tolstoï dit : 'Non, c'est ici qu'il faut bâtir le royaume de l'homme et de Dieu, et si vous vous esquivez en pensant au ciel, au transcendant, alors vous aboutirez par l'injustice.' Et les deux solutions sont antagonistes et très ennemies, elles ne s'admettent pas également toutes deux. Et je crois, d'instinct, de raison, de sensibilité, nous choisissons."
films7@films7

Tolstoï ou Dostoïevski - George Steiner youtube.com/watch?v=zBB2bW… Georges BORTOLI : "George Steiner, vous écrivez, dans votre livre, et c'est même la phrase choc qui apparaît sur la bande du livre, vous écrivez : 'Demandez à un homme s'il préfère Tolstoï ou Dostoïevski, vous connaîtrez le secret de son cœur.' Pourquoi faire de Tolstoï et de Dostoïevski ces cas limites, en quelque sorte, ces cas-tests ?" George STEINER : "Il est des œuvres d'art qui nous forcent, en quelque sorte, à choisir, parce qu'elles vous prennent à la gorge pour ainsi dire, et elles disent : 'Voilà une vision du monde, de Dieu, de votre rôle dans le monde, choisissez entre nous. Nous avons des visions opposées, antagonistes.' Et pour moi ce sont là les deux géants du roman, qui est après tout la forme contemporaine par excellence, la forme qui a succédé au poème épique, au drame tragique. Nous sommes dans le siècle, si vous voulez, ou dans le second siècle du roman, et ce sont les deux grands maîtres de cette forme. Et quoique nous puissions les apprécier tous deux, je crois que chaque homme, en soi, choisit l'un plutôt que l'autre." Georges BORTOLI : "C'est-à-dire, disons, peut-être pour simplifier les choses, le rationalisme, et puis d'autre part l'irrationnel ?" George STEINER : "Dostoïevski, en somme, pour simplifier, dit au monde entier : 'Si vous voulez le royaume de la justice sur terre, le royaume de la raison, vous aboutissez par la ruine, par l'inhumain, par le monde concentrationnaire', qu'il a prévu dans Les Possédés et dans Les Frères Karamazov. Et Tolstoï dit : 'Non, c'est ici qu'il faut bâtir le royaume de l'homme et de Dieu, et si vous vous esquivez en pensant au ciel, au transcendant, alors vous aboutirez par l'injustice.' Et les deux solutions sont antagonistes et très ennemies, elles ne s'admettent pas également toutes deux. Et je crois, d'instinct, de raison, de sensibilité, nous choisissons." Georges BORTOLI : "Pourquoi, plus précisément, avoir choisi deux Russes ?" George STEINER : "Parce que je crois que dans le roman, ce sont les géants, les géants qui définissent les limites mêmes de cette forme. Il y a eu trois très grands moments dans notre littérature : le moment grec, les tragiques grecs; le moment shakespearien; et puis le moment russe. Des moments d'ailleurs très brefs, curieusement brefs, n'est-ce pas. Entre les débuts de Gogol et la fin de Tolstoï, 60 ans, 60 années fulgurantes, avec des chefs-d'œuvre presque tous les ans, comme sous Shakespeare, et 10 ou 12 très grands contemporains. Ce sont, ces moments, des moments de crise, d'habitude, d'approche de révolution ou de chute de civilisation, où la littérature semble porter cette charge d'angoisse, de révolution. Les grandes questions que la philosophie pose d'une façon abstraite, elles vivent dans le mode littéraire. Et Tolstoï et Dostoïevski ont montré que le roman peut tenir tête à Sophocle, à Eschyle, à Shakespeare." Georges BORTOLI : "Oui, mais tout de même, nous avons tendance à croire que le roman, le grand roman, est né et a vécu, aussi, ailleurs qu'en Russie, en France par exemple." George STEINER : "Le roman français a pris la décision d'être entièrement un grand roman séculier. C'est-à-dire que lorsque Balzac crée son monde génial, c'est le monde de la bourgeoisie, du paysan, c'est ce monde sans Dieu. Il effleure le problème de Dieu, mais dans de très mauvais livres, dans Séraphîta, dans le Christ en Flandre. Chez Proust, il y a le refus, un refus de génie, si vous voulez, mais d'ouvrir les portes vers le ciel ou l'enfer. Imaginez Mitia Karamazov en chaussettes avec Dieu au plafond, hurlant avec son âme, ça ne va pas dans Proust. Ni les chaussettes sales, car il y a dans Proust de la saleté, mais jamais du mauvais goût, ni Dieu. Et pour simplifier naïvement, les chaussettes sales et la présence de Dieu vont ensemble. Elles vont ensemble dans Shakespeare, elles vont ensemble dans les grands poèmes épiques, et aussi dans le roman russe. Il est remarquable que le roman français ait produit Madame Bovary, Tolstoï répond par Anna Karénine. Le roman français produit Le Rouge et le Noir ou La Chartreuse de Parme, avec leur politique et leur Napoléon, Tolstoï répond par Guerre et Paix, et Dostoïevski par Les Possédés." Georges BORTOLI : "Et qu'est-ce que vous pensez du roman français actuel ?" George STEINER : "Eh bien, il est presque l'aboutissement de ce triomphe du style, de l'autonomie de la cadence et du langage sur le contenu humain. Je vois bientôt que le roman français va nous présenter des œuvres où des chats et des chaises et des tables vont parler entre elles. Et puis le dernier grand roman français gongoriste de cette vague du nouveau roman, ce sera un roman à feuilles blanches. Ça doit venir, ça a débuté par Mallarmé, qui est le maître du roman français actuel, et à la fin ce sera un silence, le silence peut-être très beau, silence, si vous voulez, sur beau papier." Georges BORTOLI : "C'est le point de vue d'un Américain que vous nous donnez là, que vous êtes américain." George STEINER : "Oui, mais point de vue, j'espère, d'un Américain éduqué en France, qui doit à la France ce qu'il a lui-même de culture littéraire. Non, j'espère, point de vue d'un homme qui lit et qui croit qu'il y a une espèce de très haute frivolité, très belle, formellement très intéressante, mais frivolité inhumaine, à vider le roman de la voix humaine, de la présence du corps humain, qui après tout sont la base du langage. Nous ne sommes pas en train de faire de la musique, nous ne sommes pas en train de faire du Paul Klee, de l'art abstrait, nous travaillons avec les mots, et les mots existent dans la voix humaine. Et c'est ce que Tolstoï et Dostoïevski n'oublient jamais, même quand ils prennent le risque du mauvais goût, des longueurs, du ridicule, du grotesque. Mais ils prennent ces grands risques, et c'est ce qui manque dans ces petits livres minces et parfaits qu'on nous offre maintenant. Car après tout, entre un livre très gros et un livre mince, la différence est presque d'ordre métaphysique, non seulement technique. Le livre très mince, c'est toujours La Princesse de Clèves. Ça se refuse à la vie, avec intelligence, art, tout ce que vous voulez, mais il y a là un certain refus, parce que la vie n'est pas un livre mince, elle est terriblement longue et touffue et dense. Et Tolstoï ne voulait même pas arrêter Guerre et Paix. Deux épilogues, huit chapitres nouveaux, c'était comme le temps lui-même en marche. Et Dostoïevski, qui écrit ces livres gigantesques, précisément parce qu'il veut toujours recommencer le réel. Souvenons-nous que Les Frères Karamazov, c'est le premier volume d'un cycle qu'il n'a pas pu écrire. Il est mort." Georges BORTOLI : "Eh bien, je vous remercie, George Steiner, et je rappelle que votre livre, Tolstoï ou Dostoïevski, après avoir paru aux États-Unis, en Angleterre et dans quelques autres pays, paraît en France aux Éditions du Seuil, dans la traduction de Rose Celli."

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André Matheus / Advogado
André Matheus / Advogado@andrematheus85·
A minha postagem sobre livros do meio jurídico gerou mais repercussão do que o esperado. Mas o principal para mim é o seguinte: tem uma entrevista do Zaffaroni em que ele diz que lê mais História, Sociologia, Ciência Política e Filosofia do que Direito, e que isso ajuda na formulação da sua doutrina. Tento fazer o mesmo: equilibrar o dever de ficar atualizado, desde a nova doutrina até a jurisprudência e a lei, com a leitura constante de História. No momento, estou lendo as obras completas do José Murilo de Carvalho, o que até rendeu um artigo. Por outro lado, o que tenho visto em alguns colegas advogados é o oposto. Focam em livros de 'como ficar rico' e naquelas obras de autoajuda que só ajudam o próprio autor que vende bem. Parece ser uma questão geracional, mas, se puder opinar, diria que esses livros pouco ajudam na advocacia e na carreira. Voltar-se à História, Criminologia, Filosofia e Sociologia, pode ter certeza, ajuda muito mais, tanto na vida quanto na profissão.
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Pau Brunet
Pau Brunet@BrunetPau·
La película más épica de la historia del cine: “Guerra y paz” de Sergei Bondarchuk (1966). Es tan espectacular que cuesta creerla. Y no, esta escena no tiene nada de CGI. Esta macro adaptación de la novela de Tolstói fue el primer el primer Oscar para un film Soviético y la película más larga en ganar el Oscar, 431 minutos, hasta 2016.
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Arthur Pavezzi
Arthur Pavezzi@ArthurPavezzi·
208 anos de Karl Marx. Marx foi grande demais para ser deixado só aos marxistas, e sério demais para ser tratado como espantalho por liberais. Discordo do seu materialismo, do seu horizonte prometeico, da subestimação da nação, da religião, da tradição e das mediações culturais. Há em Marx ainda muito da modernidade que ele criticava: a tendência a reduzir a história a uma chave universal, a pensar o homem a partir de abstrações e a tratar a emancipação como superação técnica e material das contradições humanas. Discordo também das soluções políticas que, em nome da superação do capitalismo, produziram seus próprios impasses: centralização, burocracia, nivelamento e novas formas de dominação. Ainda assim, é difícil negar que muitas experiências socialistas preservaram, ao menos em parte, algo que o capitalismo liberal tende a corroer: a ideia de finalidade coletiva, pertencimento e subordinação da economia a algum princípio superior ao mercado. Mas a força da análise permanece. Marx viu que o capitalismo não é apenas “troca voluntária”, mas uma forma histórica de organizar produção, trabalho, propriedade, crédito, técnica e poder. Viu que a mercadoria oculta relações sociais; que o dinheiro se autonomiza; que a acumulação concentra poder; que o mercado dissolve vínculos orgânicos; que tudo tende a ser reduzido a valor de troca. As críticas ao capitalismo e ao liberalismo, porém, não podem ser confiscadas pelo comunismo. A queda da URSS marcou também o esgotamento histórico da Segunda Teoria Política. A Terceira já havia se esgotado com a Segunda Guerra Mundial. O problema, portanto, não é escolher entre liberalismo, comunismo e fascismo, mas reconhecer o esgotamento das duas últimas e a vitória do liberalismo sobre elas. O que resta de vivo no diagnóstico de Marx exige uma ruptura que vá além delas. Não uma economia pensada como mecanismo abstrato, composta por indivíduos intercambiáveis, mas uma economia enraizada na história, na cultura, na tradição, no território e na forma concreta de cada civilização. Isso significa recusar tanto o culto liberal ao mercado quanto a estatização integral da vida social. O mercado pode existir como instrumento; não como princípio soberano. Uma sociedade pode ter mercado sem se tornar uma sociedade de mercado. A economia deve servir ao povo, ao Estado, à cultura, à soberania e ao destino histórico de uma civilização, não o contrário. Daí a importância de pensar desenvolvimento, moeda, crédito, técnica, indústria, infraestrutura, proteção seletiva, polos produtivos, insulamento econômico e integração continental. Contra a abstração cosmopolita do mercado mundial, a soberania dos Grandes Espaços. Contra a autonomização do dinheiro e da finança, a primazia da produção real. Contra o indivíduo liberal desenraizado, os povos, as culturas, as tradições e as civilizações concretas. Não se trata de repetir Marx como dogma, nem de aceitar o liberalismo como destino. Trata-se de recusar ambos com igual radicalidade, preservando de Marx aquilo que ele teve de mais forte: a anatomia implacável do capitalismo moderno. Marx errou em muito. Mas quem acha que Marx “foi refutado” porque existe iPhone, bolsa de valores e supermercado cheio provavelmente entendeu menos do capitalismo do que ele entendeu no século XIX. É por isso que, até hoje, o aniversário de Marx incomoda. Onde ele acertou, acertou no nervo.
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Gustavo Castañon
Gustavo Castañon@gustavocastanon·
SIMPLES ASSIM Entre 30 e 80 consenso desenvolvimentista, Brasil foi o país que mais cresceu na história do mundo. Entre 90 e 26 consenso neoliberal, Brasil foi o terceiro país que menos cresceu nas 50 maiores economias. Fim.
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Matheus
Matheus@matheustuite·
Estamos vivendo um período em que a pessoa inteligente precisa permanecer em silêncio para não ofender os ignorantes.
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Martín Dandach
Martín Dandach@MartinDandach·
“El trabajo te confiere dignidad, por eso hay derechos concretos que se tienen que respetar. El trabajo es con derechos o es esclavo. Y decir esto no es comunismo, es el centro del evangelio”. - Papa Francisco Feliz día a todos los trabajadores.
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