Eu idealizei esse filme em 2023, após a consolidação do regime de exceção no Brasil, pois sabia que iríamos precisar de algo que preservasse o imaginário público das investidas de reescrever a história, que toda tirania produz.
Tínhamos um ideal muito claro, não usar recurso público. Não queríamos dinheiro do povo e nem dinheiro em troca de favores.
A captação financeira do filme se deu, quase que totalmente, em 2024, quando o bolsonarismo estava sendo destroçado pelo regime de exceção. Todos que investiram no filme o fizeram com bastante receio de serem perseguidos pelo regime e sem esperar nada em troca (afinal, o que tínhamos a oferecer em 2024, além de perseguição dos inimigos?) além do retorno financeiro do projeto.
Alguém pode negar que um filme com uma das principais estrelas de cinema do mundo e sobre a história da maior personalidade política do país é um filme altamente rentável?
Tentar imputar qualquer tipo de crime a aquisição de patrocínio privado em 2024 é apenas mais uma narrativa tosca que nasceu dentro da própria direita que tenta sabotar a candidatura do Flávio, aproveitada pela esquerda sem escrúpulos.
No fim a realidade é clara, se houvesse qualquer indício de crime todos teríamos sido presos, como é o praxe no Brasil para bolsonaristas. Como não há qualquer ilegalidade em se produzir um filme, restou a tentativa de desgaste político para emplacar outro candidato. Não deu certo, pois o povo não é trouxa.
Se não nos corrompemos quando tínhamos o orçamento trilionário do governo federal, não seria na produção de um filme, quanto mais estávamos sendo perseguidos, que faríamos isso.
O filme já foi acusado de receber dinheiro do Trump, de emenda, da prefeitura de São Paulo, todo tipo de narrativa tosca. Agora tentam transformar em crime a busca por investidores privados em 2024. A realidade é que fizemos uma baita produção, com orçamento muito menor do que o planejado, porque é muito difícil fazer cinema sem dinheiro público no Brasil. Essa produção será vista por milhões, e essa tentativa de assassinato de reputação caíra novamente.
1- A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem.
2- Falam do advogado que cuidou de todos os detalhes como se ele fosse um mero escritório de migração, não é. O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido a necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos.
3- Nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores. O escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos. Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas e que não conheço?
4- O filme não é um produto inexistente ou um serviço fake de advocacia, é um produto real com grandes estrelas.
5- Todos os investimentos foram feitos nos EUA porque a produção foi americana, com atores americanos. Além do mais, devido ao estado de exceção, ninguém se arriscaria investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe, como faziam. Investimento nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição séria.
6- que tipo de vantagem nossa familia poderia dar na época além de perseguição da tirania? Meu pai preso, eu exilado e meu irmão sequer sonhava em ser candidato? Vocês tentam sugerir que havia interesse outro, qual interesse poderia existir em uma época em que todos nos consideravam liqüidados?
7 - Tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme.
Inventaram de criminalizar a quitação de um contrato de financiamento privado a um projeto cultural privado.
Acabou havendo apenas o livramento de um estúpido oportunista.
Conheço o Flávio há mais de dez anos. Antes de qualquer campanha, antes de qualquer palanque, antes de qualquer cálculo político.
Não estou aqui porque me pediram. Estou aqui porque eu escolhi. Eu sou Flavio Bolsonaro e eu não recuo!