
A discussão sobre misoginia precisa, sim, ser interseccional. O caso de racismo é grave, e a responsabilização foi fundamental e teve um desfecho judicial, com acordo e reparação.
Mais do que isso, ela estudou, se posicionou e abordou o tema abertamente. O fato de, mesmo após tudo isso, o caso ainda ser usado para invalidar qualquer debate, só reforça o ponto: o ódio online muitas vezes não busca justiça, mas sim a condenação perpétua.
Há uma diferença abissal entre cobrar responsabilidade e usar erros como 'passe livre' para um linchamento virtual sem fim. E se trata de 'passar pano', mas de diferenciar crítica legítima e busca por justiça (que deve ser feita via mecanismos legais) de um linchamento virtual que se perpetua.
Sobre a parceria com artistas problemáticos, é uma crítica válida e que deve ser feita. E, sim, isso também aponta para uma má administração de carreira, onde a equipe deveria ter filtros mais rigorosos para evitar danos à imagem e à própria mensagem da artista.
A solução é a cobrança mas também a profissionalização da gestão, e não o ódio generalizado que afeta a saúde mental e a carreira de forma indiscriminada.
O hate no Twitter muitas vezes se desvirtua para a desumanização, e é essa falta de consequência para os agressores que a thread aborda. A luta contra o racismo e a misoginia são complementares, não excludentes.
Português









