Edison V. Campos

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Edison V. Campos

@Edison_vander

Advogado, paranaense.

Lisboa, Portugal Katılım Eylül 2010
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Matou. Prestou depoimento. E foi pra casa dormir. Deixa eu te contar como foi: O Sargento Sacramento não estava de serviço. Não estava protegendo ninguém. Estava numa festa, numa praça pública, comemorando o jogo da seleção com a família — como qualquer outro pai. Aí os adolescentes se desentenderam. O neto dele se envolveu na confusão. E a solução que esse homem encontrou pra resolver a bagunça foi sacar a arma e atirar em alguém. Fábio Ferreira da Silva levou tiro no rosto. Levou tiro nas costas. Morreu. Agora me responde uma coisa: e se todo pai resolvesse briga de adolescente assim? Porque o Sacramento não estava ali como policial. Estava ali como pai — ou avô. Um adulto que se sentiu desrespeitado, perdeu o controle, e usou a arma do Estado pra resolver um problema pessoal numa praça cheia de criança. Legítima defesa, ele disse. Contra quem? O adolescente que tentou separar a briga? O Fábio, que não era parte do conflito? O menino que tem 15% de visão e mal enxerga o que está na frente dele? Qual era a ameaça real aqui? Nenhuma. Era uma briga de praça. Acontece todo dia nesse país. Todo dia adultos intervêm, separam, conversam, erram, acertam — e ninguém morre. Mas esse cidadão tinha uma arma. E achou que isso lhe dava o direito de decidir quem vai embora vivo.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
O homem vivia com a mãe. E engravidou a filha de 12 anos. Lê de novo se precisar. Não tem erro no texto. Ele de 26 anos, ex-marido da mãe, voltou — e desta vez foi "aceito" como companheiro da filha. Uma criança de 12 anos. A mãe, de 53, sabia. Permitiu. Conviveu com os dois. A menina foi abusada, engravidou, e seguiu vivendo naquele ambiente como se fosse normal. Porque pra todo mundo ali, aparentemente, era. Pra completar: esse homem já tinha sido preso antes. Pelo mesmo crime. Com outra adolescente. Reincidente, solto, e livre pra fazer de novo. Os dois foram presos em Cascavel, no Ceará. Ele por estupro de vulnerável. Ela por omissão — mas convenhamos, deixar seu ex-marido abusar da sua filha de 12 anos não é omissão. É cumplicidade. É abandono. É uma das maiores falhas que uma mãe pode cometer. Tem coisa que a gente lê e tenta racionalizar. Esse caso não deixa. Só deixa revolta e uma tristeza enorme por essa menina, que foi entregue pela própria mãe. Ela tinha 12 anos. E não tinha ninguém. Que a justiça faça o que a família não fez: protegê-la.
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Edison V. Campos
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Em 1977, uma menina de 12 anos entrou numa casa em Bragança Paulista. Ela só saiu 50 anos depois. O pai a levou até lá com uma promessa: estudo, futuro, uma vida melhor do que a pobreza do interior podia oferecer. Deixou a filha na porta e foi embora. O que ficou para trás foi a infância. A adolescência. A juventude. A vida adulta inteira. Cinquenta anos de panela, vassoura e produto químico. Sem salário. Sem carteira. Sem médico. Sem descanso. Sem saída. A família dizia que ela era "como uma filha". Filha que não come na mesa. Que não sai sozinha. Que não conhece o saldo da própria conta. Que dorme encolhida num canto e chora sem conseguir parar. Quando os parentes chegaram até ela, em Bragança Paulista, não a reconheceram. 62 anos. Quatro meses sem ver a rua. Um mês sem conseguir lavar o próprio cabelo. Dores por todo o corpo. Pulmões destruídos por décadas de produto de limpeza. Nunca havia ido ao médico. "Encolhidinha no canto. Os olhos bem escuros. Ela chora, chora muito, muito, muito." Havia R$ 20 mil na conta dela. Os familiares dizem que os patrões sacaram R$ 50 mil. O dinheiro não voltou. A irmã passou pelo mesmo. A família manteve outras pessoas assim. Os parentes têm medo de falar o nome dos patrões — gente de renome na cidade.
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Edison V. Campos
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Marco Aurélio chegou de moto. Saiu carregando ela no colo, desacordada, como se fosse uma mala. Colocou no carro — o carro dela — e ia embora. Uma câmera de segurança gravou tudo. Antes disso, ele tinha entrado no salão de beleza onde ela estava. Socos. Chutes. Estrangulamento. Bateu a porta do carro contra ela repetidas vezes. Ela perdeu a consciência dentro do estabelecimento, e ele simplesmente a carregou para fora, na frente de todo mundo. As testemunhas viram. Ficaram paradas, comentando, sem saber o que fazer. Uma mulher chegou a se aproximar no momento em que ele colocava a vítima no carro, mas recuou. Por sorte, uma viatura passou bem naquele momento.
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Edison V. Campos
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"A menina foi arremessada, sem cordas, logo depois de ser levantada." Rafael Goulart estava na fila. Número 46. Ela foi a 15ª a saltar. Depois do acidente, ninguém mais quis pular. Bagunça total. É o que ele descreveu. A empresa não dava conta nem de organizar o grupo no WhatsApp com os inscritos. Tinha pressa no ar. Nenhum protocolo visível, nenhum ritmo. E quando aconteceu o pior, os funcionários foram atrás das câmeras antes de chegar perto dela. Câmeras. Antes da menina. Mas o relato de Rafael não surpreende ninguém que entende minimamente como uma atividade dessas deveria funcionar. Bungee jumping não tem segunda chance. O único erro possível é o fatal. Então ou você tem protocolo rígido, com redundância, com função definida pra cada pessoa — ou você não tem nada. Pensa assim: quando a polícia para uma viatura, cada agente já sabe o que faz antes de abrir a porta. Um cobre a entrada, outro aborda, outro fecha a retaguarda. Não tem improviso no meio da ocorrência. Isso é básico. Numa atividade onde uma pessoa está sendo jogada de uma altura com uma corda como única garantia de vida, o mínimo seria isso. Quem equipa. Quem confere. Quem libera. Quem dá o comando. Funções separadas, checklist, dupla verificação. Nada disso parece ter existido ali.
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Edison V. Campos
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"Pode fazer direto." Foi isso que Paula Lopes respondeu quando uma veterinária perguntou se devia fazer exames antes de eutanasiar uma cadela chamada Pedrita. Sem diagnóstico. Sem chance. Sem hesitação. Enquanto mandava essa mensagem, o instituto que ela presidia publicava nas redes: "Pelo amor, NÃO DEIXEM DE CONTRIBUIR. Só a consulta domingo, R$250, fora que vai ter que ficar internado." O dinheiro entrava. Pedrita morria. As mensagens estavam no celular dela. A Polícia Civil encontrou tudo na segunda fase da Operação Carrasco, deflagrada nesta segunda-feira (15/06/2026). Paula Lopes — ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas e presidente de uma ONG de resgate animal — teria ordenado a morte de animais doentes enquanto usava esses mesmos bichos para pedir dinheiro na internet. Doenças com tratamento. Animais com chance. Campanhas ativas pedindo doação. No caso de Pedrita, a veterinária ainda avisou que suspeitava de cinomose. Paula mandou pular os exames e ir direto. E pediu segredo: "Não fala nada pra [nome ocultado], mas pode colocar pra descansar." Tinha mais. Um gato resgatado no bairro Partenon, em Porto Alegre, com esporotricose — doença de pele, tratável. A veterinária disse que conseguia tratar, que já havia tratado outros casos assim. Paula encerrou a conversa com uma frase: "Fazer o que tem que ser feito, se é que me entende." A polícia entendeu. E nós também. O esquema, segundo a investigação, seguia um roteiro: animal resgatado, foto nas redes, campanha de arrecadação, dinheiro entrando — e eutanásia sendo executada nos bastidores, sem laudo, sem exame, sem dar ao bicho a chance que quem doava acreditava estar pagando. Paula foi presa nesta manhã. Dois veterinários que trabalhavam para ela também. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em clínicas veterinárias e num crematório de animais. Uma policial civil teve o celular apreendido — a suspeita é de que ela tenha avisado Paula sobre a primeira fase da operação antes que chegassem. Na delegacia, Paula disse que "não havia eutanásias desnecessárias" e que laudos técnicos provam tudo. Os laudos que, segundo a polícia, ela mesma mandou não fazer. A defesa disse que ainda não teve acesso à investigação completa. Os animais não tinham como se defender. As mensagens fizeram isso por eles.
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"Ela estava na sua frente. Ninguém viu." Existe um fenômeno estudado pela psicologia social chamado Efeito Espectador — ou Bystander Effect. Ele descreve algo perturbador da natureza humana: quanto mais pessoas estão presentes diante de uma situação de perigo, menor a chance de alguém agir. Cada um assume que o outro vai fazer algo. E no fim, ninguém faz nada. Ele está ali, nítido, em cada segundo desse vídeo curto e devastador. O supervisor estava presente. Viu. Os amigos de Maria Eduarda estavam presentes. Viram. Várias pessoas com o celular na mão, filmando. Viram também. E ainda assim — ninguém enxergou. Ninguém percebeu que a corda não estava presa. Ninguém levantou a mão. Ninguém disse "espera". O olho humano captou a cena, mas o cérebro, anestesiado pela presença dos outros, pela confiança cega no processo, pela ilusão de que alguém mais qualificado já verificou, simplesmente não processou o perigo. Até que fosse tarde demais. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu em 13 de junho de 2026 no que só pode ser descrito como um festival de incompetências cumulativas — não por uma única falha isolada, mas pelo colapso silencioso de cada camada de segurança que deveria existir: o instrutor que não conferiu, o supervisor que não supervisionou, os protocolos que não foram seguidos, e os olhos ao redor que viram tudo e não viram nada. O Bystander Effect não mata sozinho. Mas nesse dia, ele foi cúmplice.
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É impossível não sentir o peso dessa história. Uma jovem de 21 anos foi até a Ponte do Esqueleto em Limeira, ontem 13 de junho, para viver uma experiência radical. Saiu de lá sem vida — não por azar, mas por negligência. O instrutor da empresa Entre Cordas teria esquecido de prender a corda de segurança ao corpo da jovem antes do salto. Ela foi lançada da ponte assim mesmo. De 40 metros de altura. Sem nada que a segurasse. Caiu em queda livre e morreu no local. Seis pessoas ligadas à empresa foram detidas e estão sendo investigadas pela polícia. Mas a dor que fica é a de uma morte que não precisava ter acontecido — um simples double check teria salvo uma vida. A batalha jurídica que vem por aí O corpo da jovem ainda não havia sido velado quando o debate jurídico já começou a tomar forma. E ele será intenso. No centro da discussão estará uma das distinções mais delicadas do Direito Penal brasileiro: os responsáveis agiram com culpa — ou com dolo eventual? A diferença é enorme na prática. Quem age com culpa errou, foi negligente, imprudente ou imperito — mas não assumiu conscientemente o risco de matar. Já o dolo eventual ocorre quando o agente, mesmo sem querer o resultado, assume que ele pode acontecer e segue em frente assim mesmo. É o famoso "se acontecer, aconteceu". O Ministério Público deverá sustentar exatamente essa segunda tese. Se conseguir, o caso vai a Júri Popular — e diante de uma tragédia tão chocante, as chances de condenação são altas. O povo tem sede de justiça, e o Júri sente isso. A defesa, por outro lado, vai brigar para que o julgamento fique nas mãos de um juiz singular, sustentando que se trata de homicídio culposo — um erro grave, sim, mas sem qualquer assunção de risco por parte dos envolvidos. E aí mora outro problema. Mesmo que a culpa seja comprovada e os réus condenados, a pena máxima para homicídio culposo no Brasil é de apenas 3 anos — frequentemente convertida em penas alternativas, sem um dia sequer de prisão efetiva. Uma jovem foi atirada de 40 metros sem corda. Os responsáveis podem sair com uma pena que nem chega a ser cumprida. Esse contraste brutal entre a gravidade do ato e a brandura da lei é o que mais revolta — e o que mais precisa mudar.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Revoltante: ex-policial civil espanca casal de idosos dentro de elevador do próprio condomínio Um homem que passou a carreira representando a lei usou os punhos contra um casal de idosos dentro de um elevador. O agressor, policial civil aposentado, atacou as vítimas no condomínio onde todos moram, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá — e desde quinta-feira, 11 de junho, o casal não consegue voltar para casa. A vítima, um homem de 62 anos, saiu do elevador com lesões nas costelas e na boca — resultado de socos e chutes. Quando a esposa tentou intervir para defender o marido, também foi atingida nos braços e nos seios. O caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual. O casal tentou evitar o confronto. Ao perceber a presença do suspeito no condomínio, buscaram não cruzar com ele — mas acabaram dividindo o elevador. Segundo o relato, o homem entrou à força e iniciou uma discussão que rapidamente evoluiu para agressão física. Não foi episódio isolado. O policial aposentado já teria histórico de conflitos com moradores do prédio, incluindo ameaças verbais e declarações de teor homofóbico em ocasião anterior. A tensão no condomínio teria começado após uma acusação de assédio envolvendo a esposa do suspeito — acusação que, segundo as vítimas, não foi confirmada pelas câmeras de segurança. Após a agressão, o casal se refugiou no apartamento do síndico e registrou ocorrência na delegacia. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa. Até o momento, o suspeito não foi localizado. O detalhe que aprofunda a revolta: as vítimas afirmam que o fato de o agressor ser ex-policial aumenta ainda mais a sensação de desamparo. Quem deveria ter aprendido a proteger, escolheu atacar. Presente na cena, o filho adolescente do suspeito — que tem Transtorno do Espectro Autista — teria presenciado parte da situação e ficado em estado de choque. Mais uma vítima colateral de uma violência covarde e desnecessária.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
@CRF_Van Bem isso. A reparação do dano deve atender a função pedagógica. Nesse caso, 20k é muito pouco.
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🚩Nós, Por Nós, Pelos Nossos
@Edison_vander Se fosse uma juiz que teve seu salário exposto por jornalista, aí ganharia os 600k. Mas é só assédio a menor de idade, assédio de poder diretivo, aí só dá 20 mil. E se investigar direitinho ele vão achar estupro aí.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Um fazendeiro ofereceu R$ 300 a uma adolescente por "10 minutinhos". Ela trabalhava na colheita de café. Morava em imóvel da propriedade. Dependia do salário dele para receber o que era seu por direito. Ele sabia disso. As mensagens provam: "É coisa rápida, ninguém precisa saber kkk". "300 reias não ajuda?". "Apaga o registro das conversas aí kkkk". A vulnerabilidade dela não foi uma circunstância. Foi uma escolha dele. O TRT-3 condenou o fazendeiro e elevou a indenização para R$ 20 mil — reconhecendo que a condição de menor de idade e a dependência econômica agravavam a conduta. Assédio sexual não é oportunismo. É cálculo. portal.trt3.jus.br/internet/conhe…
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Dr. Rik Daniel
Dr. Rik Daniel@daniel_rik·
@Edison_vander 20 mil não faz nem cócegas, devia ser pelo menos uns 500 mil pra ele nunca mais pensar em fazer isso. Além de que se ele não for preso, vai fazer novamente.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Advogado cita jurisprudência inexistente no Tocantins. A IA inventou. Na semana passada, no Tribunal de Justiça do Tocantins, um advogado apresentou um recurso citando uma súmula que simplesmente não existe. Nunca foi editada, nunca foi decidida — foi fabricada por uma inteligência artificial e protocolada por um profissional que não se deu ao trabalho de verificar. O desembargador Adolfo Amaro Mendes identificou o erro em sessão, expôs o problema e encaminhou o caso à OAB para apuração. Seu recado foi direto: "Não vamos citar nada que possibilita induzir o magistrado ao erro, porque eu já estou começando a punir a parte, mas solidariamente ao advogado." Questionado, o advogado disse que iria apurar qual profissional atuou no caso. Ou seja: ele não sabia quem tinha preparado o próprio recurso. Usar IA é legítimo. Assinar sem ler, não. Verificar se uma jurisprudência existe antes de citá-la num tribunal não é habilidade avançada — é o mínimo da responsabilidade profissional.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
A juíza que deu perdão judicial a Monique é a mesma que soltou um assassino confesso em 2011 — ele matou uma jovem por recusar um beijo. Agora ela pode virar desembargadora. Em 7 de março de 2011, a estudante Mariana Gonçalves de Souza, 21 anos, foi degolada dentro da escola onde trabalhava, na Zona Oeste do Rio. O autor confesso: o pedreiro Luiz Carlos de Oliveira. O motivo: ela recusou um beijo. Ele se entregou à polícia. Ficou preso por pouco mais de 30 dias. A juíza Elizabeth Machado Louro mandou soltá-lo. A justificativa? Ele tinha endereço fixo. E havia sido "dominado por uma paixão maldita que fez com que ele perdesse a cabeça e matasse." O jornalista Ricardo Boechat respondeu ao vivo: "Se fosse a sua filha degolada por um louco com um caco de vidro no lugar de trabalho dela, a senhora repetiria esse discurso absolutamente absurdo? Durma bem, doutora Elizabeth Louro, com seus valores e sua lei." Três anos depois, a mesma juíza absolveu o pedreiro por insanidade mental. A mãe de Mariana, Sueli, carrega essa dor até hoje: "A juíza tem que entender o que acontece com uma família quando ela libera um tipo de criminoso. A minha foi destruída para sempre." Quinze anos depois, o caso Henry Borel. Após 11 dias de júri — com provas e depoimentos indicando que Monique Medeiros sabia das agressões sofridas pelo filho —, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial à mãe. O padrasto Jairinho: condenado a mais de 43 anos de prisão. A mãe: livre. E hoje, Elizabeth Machado Louro ocupa o 29º lugar na lista de promoção por antiguidade do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em breve, pode ser desembargadora.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Escolheu as vítimas erradas. Luiz Henrique chegou por trás, revólver em mãos, e anunciou o assalto enquanto os dois homens almoçavam em um restaurante na Zona Norte do Rio. O que ele não viu: os dois eram policiais civis à paisana. Em segundos, um deles se levantou, sacou a arma e atirou. Luiz caiu. Foi levado ao hospital, mas não resistiu. Tudo foi gravado. Dois comparsas que davam cobertura fugiram e são procurados. A Delegacia de Homicídios investiga o caso.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
Crianças foram estupradas em uma creche. Por quem recebia salário para cuidar delas. As vítimas tinham 2 e 3 anos. Ainda não falam direito. Não conseguem nomear o que sofreram. Dependem completamente do adulto à sua frente. Foi exatamente essa dependência que o auxiliar de Casimiro de Abreu explorou. A Polícia Civil o prendeu no próprio trabalho. Celular e computador apreendidos para perícia. A investigação começou porque professoras notaram algo errado e não ficaram em silêncio. A rede de proteção funcionou porque alguém falou. Quantas vezes não funciona porque ninguém fala?
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Edison V. Campos
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Renê, esposo da delegada, matou o gari Laudemir em BH porque o caminhão de lixo atrasou seu trajeto. Um perito, se passando por delegado, ameaçou garis com arma porque o caminhão ocupava a rua. Um morador espancou dois coletores porque o caminhão parou segundos na entrada do condomínio. Três casos. Dez meses. O mesmo gatilho. O mesmo alvo. O mesmo desprezo. Trabalhar na coleta de lixo virou atividade de risco — não pelo lixo. Pelas pessoas.
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
@raraujo28 Nesse ponto, sou obrigado a concordar contigo. Entretanto, o que causa indignação, neste caso, é ver uma pessoa com 37 anotações criminais permanecer solta e continuar praticando novos crimes.
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Rodolfo Araújo
Rodolfo Araújo@raraujo28·
@Edison_vander Quer uma dica para não cair no golpe do bilhete premiado? Não tente se dar bem em cima de alguém (se fingindo de) humilde. Pronto, falei!
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Edison V. Campos
Edison V. Campos@Edison_vander·
37 registros policiais. Trinta e sete. Francielle Rodrigues Valendorff foi presa 37 vezes pelo mesmo crime. O mesmo golpe. O mesmo roteiro. O mesmo bilhete premiado que nunca existiu. E estava na rua. Dessa vez, a vítima foi uma idosa na zona leste de São Paulo. R$ 60 mil. Uma vida de economia. Uma promessa de dividir R$ 9,5 milhões que não existiam. A senhora ficou sob controle dos golpistas até a polícia chegar por denúncia anônima. Pensa nisso. Uma idosa refém. Por dinheiro que já tinha ido embora. Francielle e o comparsa ainda tentaram enganar os policiais com documentos falsos na hora da prisão. É o comportamento de quem aprendeu que não há consequência real. E por que aprenderia diferente? 37 registros policiais ensinam o quê, exatamente? Ensinam que o sistema devolve. Que o ciclo continua. Que amanhã tem outra idosa caminhando numa calçada, outro bilhete fictício, outro comparsa esperando na esquina. A idosa perdeu R$ 60 mil. Francielle talvez perca algumas semanas. Depois, o roteiro recomeça.
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