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Fernando Duarte
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Fernando Duarte
@Ferandreduarte
Na correria de sempre, sempre na luta.
Manaus, Brasil Katılım Mayıs 2022
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Afinal, sem transparência, é impossível para o cidadão fiscalizar quem cuida do recurso mais estratégico do país.
Mas quem são os verdadeiros donos da Aegea? O controle principal pertence ao grupo Equipav, mas a Itaúsa (holding do Itaú Unibanco) também entrou com um aporte de R$ 1,3 bilhão e hoje possui cerca de 10% a 13% da empresa, que conta ainda com a presença do fundo soberano de Singapura (GIC). Isso ilustra a financeirização da água: a Aegea tornou-se um "produto" para investidores, com aumentos de capital que chegam a R$ 1,2 bilhão e executivos recebendo remunerações milionárias. Na prática, bancos e o capital financeiro controlam a água, indicando que o objetivo principal não é apenas tratar o esgoto, mas sim entregar altos lucros aos acionistas do Itaú e a fundos internacionais.
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Em 2021, a empresa firmou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), admitindo as irregularidades e pagando uma multa de R$ 439 milhões. Depoimentos em delações premiadas homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelaram que a Aegea utilizou milhões em subornos entre 2010 e 2018 para acelerar seu crescimento.
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Isso não se trata apenas de má gestão, mas de corrupção sistemática.
Em resposta a esse cenário, em 2026, o Observatório ONDAS entrou com uma petição no STJ pedindo a quebra de sigilo e o acesso aos acordos de colaboração premiada e leniência da empresa. O objetivo é dar à sociedade o direito de conhecer os detalhes dos contratos e as propinas pagas para a compra de influência política que garantiram tantas concessões de água e esgoto no Brasil.
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Não foi falta de tempo.
Foram 26 anos e oito alterações no contrato.
O modelo de privatização de água e esgoto em Manaus simplesmente não funcionou.
O que sempre funcionou foram os sucessivos “remendos” feitos para proteger o lucro da empresa.
Manaus, localizada no coração da maior bacia hidrográfica do planeta, continua com igarapés poluídos e contas de água absurdamente altas.
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Resumo das 8 aberrações principais:
• 8 vezes o contrato foi refeito
• Sempre com “reequilíbrio econômico” a favor da empresa
• ETAs principais construídas pelo poder público (Cosama/Estado)
• Investimentos da privada: basicamente furar ruas pra cobrar mais
• Cobrança de esgoto em lugares onde não tem tratamento
• Lançamentos de efluentes irregulares.
• Omissão da AGEMAN (11/30)
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Vamos entender, de forma clara e didática, por que a privatização da água e esgoto de Manaus é considerada um dos maiores fracassos da cidade. Vamos do contrato original de 2000 até o 8º Termo Aditivo.
Cada alteração foi uma “aberração” que beneficiou a empresa e prejudicou o povo. Preparado? Começa agora.
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