

Futebol em Linhas
3.6K posts

@Futebol_Linhas
Histórias, bastidores e memórias do futebol brasileiro. Contadas em linhas.











O Corinthians entrou no Mundial de Clubes de 2000 esgotado. Tinha acabado o Brasileiro. Saíram dia 23 de dezembro. Voltaram dia 28. Cinco dias de férias. No mesmo hotel do Corinthians estava o Real Madrid. O pessoal do Real entrou no elevador com o Edilson, o Vampeta e outros e os olharam de cima a baixo. Não trocaram uma palavra. Só aquele olhar de quem acha que está num nível diferente. Olhar de superior. O Edilson chegou na janta fervendo: "Esses cara tá pensando que é quem, mano?" Foi falar com a imprensa. E implicou com o Karembeu. O Florentino Pérez respondeu publicamente: "Quem é o Edilson? Pra falar do campeão do mundo?" Karembeu tinha sido campeão com a França em 1998. Na hora que saiu na imprensa, o Edilson, que é vaidoso pra caramba, ficou no quarto andando de um lado pro outro. "Eles vão ver quem é Edilson!" No jogo contra o Real Madrid, na primeira jogada decisiva, o Edilson pediu a bola: "Me dá que eles vão ver quem sou eu hoje." Deu caneta no Karembeu e ainda fez dois gols. A transmissão do Luciano do Valle foi ao delírio: "Eu sou o Edilson!" Depois veio a final contra o Vasco. O Corinthians estava morto. O Vasco descansado, tinham mais chance de vencer. Mas quando entraram no Maracanã e viram a torcida do Corinthians ter engolido a do Vasco em casa — Não tinha outro jeito. Dinei confessa como foi: "Vamos ter que se matar, se doar, mano!" E a torcida cantava: "OOOOO Todo poderoso timão!" E se mataram em campo. Venceram nos pênaltis. Campeão mundial. Esgotado, com cinco dias de férias, contra um Vasco descansado, dentro do Maracanã. 📺 Canal Cosmo Rímoli — link abaixo 👇 #futebolbrasileiro #Dinei #Corinthians #MundialdeClubes #Edilson #RealMadrid
























Em 2003, Souza jogava na Portuguesa Santista sem salário fixo. O empresário aparecia e dava R$ 1.000. Às vezes R$ 2.000. Às vezes nada. Tinha saído do Botafogo com a reputação destruída. Quase despejado. Oito meses sem receber. Depois de uma passagem no Paraguai, voltou ao CSA, após o calote do Botafogo na compra do seu passe. E então foi emprestado para a Portuguesa Santista, time de empresário na época. Ele usou o Paulistão como a última chance. Num jogo contra o São Paulo, cobrou uma falta. Rogério Ceni montou a barreira com três jogadores, olhou para aquele franzino desconhecido do interior de Alagoas e achou que não ia dá em nada. Souza bateu. Gaveta. Rogério não se mexeu. No intervalo, o melhor goleiro do Brasil atravessou o campo, foi até o meio-campo onde Souza estava e colou do lado dele. "Aquela batida — eu tomo pouco gol de falta, mas ali onde você bateu e como você bateu não dava para pegar não. Parabéns. Quem é seu empresário?" Souza ouviu. E desconfiou. "Eu já tinha escutado várias histórias assim. Cara te elogia, pede o contato, você acha que vai acontecer algo — e você tira o pé no segundo tempo." Não tirou. Continuou jogando como se fosse o último jogo da vida. Porque para ele, era. Trinta dias depois estava assinando pelo São Paulo. Do cômodo sem banheiro em Alagoas. Da calçada às 9h01. Do guarda-roupa geladeira. Do Botafogo sem salário. Da Portuguesa Santista sem garantia nenhuma. Para o clube que seria campeão mundial. Uma falta na gaveta mudou tudo. 📺 Canal Cosmo Rímoli — link abaixo 👇 #futebolbrasileiro #Souza #SãoPaulo #RogérioCeni #PortuguesaSantista #superação

