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Histórias, bastidores e memórias do futebol brasileiro. Contadas em linhas.

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Morar no CT do São Paulo com o Telê Santana não era para qualquer um. Os jogadores casados podiam ir para casa depois do treino. Os solteiros, não. Ficavam nos alojamentos por contrato. E o quarto do Telê ficava estrategicamente nos fundos do corredor, de onde ele monitorava tudo. O toque de recolher era às 23 horas. Impreterivelmente. Mas Telê não confiava só no relógio. Operava um serviço de informação próprio: os funcionários da segurança eram obrigados a redigir um relatório diário com os horários exatos de entrada de cada jogador. Se Macedo entrou às 22h, às 22h30 ou às 22h50, Telê sabia no dia seguinte. O lazer disponível era uma mesa de sinuca. E se a partida se estendesse um minuto além do permitido, Telê aparecia no corredor de pijamas: "Joãozinho, recolha todas as bolas dessa sinuca agora. Não aguento mais esses moleques. Amanhã tem treino físico pesado e todos deveriam estar dormindo." Disciplina total. Dentro e fora de campo. 🎙️ Canal Cosmo Rímoli link abaixo #TelêSantana #Macedo #futebol #SãoPaulo
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Clara Albuquerque, no Bar FC, contou como sua paixão pelo Bahia surgiu e revelou que o clube foi fundamental para sua reconexão com Salvador e com suas próprias raízes. "Meus pais tomaram a decisão de não me influenciar em grandes decisões da vida: religião, profissão e time. Então eu não fui exposta ao Bahia quando era mais nova. Meus pais são torcedores do Bahia, mas eu não fui catequizada para ser Bahia. Como parte da minha família é do Rio de Janeiro, a primeira camisa de futebol que eu tive foi a do Vasco. Quando comecei a entender mais de futebol, percebi que sentia um negocinho pelo Bahia que era diferente. A primeira vez que chorei pelo Bahia foi na final do Campeonato Baiano de 2012. Naquele momento eu pensei: 'Caramba, eu sinto algo por esse clube que é diferente'.Depois fui morar no Rio de Janeiro e escrevi um livro sobre os grandes ídolos do Bahia. À medida que fui pesquisando a história do clube, aquilo deixou de ser só um trabalho jornalístico e virou uma reconexão com as minhas raízes. Eu achava que não pertencia a Salvador. Quando saí da cidade, senti que precisava de alguma ligação com a minha origem. O Bahia foi esse gatilho. Hoje eu sinto que fiz as pazes com Salvador. O Bahia foi o laço que faltava. Tem muito a ver com futebol, porque eu amo futebol, mas, para mim, também tem a ver com pertencimento." Você acredita que um clube pode representar muito mais do que futebol?
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Estamos no ano de 1991. Na Arábia Saudita, o zagueiro do treinador Felipão, que estava no Al-Ahli, errou o passe três vezes no mesmo jogo. Na terceira, Felipão perdeu a paciência e deu uns tapões na orelha do cara. O príncipe chamou os dois para uma reunião. Decisão: Felipão estava demitido. O contrato seria pago. Mas o Mortosa, auxiliar e parceiro de décadas, poderia ficar se quisesse. Mortosa olhou pro príncipe e disse: "Eu não assumo. Vim com ele, volto com ele." O príncipe não gostou: "Então você vai ter que me pagar para ir embora." Mortosa: "Eu pago e vou embora." Felipão ficou desesperado do lado, tentando convencer o auxiliar a não fazer isso. "Pelo amor de Deus, viemos aqui para ganhar dinheiro." No outro dia um general os chamou. Olhou para os dois e disse: "Nós nunca vimos lealdade igual aqui. Podem ir embora. Vamos pagar vocês." Felipão conta essa história toda vez que fala de lealdade. Você tem alguém assim do seu lado? 🎙️ Bola-Bola com Falcão — link abaixo #Felipão #futebol #bastidores #liderança
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Arnaldo Cezar Coelho fez duras críticas ao novo impedimento semiautomático da CBF. Para o ex-árbitro, a tecnologia estreou incompleta no Campeonato Brasileiro. O principal problema, segundo ele, é a ausência da imagem que mostra o exato momento do passe. Justamente o ponto mais importante da regra do impedimento. Sem essa informação, Arnaldo acredita que as discussões vão continuar. "A CBF comprou um software de impedimento semiautomático incompleto." "O momento do passe, que é o mais importante da regra, não está sendo mostrado." "Vai criar sempre discussão." A nova tecnologia foi utilizada pela primeira vez na 20ª rodada do Brasileirão. O recurso apareceu em três partidas. Santos x Chapecoense. Bahia x Corinthians. E Flamengo x São Paulo. Foi justamente no Maracanã que surgiu a maior polêmica. O gol de Samuel Lino foi anulado por um impedimento de Wallace Yan no início da jogada. A decisão dividiu torcedores, comentaristas e especialistas em arbitragem. Para Arnaldo, o impedimento semiautomático representa um avanço. Mas só será realmente confiável quando mostrar todas as informações necessárias para que o público entenda exatamente como a decisão foi tomada. Você confia mais: 🔵 VAR tradicional 🟢 Impedimento semiautomático Ou nenhum dos dois?
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Concordo com você, Rizek. Mas, nesse jogo, quem começou a transformar isso em estratégia foi o Corinthians. O Garro ficou uns 3 minutos no chão naquele escanteio, e isso já tinha irritado bastante. O Bahia vacilou ao tentar responder na mesma moeda. A simulação do Alejo, pouco antes do intervalo, foi desnecessária. Pelo que lembro, foi um lance isolado, enquanto o Corinthians fez disso uma prática durante boa parte do jogo. No fim, os dois erraram. Só que o Corinthians foi o principal responsável por esse clima de cera e antijogo.
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O que realmente aconteceu no 7 a 1 contra a Alemanha Juca Kfouri analisou no @podcast3irmaos a anatomia do nosso maior vexame histórico. Foi um time que entrou em campo sem capitão, sem estrutura emocional, numa semifinal de Copa do Mundo em casa — e simplesmente parou de existir. E o maior culpado, para Juca, tem nome: Felipão. Não pela escalação. Não pela tática. Pela omissão. "Ele tinha que ter invadido o campo e desmaiado. Vai parar 15 minutos o jogo aqui.", disse ele de forma hiperbolizada. Qualquer coisa para segurar o resultado até o intervalo e reorganizar o caos. O Brasil foi tomando gol. E foi tomando gol. E foi tomando gol. E ninguém fazia nada. Mas Juca vai além. E faz uma comparação que assusta: O trauma de 50 foi maior que o do 7 a 1. O Maracanazo foi uma derrota de 2 a 1 na final, num Maracanã com 200 mil pessoas, num país que já estava comemorando o título. Aquele silêncio ficou dentro das pessoas por décadas. Destruiu uma geração. O 7 a 1 foi um desastre maior em placar. Mas virou meme em cinco minutos. Porque estávamos na era digital. E a tragédia que vira chacota instantânea não tem tempo de virar cicatriz profunda. Em 50 não tinha Twitter. O silêncio não tinha para onde ir. 📻 @podcast3irmaos link abaixo 👇 #7a1 #Maracanazo #Copa2014 #futebolbrasileiro #Felipão #seleçãobrasileira
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A ideia deste tuíte veio de um dos trechos da entrevista abaixo. Se tiver tempo, assista ao programa completo: está muito acima da média. youtube.com/watch?v=DFY3tW…
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Mauro Cezar dispara: "Neymar é o maior desperdício de talento das últimas décadas" Mauro Cezar Pereira, no Charla Podcast, afirmou que não espera mais nada de Neymar dentro de campo e classificou o atacante como o maior desperdício de talento do futebol nas últimas décadas. "O que eu espero do Neymar? Nada. Nada. A mesma coisa do Santos ali, aquela mesma situação. Santos deve muito dinheiro a ele, tem o contrato... Eu só acho que ele é o maior desperdício de talento das últimas décadas no futebol. Ele poderia ser um jogador muito maior do que é. E não é. Não foi. E não será mais. Essas comparações que o pessoal põe ele no no na comparação com o Cristiano, com o Messi, isso é uma loucura, gente..."
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Mauro Cezar Pereira, no Charla Podcast, afirmou que a CBF deveria abandonar o discurso do hexacampeonato e fazer uma reflexão sobre a sequência de eliminações do Brasil para seleções europeias em Copas do Mundo. "A CBF não tem que falar de hexa porque está muito distante disso. Esquece isso. Trabalha. Monta um time. Trabalha em silêncio. Quando chegar o momento, aí você pode falar em hexa. Fica muito pretensioso. O Brasil é eliminado por europeus em todas as Copas: 2006, 2010, 2018, 2022 e 2026. França, Holanda, Alemanha... Depois Bélgica, que não é uma grande seleção. Croácia, que também não é grande, embora tenha uma história importante em Copas. E agora a Noruega, que é menor ainda. É o melhor time da história da Noruega? Com certeza. Mas é a Noruega, bicho. A Noruega não é grande no futebol. Então falta agora ser eliminado pela Macedônia. Essa análise tem que ser feita. O que está acontecendo aqui?"
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Na véspera de um jogo do Corinthians contra o Cruzeiro em 98, Luxemburgo chamou o Fubá no quarto à noite. Tava o Roberto de Ogum lá — pai de santo de confiança do treinador. Charuto grande. Pedras. Folhas na banheira. Luxemburgo mandou o Fubá tirar a roupa, ficar de cueca e cair na banheira três vezes. "Esse é o seu trabalho. Amanhã você vai estar com o corpo fechado. E não conta pra ninguém." O Fubá saiu do quarto. Deu de cara com o Vampeta no corredor. Tava cheio de pétala pelo corpo com uma expressão de quem tinha visto coisa. O Vampeta foi tirando. O Fubá resistiu. "Não posso falar — o professor mandou não contar." O Vampeta insistiu. "Pode falar, sou seu irmão." O Fubá contou. "O professor é macumbeiro. Ele fez a macumba pra fechar meu corpo. Minha obrigação amanhã é marcar o Müller — ele não vai andar em campo." No dia seguinte, na preleção, Luxemburgo olhou pro Fubá e reforçou: "Fubá, você vai marcar o Müller. Ele não vai andar." Primeira bola do jogo. O Müller recebeu. O Fubá foi defender. O Müller deu o drible. O Fubá caiu. Joelho. Saiu direto pro hospital. Na volta ao hotel, com gesso e tudo, o Vampeta esperava. "Professor — o santo do Muller é mais forte que a sua macumba!" Luxemburgo perdeu a cabeça. "Se você continuar com essa gracinha eu vou te tirar da seleção brasileira." O Vampeta olhou pra ele sem piscar: "Você vai me cortar da seleção só porque eu falei que a macumba era fraca?" Luxemburgo ficou se remoendo por dentro. 📺 Canal Cosmo Rímoli — link abaixo 👇 #futebolbrasileiro #Vampeta #Fubá #Corinthians #Luxemburgo
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Souza chegou ao São Paulo em 2003 junto com Rico. A imprensa estava lá — uns 20 jornalistas esperando os dois desembarcarem. As fichas estavam no Rico. Souza era a aposta menor. O jogador "super útil". O que vinha da Portuguesa Santista sem salário fixo, que alguns meses antes quase tinha sido despejado no Rio de Janeiro. Ele se deslumbrou com o que encontrou. "Um clube pioneiro em tudo. Que pagava em dia. Que todo mundo no Brasil olhava como referência." No elenco tinha Kaká voando para a seleção, Luís Fabiano, Ricardinho, Maldonado, Simplício. Um timaço. Primeiro jogo no Morumbi: gol contra o Vasco. Terceiro jogo do Brasileirão: ligamento cruzado no joelho. Temporada acabada antes de começar. Na época, jogador com esse tipo de lesão ficava um ano fora. E o contrato dele era de um ano. Souza voltou em três meses e meio. Fisioterapia de manhã. À tarde. À noite. Voltou fazendo gol em todos os jogos. Renovou contrato. Ficou anos no clube. Rico não vingou. Souza virou campeão mundial. E quando conta a história hoje, não tem amargura nenhuma. Só uma frase que ele repete sobre tudo que aconteceu na vida: "Deus vai me ensinando a colocar os pés no chão de uma maneira dura." Essa foi mais uma vez. 📺 Canal Cosmo Rímoli — link abaixo 👇 #futebolbrasileiro #Souza #SãoPaulo #superação #RogérioCeni
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