A medicina é uma arte, não uma ciência (porque visa a um fim prático, a um resultado concreto, e não a certo conhecimento em si mesmo). Toda arte faz uso de métodos teóricos e até do conhecimento científico, mas, para os fins da arte, esses elementos são inferiores à experiência; para um carpinteiro, não é tão importante saber as propriedades químicas da madeira ou um passo-a-passo quanto possuir aquela facilidade espontânea de trabalhar com as ferramentas que só se pode adquirir com a prática diária, no convívio com o material, na experimentação constante, etc. Ora, não é preciso pensar muito para perceber que o exercício normal da medicina hoje impede o médico de ter qualquer contato prolongado com os pacientes. Ele precisa confiar quase inteiramente na teoria que recebeu na faculdade, e não pode desenvolver aquele instinto prático, aquele “sexto sentido” que distingue os grandes profissionais. Por isso os médicos, desprovidos de qualquer senso de orientação próprio, parecem acreditar em qualquer absurdo que ouvem num congresso, e se ontem pensavam de um jeito, basta descobrir que o “consenso científico” mudou e já pensam de outro. Foi-se o tempo dos médicos equilibrados, autônomos, que confiavam no seu próprio faro e eram capazes de rejeitar contra-sensos supostamente científicos. Hoje eles olham nos nossos olhos e proclamam, com assustadora ingenuidade, completos absurdos como se fossem dogmas de fé; dão conselhos (ou fazem exigências…) contraditórios ou impossíveis; receitam drogas que obviamente só podem piorar a situação, etc. Não que outras profissões escapem à loucura atual, mas a medicina é um caso especialmente sensível pelo efeito brutal que tem nas vidas das pessoas.
Tem muita gente sem rumo (sem saber pra onde ir) dizendo que "as pessoas devem abrir a cabeça". Às vezes, se perder também pode ser um caminho de algum modo, como disse a poetisa; mas o inverso é o melhor - saber onde se quer chegar e focar nisso.
O que leva um homem a salvar um criancinha de dois anos com as próprias mãos? Um economia estável? A Constituição? A lei penal? O estado democrático de direito? As instituições? Não. Apenas o amor. E é isso que forja um país.
SOBRE RISCOS & GRANDEZA:
"Se o indivíduo assumir riscos e enfrentar seu destino com dignidade, nada do que possa fazer o tornará pequeno; se não assumir riscos, não há nada que possa fazer para que se torne grande".
Nassin Nicholas Taleb
Educar: entregar algo que uma pessoa não tem para que ela assuma como próprio e assim possa fazer o que ninguém mais pode - ser ela mesma, do melhor modo possível.