A vida tem umas coisas doidas né?
Em um dia, sentimento de não pertencimento, ou merecimento de estar no meio em que quero estar.
No outro, estou estou sendo aplaudido horrores por atores de teatro musical em um karaokê.
Eu quis pintar o cabelo pra melhorar minha autoestima, e eu me sentir bonito pro casamento da minha mãe. Mas aí fizeram merda, e meu cabelo nunca esteve tão feio.
E agora eu to me sentindo um labubu da shoppee
Ontem foi uma das únicas vezes, em cinco anos, que eu chorei sobre o assunto ______, durante o show da Jessie. Porque foi a primeira vez que eu me senti confortado sobre uma situação, de forma amorosa, e não com viés de dó, pena, etc.
Mas é impossível que só um lado se esforce pra isso, principalmente quando é um lado que já tem dificuldades pra esse tipo de coisa.
E aí, talvez o que acabe dizendo muito sobre as pessoas, seja essa indisposição pra entender o outro além daquilo que se pressupõe.
O que seria incrível: as pessoas entenderem que questões pessoais são resolvidas individualmente em terapia, mas as que são interpessoais são resolvidas no diálogo.
Mas também, às vezes, seria muito produtivo que essas mesmas pessoas, por saberem disso, me perguntassem!
Ou tentassem conversar comigo ao invés de achar que qualquer coisa pode dizer muito ou algo assim…
Às vezes eu só queria poder transmitir o que eu penso/sinto num telão, pra que as pessoas próximas de mim entendessem o que eu não consigo FALAR.
Nem tudo é tão simples quanto uma feição triste.
Nem tudo é um emputecimento infundado.
Eu só não sei explicar quando preciso.