Marco
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Desde 1894 o Senado não rejeitava um nome ao STF. Olha o nível que chegamos. Mesmo evangélico, Jorge Messias foi recusado por numa articulação promovida por políticos conservadores. André Mendonça, o terrivelmente evangélico do Supremo, lamentou a derrota.

O lobby pela aprovação de Bessias por parte de lideranças evangélicas me acendeu um preocupante alerta: a única lógica que explica o apoio de pessoas como Mendonça, Malafia, William Douglas, entre outros, é que existe um plano por parte dos evangélicos para chegar ao poder no Brasil. Mais efetivo do que concorrer a efêmeros cargos políticos, a ocupação da Suprema Corte traz real e imediato poder de decisão sobre pautas de seu interesse. Nesse sentido, a oposição desse grupo ao PT deriva apenas de posições políticas que colidem com seus interesses de expansão, não sendo de fato uma questão de real divergência ideológica. A posição de Messias sobre o aborto apenas reforça isso. A grande preocupação é que se isso for de fato verdade, a ligação histórica dos evangélicos com a direita seria algo muito mais de ocasião do que de convicção, sendo maleável o suficiente para guinar para o outro lado assim que isso se tornar conveniente. Na minha visão, o apoio a Messias, notório militante petista, sinaliza o início desse processo.






















