Os mesmos supostos especialistas que viram o que mais ninguém viu (suposta falta de Francisco Conceição) não repararam que a falta foi marcada seis metros para dentro do campo. Enganadores, mas só enganam quem se deixa enganar.
Tão inaceitável como permitir marcar um livre seis metros mais frontal foi o silêncio cúmplice dos analistas de A Bola (Duarte Gomes), Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e CMTV (Marco Pina), todos irmanados de um spin que branqueia erros que ofendem a inteligência.
O livre que permitiu ao Estoril o golo ao FC Porto foi marcado a seis metros do local da falta assinalada a Diogo Costa. Seis metros, seis imensos metros. É inaceitável que um árbitro permita uma coisa destas, que uma equipa coloque a bola numa posição mais favorável seis metros.
No vídeo vê-se a cabeça de Francisco Conceição a flectir por causa da pancada de Mangala. Este é o primeiro contacto. Tudo o que se diga que não respeite o que as imagens mostram não passa de desonestidade intelectual. Considerar isto um erro claro e óbvio é muito grave.
Tottenham-Manchester City para a Taça de Inglaterra ficou 0-1, mas deve ter sido uma roubalheira. Ou então lá os jogos de futebol jogam-se sob as regras de futebol.
A coxa de Gabriel Brás ao intervalo, depois da pancada que sofreu na área e que árbitro não viu e VAR não quis ver (se viu e não sinalizou ao árbitro é porque é demasiado incompetente para arbitrar competições profissionais).
Ibrahima Guirassy já com amarelo dá uma pancada na perna de Gabriel Brás e o VAR Rui Silva, famoso por outras homilias, finge que não aconteceu. Mais um penálti claro que não é assinalado a favor do FC Porto B, que semana após semana é prejudicado.
Todos os jogos, todos. Este empurrão com outras camisolas nem havia dúvidas. Se um empurrão destes nas costas não vale sinalização ao árbitro, que não poderia ver, então o que está lá a fazer o VAR? Isto é gozo.
Luciano Gonçalves já está a ver a vida a andar para trás, porque se não apresentar queixa destas declarações do Di Maria vai ficar muito mal, depois de ter denunciado Otávio por palavras do género e que valeram dois jogos de castigo ao antigo médio do FC Porto. E não é o único…
Não mostrar amarelo neste lance, que era o segundo, não foi por não ter visto, foi mesmo para dar uma ajudinha. E não é que resultou, com o golo do empate a surgir um minuto depois. Mas não vai faltar quem vá fingir que não aconteceu e Luis Godinho continuará a espalhar magia.
A partir do momento em que há imagens que mostram que há toque, não pode haver reversão, muito menos ter o desplante de mostrar amarelo a Evanilson. A única simulação clara e evidente foi do VAR Fábio Melo. Não o reconhecer é ser cúmplice com a adulteração da verdade desportiva.
Alguém de boa fé compreende e aceita que seja apenas mostrado imagens com um ângulo ao árbitro de campo? E o árbitro de campo deve-se satisfazer com apenas um ângulo? Todos sabemos como diferentes perspectivas podem criar percepções completamente diferentes.
Antonio Nobre assinalou penálti na sequência deste derrube, porque no campo viu o que todos vimos. Logo a seguir, interveio o VAR Fábio Melo, que não mostrou esta imagem ao árbitro. Mostrou apenas as imagens que dão a ideia que não houve toque. Porquê?
Mais uma grave falta de respeito, mais um atentado à verdade desportiva, mais uma decisão incompreensível. Semana após semana o FC Porto B tem sido vítima deste género de coisas. O rei vai nu e isso tem de ser dito aos quatro ventos, porque se nos calarmos somos cúmplices.
Assim não admira que o Benfica seja o clube com menos amarelos. Assim se adultera a realidade do campeonato, porque a diferença de critérios resulta numa ofensa gritante à verdade desportiva.
Enquanto o FC Porto é o clube com mais amarelos no campeonato, enquanto Francisco Conceição é o segundo jogador com mais amarelos do campeonato, ele que nem 500 minutos de jogo tem, Arthur Cabral nem um singelo cartão amarelo viu depois destas duas cotoveladas frente ao Boavista.
Sem palavras para a incapacidade da equipa de arbitragem em assinalar a falta de Morato no lance do primeiro golo do Benfica. Pior ainda foi o comportamento do VAR Bruno Esteves. Curioso para ver o que o CA vai fazer. O Benfica quando não joga contra dez, joga com 12, 13 ou 14.