Rally da Pecuaria
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Rally da Pecuaria
@RallydaPecuaria
O Rally da Pecuária é uma expedição nacional com o objetivo de avaliar, diretamente no campo, a situação da pecuária de corte nas principais regiões do Brasil.

Ao analisar o desempenho do ano em comparação com o início da década de 1990, a produtividade na pecuária de corte foi 268% maior. Saiu de 21 kg de carcaça (1,4 arroba) por hectare, em 1991, para os atuais 77,3 kg de carcaça (5,15 arrobas) por hectare, registrados em 2025.

Preço Real do Boi atingirá recordes nas médias mensais? Em dólares, a cotação do boi gordo está apenas US$1/@ do maior valor já registrado, para a média mensal, da história. Em Reais, a média mensal da primeira semana de abril se aproxima do valor histórico recorde do período posterior à consolidação do Real. Em março de 2021, o preço corrigido do boi foi de R$363/@ e na primeira semana de abril ficou na média de R$361/@ em valores nominais. Os preços diários, no entanto, já passaram o valor mensal recorde do período analisado. Ontem, dia 8 de abril, o indicador Cepea fechou em R$365/@.Em valores reais, o preço médio de abril, ao que tudo indica, irá passar o recorde do período posterior ao estabelecimento do plano Real, em julho de 1994. Segue o fio

Há uma crença no mercado de que, em fases de baixa no ciclo pecuário, o produtor reduz o pacote tecnológico. Essa tendência realmente se confirma em momentos de incertezas ou mesmo em apertos de caixa, como o ocorrido durante 2023 e início de 2024. A compra de insumos se reduz e as decisões acabam afetando os indicadores zootécnicos. Ainda assim, o comportamento é pontual e parte dos pecuaristas, mais bem preparados, acabam mantendo ou recuperando rapidamente o ritmo de aumento no pacote tecnológico. Observe que, mesmo em 2023, a produtividade na pecuária continuou aumentando. Conclui-se, portanto, que as fases de alta ou de baixa nos preços não afetam o aporte tecnológico na pecuária a médio e longo prazo. De 2018 a 2026, houve recuo na produtividade apenas nos anos de 2019 e 2020, quando o rápido aumento nos preços acabou por provocar uma forte retenção de fêmeas, movimento que daria início a um novo patamar tecnológico para a atividade de cria. Desde então, a produtividade avançou 33,5%, ou quase 20 kg de carcaça em apenas 8 anos.

Pela primeira vez, o preço médio acumulado do ano, em reais corrigidos pelo IGP-DI, passou o valor médio anual de 2021 em R$361/@, quando os preços nominais são atualizados pelo IGP-DI. No dia 7 de abril, essa média acumulada para 2026 chegou a R$363/@. A média mensal da primeira semana de abril também se aproxima do valor histórico recorde do período posterior à consolidação do Real. Em março de 2021, o preço corrigido do boi foi de R$363/@ e na primeira semana de abril ficou na média de R$361/@ em valores nominais. Em dólares, a cotação do boi gordo está apenas US$1/@ do maior valor já registrado, para a média mensal, da história.

Em 65 anos, a participação do Brasil na produção mundial de carne bovina saltou dos 3,6% para os atuais 16%. As exportações brasileiras, no mesmo período, saíram dos 2,3% do total exportado em 1961 para os atuais 27,2%. E o mais impressionante da pecuária brasileira ainda está relacionado ao seu potencial. Em 2025, a produtividade média da produção de carne bovina foi de 77kg de caraça por hectare. A produtividade média das últimas quatro edições do Rally da Pecuária, em ciclo completo, ficou em 205,98kg de carcaça/ha/ano. O potencial do Brasil na produção e carne bovina é de difícil compreensão por parte dos leigos. É natural que busquem a explicação mais simples para explicar o que não entendem.

Há quem defenda que os dois recordes consecutivos em produção, registrados em 2024 e 2025, sejam explicados por liquidação do rebanho. Mas o fato é que o rebanho se manteve estável em 2024, quando comparado à 2023, e a pecuária voltou a registrar recorde em 2025. Mesmo considerando o efeito do aumento das fêmeas no abate, cuja proporção tende a se reduzir a partir deste ano, a curva de aumento na produtividade a partir de 2020 é inquestionável. Em cinco anos, a produção aumentou 31% com redução de 3,5% na área de pastagens nesse período.

Em valores reais, corrigidos pela inflação, os preços médios mensais mais elevados para os bezerros desmamados foram registrados em março de 2021. Naquele mês, o bezerro atingiu R$453,49/@ em valores nominais que, quando corrigido pelo IGP-DI, equivale a R$532,15/@ em valores atuais. Em 2021, o pico real foi atingido depois de 21 meses de alta significativa nas cotações, a partir de junho de 2019. A alta atual já se estende por 20 meses, desde julho de 2024. Essa comparação, no entanto, é apenas uma referência e não uma regra a ser repetida na atual fase do ciclo.

No fechamento de ontem, dia 24 de março, a cotação do bezerro desmamado no Mato Grosso do Sul foi R$3.277,02 por cabeça, o maior valor já registrado, superando em 3,8% a cotação média diária acumulada em 2026. No entanto, o peso médio do bezerro foi de 196,5 kg, 4,3% abaixo dos 205 kg por cabeça na média registrada desde o primeiro dia do ano, de acordo com o monitoramento do Cepea / ESALQ. Com isso, a cotação do bezerro atingiu, pela primeira vez, o valor nominal de R$500/@ ou R$16,68 por kg de peso vivo. O valor é 8,4% acima da média acumulada no ano. Até o momento, o maior valor real médio mensal foi registrado em março de 2021. Naquele mês, o bezerro atingiu R$453,49/@ em valores nominais que, quando corrigido pelo IGP-DI, equivale a R$532,15/@ em valores atuais. Comparando bezerros no MS com o boi de São Paulo, o ágio da arroba do bezerro no dia 24 de março foi de 42,38%, enquanto a média do mês ficou em 38,4%.

Existe um mito de que aumentar a produção de carne exige mais terra. Isso pode até fazer sentido em países de clima temperado. Mas no Brasil tropical, a lógica é outra. Quando a fazenda investe em tecnologia e manejo eficiente, os números mudam e são muito competitivos. Intensificação gera resultado, o avanço da pecuária brasileira está na produtividade, não na expansão. Precisamos analisar nossa realidade com dados daqui — não copiar modelos de fora. 🥩🐂🌳

Quando o assunto é pecuária, opinião sem dados não se sustenta. 🐂🌳🥩 A análise precisa partir de dados consolidados e de toda a base estatística disponível. Alguns estudos por imagens de satélite — embora bem conduzidos — ainda não foram capazes de captar toda a área de pastagens utilizada nos anos 1980 e 1990. Tais bases sustentam a crença equivocada de que a área total teria aumentado até próximo do ano de 2010. Há quem sugira que as estatísticas censitárias estão erradas e que as informações históricas sobre pastagens precisariam ser revistas. 👉 E aqui está o ponto-chave: não é a realidade que precisará se adaptar aos estudos, mesmo quando conduzidos com ferramentas modernas. É a metodologia adotada que precisará se adaptar. Mesmo considerando o desmatamento na “conta” das pastagens, o Brasil expandiu áreas de pasto até meados dos anos 1990. Desde então, essa área vem recuando. Há contexto, há história e há dados por trás disso tudo. instagram.com/reels/DT3eDsuk…

O faturamento com exportações de produtos relacionados à pecuária de corte atingiu US$21,1 bilhões em 2025, superando em 34% o total registrado em 2024. É a maior marca já registrada, o que já havia sido destaque em dezembro, ainda faltando as estatísticas do último mês. As carnes representaram 85,15% do faturamento, sendo que o complexo couro (5,32%) e gado em pé (4,96%) ocuparam a segunda e terceira posição no ranking do faturamento. O complexo couro, por sua vez, é o único item que registrou queda nas exportações quando comparado ao ano anterior.

O avanço tecnológico na pecuária de corte fez muito mais do que aumentar a produção — ele evitou o desmatamento.🌳🐂🌏 Em apenas 35 anos, a produção de carne bovina saltou de 3,5 milhões para cerca de 12 milhões de toneladas. Se esse crescimento tivesse ocorrido com a mesma tecnologia dos anos 1990, seriam necessários quase 400 milhões de hectares a mais de pastagens. 📈 Graças ao ganho de produtividade, essas áreas foram preservadas. Isso tem nome: efeito poupa-terra. Sustentabilidade é sinônimo de produtividade e tecnologia.

Exportações de carne bovina em novo patamar histórico O faturamento das exportações brasileiras de carne bovina alcançou US$ 17,94 bilhões em 2025, superando em US$ 4,98 bilhões o recorde anterior, registrado em 2022. Os dados confirmam não apenas o crescimento em volume, mas também a valorização da carne brasileira no mercado internacional — reflexo de competitividade, demanda externa firme e estratégia comercial bem posicionada. 👉 O Brasil segue sendo protagonista global no mercado de proteína animal.

Com os poucos dias úteis já corridos em 2026, nota-se uma leve queda de margens na atividade de recria e engorda, consequência da piora nas relações de troca. A tendência é que esse cenário permaneça durante o ano todo com a precificação dos animais de reposição aumentando em proporções maiores do que a precificação do boi gordo. Ainda assim, os resultados da atividade estão bem melhores do que o de anos anteriores, quando se considera os níveis mais altos de tecnologia. O mercado, portanto, continuará demandando bezerros e demais categorias para reposição. As atividades de cria e ciclo completo apontam melhora nos resultados nesse início de 2026. Fonte: Destaque do relatório “Preços e indicadores”, enviado aos clientes no dia 14/01/26



