Alex
2.6K posts

Alex
@SingrafoSP
psychosomatic, addict, insane
























Dois casos de intolerância contra judeus são registrados no Rio durante o Pessach dlvr.it/TRt1nq









@ogavelar @papini_antonio Eu chego a ficar tocado com o romantismo dos advogados em acreditar que vamos conseguir ler notas de rodapé nas petições.




A querida com 34 anos de empresa foi demitida e sabe o que é o pior? Nos Estados Unidos não existe FGTS e nem multa de 40% não existe sequer garantia de receber qualquer coisa na demissão depende muito da empresa e estado pois não é obrigatório. 34 anos e saindo de mãos abanando




BREAKING: The @US_FDA has approved orforglipron (Foundayo; @EliLillyandCo) for adults with #obesity or overweight with weight-related medical problems, making orforglipron the first GLP-1 pill for weight loss without food or water restrictions. Details ➡️ hubs.li/Q049k1xL0


SOFRI RACISMO DE TURISTAS ISRAELENSES EM JERICOACOARA. Eu estava com a minha mãe em uma viagem para Jericoacoara. Infelizmente, Jericoacoara se tornou um destino muito frequentado por soldados israelenses, muitos deles recém-saídos do serviço militar. Pessoas que passaram três anos servindo em um exército envolvido em um genocídio e que frequentemente demonstram atitudes extremamente racistas contra árabes e outros povos. Muitos deles vêm ao Brasil depois desse período. Eu estava caminhando com uma keffyeh em uma das ruas de Jericoacoara quando comecei a ouvir risadas de um grupo de pessoas. Eram todas muito brancas, loiras, de olhos claros. Inicialmente até pensei que pudessem ser de algum país nórdico ou algo assim. Mas logo comecei a ouvir repetidamente a palavra “cuxi, cuxi, cuxi”. Percebi então que eles estavam falando em hebraico. Não é uma língua que eu falo, mas sei que israelenses brancos usam o termo “cuxi” de forma racista para se referir a pessoas negras. Nesse momento também notei um detalhe importante. Um deles estava usando uma camisa da IDF, as Forças de Defesa de Israel, do mesmo tipo que viralizou tempos atrás em fotos de Jeffrey Epstein. Era um grupo de quatro pessoas, três homens e uma mulher, todos aparentemente na idade de quem acabou de sair do serviço militar. Diante daquilo, eu me aproximei e perguntei em inglês se eles tinham algum problema comigo. Foi então que eles passaram a falar diretamente em inglês, para que eu entendesse. E começaram a repetir várias vezes: “monkey, monkey, monkey, n*gger..." Eu fiquei em choque. Eu estava justamente voltando da praia para a pousada para encontrar minha mãe, que estava por perto. Minha mãe é uma mulher negra de pele ainda mais escura que a minha. O fato de eu estar com ela naquela viagem fez com que eu não quisesse criar uma situação de confronto naquele momento. Ela já é uma mulher idosa e eu não queria expô-la a um barraco ou a qualquer tipo de risco. Mas aquele episódio ficou marcado para mim. A partir dali eu comecei a pensar em tudo o que já ouvi e presenciei em relatos sobre soldados israelenses. Tenho amigos que estavam na flotilha e que foram torturados. Conheço mulheres que participaram da flotilha e que passaram por situações de abuso sexual nas mãos de soldados israelenses. Conheço pessoas com asma que relataram soldados quebrando a bombinha de remédio na frente delas, deliberadamente. E agora eu estava diante de pessoas assim. Soldados, todos muito jovens, claramente na faixa de idade de quem acabou de servir. Mesmo sabendo que não se pode generalizar todos os israelenses, e que existem pessoas que se recusam a servir no exército ou a participar do genocídio, eu infelizmente percebi algo que muitos também relatam: grande parte dos israelenses que vêm para destinos turísticos como Jericoacoara são justamente soldados recém-saídos do serviço militar e reproduzem aqui o que fazem contra palestinos. Essa foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. Depois disso eu tomei as medidas cabíveis que infelizmente não deram em nada. Eles tem salvo-conduto para praticar crimes. Mas pretendo fazer um vídeo relatando essa violência que sofri. Porque as ofensas foram ainda piores do que aquilo que eu mencionei aqui. Houve comentários terríveis, pessoas apontando para o meu cabelo, CUSPIDAS, gestos e zombarias que revelavam um racismo explícito. Naquele momento eu pude ver com os meus próprios olhos a perversidade de um soldado israelense. E fiquei pensando: se eles foram capazes de fazer isso comigo, no meu próprio país, me chamando de macaco, imagina o que não fazem com palestinos sob ocupação. Imagina o que não fazem com palestinos nas prisões, onde tantos relatos de tortura vêm à tona. Isso é assustador. Mas, ao mesmo tempo, infelizmente acabou confirmando tudo aquilo que eu já pensava sobre o sionismo.






