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🗣️ATENÇÃO | OUTRO BANCO, OUTRO ESCÂNDALO: A CRISE NA ONCOLÍNICAS
A Oncoclínicas, uma das maiores redes especializadas em tratamento oncológico do país, virou o centro de uma nova crise acionária e regulatória após questionamentos sobre a forma como foi estruturado o controle da companhia no período do IPO.
Pavinatto revela que a discussão gira em torno de uma possível omissão de informações relevantes ao mercado, a atuação do Goldman Sachs, a participação do fundo Centaurus Capital e o efeito de uma cláusula estatutária que poderia ter acionado uma oferta pública de aquisição, a chamada OPA.
A controvérsia ganhou força quando acionistas minoritários passaram a sustentar que, à época da oferta inicial de ações, o prospecto não teria refletido adequadamente a composição acionária da empresa. O ponto mais sensível, foi a movimentação ocorrida em março de 2025, quando o Goldman Sachs teria reduzido sua participação para menos de 5% após vender cerca de 16% da empresa ao fundo americano Centaurus Capital, ligado ao investidor John Arnold.
A operação teria produzido um efeito decisivo: a Centaurus passaria a concentrar cerca de 32% da Oncoclínicas, em um momento em que a companhia já enfrentava piora financeira, endividamento elevado, dificuldade de geração de caixa e perdas associadas ao colapso do Banco Master. A partir daí, a acusação apresentada por minoritários seria a de que o mercado não teria sido devidamente informado sobre a existência de um acionista relevante acima do limite previsto no estatuto.
A empresa, teria em seu estatuto uma cláusula de poison pill, mecanismo conhecido no mercado como “pílula de veneno”. Essa regra exigiria que qualquer investidor que ultrapassasse 15% das ações lançasse uma OPA para comprar a participação dos demais acionistas em condições específicas. O argumento dos minoritários é que, se a Centaurus já tinha ou passou a ter essa fatia relevante sem a comunicação adequada, eles teriam sido privados do direito de vender suas ações em uma condição vantajosa.
A Associação dos Minoritários levou o caso à Justiça de Nova York e também pressionou a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, no Brasil, para apurar eventual omissão de informações relevantes ao mercado. A suspeita é de que o Goldman Sachs, ao estruturar e depois sair do capital, teria deixado os minoritários sem a proteção econômica prevista no estatuto.
Pavinatto descreve essa dinâmica como se o banco tivesse captado recursos dos investidores, mantido a companhia em operação enquanto ela dava retorno e, depois, abandonado os minoritários justamente quando a situação passou a se deteriorar. Na leitura apresentada por ele, essa omissão teria retirado dos acionistas uma vantagem econômica que poderia somar cerca de US$ 1 bilhão.
Outro eixo bombástico sobre o caso é a atuação do ex-presidente da CVM Otávio Yasbeck, apontado como parecerista contratado em favor do Goldman Sachs por meio do escritório Matos Filho. Pavinatto afirma que pareceres favoráveis ao banco foram encaminhados à CVM, onde o caso teria ficado parado desde abril de 2025.
Pavinatto sustenta que o papel de um parecerista deve ser técnico e independente, sem servir como instrumento de blindagem artificial ou “lavagem jurídica” de uma operação potencialmente irregular. Na linha argumentativa, o problema não estaria apenas na existência do parecer, mas na alegação de que ele teria sido usado para sustentar uma defesa em um cenário de conflito de interesse e possível favorecimento de uma das partes.
Pavinatto menciona uma mensagem explosiva atribuída ao parecerista, enviada a uma advogada do escritório Matos Filho, sugerindo que, se o caso fosse levado à CGU, fosse mantido contato próximo com um ministro. Essa mensagem teria sido capturada por print e publicada por engano em stories do WhatsApp pela advogada Maria Guido.
Esse episódio reforça a suspeita de que o parecerista da CVM não atuava apenas como consultor jurídico, mas como alguém inserido na articulação política e institucional do caso. Para Pavinatto, o episódio evidenciaria uma tentativa de manter a discussão em ambientes de influência, ampliando a desconfiança sobre a independência dos procedimentos.
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