Paulo Brito@PauloFBS
🚨 | FALTA DE TATO: Fluminense e Martinelli "MATAM" primogênito do jogador
Descuido assustou os tricolores nas redes sociais
Post novo, reclamação velha. Em mais um ato de negligência, a comunicação do Fluminense repete erros do passado. A bola da vez foi a homenagem à chegada do filho do volante Martinelli. Depois de 11 dias do nascimento, o clube repostou uma foto do jogador com sua esposa e primogênito após o parto, porém em preto e branco. Automaticamente, diversos tricolores ficaram preocupados.
O erro do Fluminense está na escolha do signo visual e no descolamento entre forma e contexto. Na linguagem da imagem, o preto e branco carrega um repertório simbólico historicamente associado à memória, nostalgia e, sobretudo, ao luto. Em ambientes digitais, onde a leitura é rápida e majoritariamente imagética, esse código é ativado quase automaticamente pelo público. Ou seja, antes mesmo da legenda cumprir seu papel informativo, a imagem já induz uma interpretação emocional equivocada.
A velha máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras foi totalmente ignorada. Na era daqueles que lêem o título de uma matéria ou reportagem e já pressupõe o que é o conteúdo da notícia, deveria existir ainda mais cuidado com as fotos ou artes postadas dentro das páginas oficiais de um clube do tamanho do Fluminense.
Do ponto de vista técnico, houve uma falha de alinhamento entre intenção comunicacional e percepção do receptor. A comunicação institucional precisa considerar não apenas o conteúdo, mas também os gatilhos semióticos que a estética utilizada provoca. Ao republicar a foto 11 dias depois, o clube perde o álibi do “calor do momento” e expõe um problema de curadoria e revisão: faltou um filtro crítico capaz de antecipar ruídos e ambiguidades, especialmente em um contexto sensível como o nascimento de um filho. Todos esses passos são chefiados há sete anos pela mesma pessoa: Ronaldo França, braço direito do diretor-geral Mário Bittencourt.
Esse tipo de erro poderia ser evitado com processos simples: validação prévia de peças com foco em leitura simbólica, padronização de diretrizes visuais para diferentes tipos de anúncio (nascimento, luto, celebração) e, principalmente, uma cultura de revisão multidisciplinar - não apenas estética, mas também semiótica e contextual.
Comunicação eficiente não é só informar, é garantir que a mensagem seja compreendida como foi pensada.
📸 | Reprodução Instagram