Amigos do cheech
10K posts









Mudei pra Alemanha numa situação muito similar. Completamente sozinho, morando num Airbnb, que era uma kitnet em cima de uma cafeteria. E detalhe, mudei de apartamento 4 vezes em 3 meses, até chegar no meu lar. Total reclamando de barriga cheia, tenho noção disso e nem tô reclamando, faz parte dessa oportunidade foda que eu tive. Só que essa sensação de não pertencimento é tensa. Sair na rua e não conhecer ninguém, não ter ninguém pra sair pra tomar uma, pra jantar junto. As primeiras duas/três semanas teve dias horríveis nesse sentido. Só que dei muita sorte, além de encontrar pessoas incríveis nos jogos (várias vezes entrevistei torcedores nos estádios e depois do jogo me convidaram pro rolê deles - até me deram carona de volta pra casa -), também tô numa cidade com muitos brasileiros. Encontrei dois grupos diferentes por conta de esportes diferentes. No meu grupo do futebol fiz o meu melhor amigo aqui, que logo no primeiro dia que nos conhecemos me deu a bicicleta dele de presente, pra me ajudar na locomoção na cidade, me convidou pra ir tomar uma na casa dele, onde conheci a esposa e as filhas e depois me chamou pro aniversário de um amigo - agora em comum nosso - que era um churras totalmente brasileiro, num espaço que todo o grupo ajuda a manter só pra fazer uma resenha. E digo sem medo que isso foi a coisa mais importante na minha adaptação aqui.




#ProfissãoRepórter de hoje sobre o aumento da fome no Brasil. Uma das histórias destaca fila para obtenção de gordura e ossos doados por um açougue. Hoje, 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil, um patamar similar ao verificado nos anos 1990






















