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Bolsa Família: combate à pobreza não precisa limitar
emprego e desenvolvimento econômico.
Quando nasceu, em 2003, o Bolsa Família era um programa que tinha o mérito de permitir que muita gente que vivia em condições miseráveis pudesse ter uma vida muito melhor. Mas ele já nasceu com um pecado original: o fato de que as pessoas entram no Bolsa Família, mas não saem. Isso leva à acomodação.
Quando o valor era baixo, como na origem do programa, o impacto disso era negligenciável, porque pouca gente optava por não trabalhar já que não dava para viver apenas do Bolsa Família. De lá para cá, várias coisas aconteceram.
A primeira delas: o número de pessoas no Bolsa Família, no governo Lula 3, aumentou substancialmente, de 14 para 21 milhões de pessoas.
A segunda: no governo Bolsonaro houve um aumento de quase dez vezes no valor do benefício por conta da pandemia, aumento que nunca foi retirado, nem no governo Bolsonaro nem no governo Lula.
Com um valor muito mais alto e com a expansão de vários outros programas sociais, como o BPC, o Minha Casa, Minha Vida e vários outros, criou-se uma situação em que muita gente recebe benefícios altos o suficiente para optar por não trabalhar.
O efeito é negativo para as contas públicas, para todos que pagam impostos e também para o próprio beneficiário, que se acomoda e permanece em uma situação apenas um pouco melhor do que a pobreza extrema, mas longe do verdadeiro desenvolvimento que o trabalho poderia proporcionar.
Em resumo, o Brasil precisa de programas sociais, mas de bons programas sociais. Infelizmente, essa não é a realidade brasileira e não há foco para que isso mude. Mas isso precisa mudar. Para dar um exemplo: só o Bolsa Família, sem contar o BPC e todos os outros, gasta o dobro do que seria necessário para erradicar a pobreza no Brasil. Por que isso acontece? Porque há gente recebendo o benefício sem precisar e gente que precisaria e não recebe.
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