Bruna
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Hoje eu fui demitida de novo. Demorei anos pra nomear o que me frustrava no trabalho. Não era a carga. Não era o salário. Era a sensação de passar o dia inteiro operando no raso enquanto os problemas reais ficavam sem discussão. Eu entrava numa empresa com capacidade de analisar cenários, conectar áreas, construir estratégia. E terminava o mês respondendo formulário, ajustando planilha e apagando incêndio que existia porque ninguém queria sentar pra resolver a causa. O discurso era sempre bonito: autonomia, visão estratégica, protagonismo. A prática era urgência constante, escopo confuso e reunião pra marcar reunião. Aprendi que existe uma distância enorme entre o que empresa diz valorizar e o que ela realmente recompensa. E que essa distância não é acidente, é estrutura. Hoje tenho uma visão menos idealizada do mercado. Crescimento profissional não depende só de competência. Depende de contexto, liderança, cultura e do alinhamento entre discurso e prática. Isso não é vitimismo. É observação de quem passou por ecommerce, educação, saúde, serviços e tech, em posições de liderança e performance, e viu o mesmo padrão se repetir em empresas diferentes. Isso não é vitimismo. É observação de quem passou por ecommerce, educação, saúde, serviços e tech, em posições de liderança e performance, e viu o mesmo padrão se repetir em empresas diferentes. E de novo por ter tentado fazer exatamente o que me contrataram pra fazer. Então sim. Eu quero que todas as empresas pelas quais passei explodam e levem junto com elas o mercado de marketing. Dito isso, me deem dicas pra eu começar a estudar pra #concursopublico































