“Delight” para diálogo Kasper e João Rubens? O quê? 🤐 Meu Deus, a direção desse núcleo morreu mesmo com a saída da Naina. A música tem peso emocional. Você não coloca qualquer música em qualquer cena, e não banaliza uma música que tem um sentido emocional forte com outro casal. Parece que o novo diretor pensa: “Temos uma música “gay”, vamos colocar na cena dos gays.”
#loquinha#Tresgraças
Nem sei como comentar esse CASAMENTO LOQUINHA. Melhor vou me calar até amanhã para ver se encontro palavras adequadas.
Se não encontrar, já tenho uma desculpa: sou gringo e não entendo muito bem a cultura noveleira🤡
A construção delas é tão verdadeira que custa muito acreditar que esses personagens são fictícios. Existem só na tela e, daqui a alguns dias, vão existir só nos acervos digitais. Eu acho que é exatamente esse poder da dramaturgia e do cinema que me fez, muitos anos atrás, me apaixonar e decidir virar diretor de cinema, apesar da minha classe social baixa, da cor da minha pele, da minha pertença à comunidade LGBT e da baixa autoestima. Mas, quando eu assistia filmes, eu virava outra pessoa. Tenho certeza de que, além de muitas meninas 🏳️🌈 que se viram representadas por Lorena e Eduarda, há também algum cineasta ou dramaturga que nasceu porque viu essa construção e se apaixonou pelo cinema. Parabéns às pessoas que construíram essa história com tanto amor. E obrigada, Alanis e @gabimedvedovsky Gabi, pela representação 🙏🙏🙏
#loquinha#Tresgraças
Sobre Loquinha e o Male gaze na direção
#loquinha#Tresgraças #analises
Eu acho que encontrei finalmente como descrever o que senti com as cenas de Loquinha desde que a Naina deixou de dirigir. “Censura”, “incômodo” ou “mau encadeamento” não são as palavras mais adequadas. Na verdade, é algo que pode ser descrito como MALE GAZE ( olhar masculino).
A Naina tinha uma sensibilidade sáfica na forma como mostrava a beleza das meninas. Ela incentivava o toque físico, construía o casal através de uma sensibilidade feminina, com muito afeto, gestos, beijos. Agora tudo acabo abruptamente.
Muitas vezes achamos que o male gaze está só na objetificação das mulheres, mas ele também aparece na negação da existência delas, no foco nos homens e nas vivências deles (olha como, em Vileo, só o Léo anda em destaque ultimamente).
Essa indiferença em relação às vivências femininas se sente nas cenas.
Não precisa para o Globo censurar explicitamente, não é preciso um decreto dizendo “a partir de agora, censuramos Loquinha”. Basta colocar um diretor homem cis hetero que não enxerga a beleza de um relacionamento sáfico. E pronto.
Ele não vai incentivar essas trocas de carinho porque não vê o valor nisso, e a direção fica mais técnica, mais fria.
É isso que, pra mim, está acontecendo. Essa é a minha leitura, de fora e muito longe do set, baseada no encadeamento e nessa sensação de frieza que agora sentimos nas cenas que antes eram muito mais quentes.
Male gaze é real. E por isso histórias sáficas precisam ser contadas por mulheres sáficas, ou pelo menos por pessoas da comunidade 🏳️🌈 🏳️⚧️ que tenham vivências e socialização feminina