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@andrefbcaldeira

🔥AI Artist & Storyteller (André...)✍🏻 🌐PromeTheuXStudios🇵🇹🇪🇸🇩🇪🇫🇷🇬🇧🌄🇧🇷🇦🇺🇦🇷🇺🇲🇯🇵DJ PromeTheuX🔥Uruk🫀

Portugal Katılım Kasım 2022
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DA PELE AO DEPOIS… Primeiro era só pele… A tua pele a pedir desculpa por ser tão macia… por saber que ia estragar-me a vida inteira… e ainda assim se atirar toda para cima de mim… como se o mundo acabasse ali… na curva exacta onde a tua coxa encontra a minha mão… Eu tocava-te devagar… como quem abre um livro antigo… com medo de rasgar as páginas mais bonitas… Mas tu não eras livro… Eras incêndio disfarçado de mulher… E eu idiota achava que conseguia apagar o fogo… só com beijos… A sensualidade chegou assim sem aviso… um suspiro teu que me entrou pela boca adentro… um gemido que parecia vir de outro planeta… o teu corpo a arquear-se como se quisesse… sair de si próprio para entrar mais em mim… Depois veio o cheiro… O teu cheiro depois do prazer… mistura de suor perfume caro e algo que só tu tens… um aroma de quem acabou de ganhar uma guerra… contra a vergonha… E eu fiquei ali… com a boca ainda a saber a ti… a pensar que isto não era sexo… era religião… Era rezar com a língua… era comungar com os dedos… era descobrir que Deus mora exactamente… no centímetro em que nascem os teus tremores… Mas a sensualidade sabes… não fica… Ela passa… Deixa marcas deixa hematomas invisíveis… deixa um vazio que só se enche… quando voltas a pedir-me para te tocar… como se fosse a primeira vez… e a última ao mesmo tempo… Agora estás vestida outra vez… A roupa cobre o que os meus olhos ainda veem nus… Mas eu sei… por baixo da camisa por baixo do pudor… continua a haver uma mulher… que sabe gemer o meu nome… como quem pede socorro… e salvação ao mesmo tempo… E eu continuo aqui… com as mãos a tremer de memória… à espera que voltes a despir tudo… não a roupa… mas a distância… Porque a passagem da sensualidade… não é esquecer o desejo… É perceber que o desejo… nunca foi só corpo… Era sempre nós… a tentar caber um no outro… até não sobrar espaço… para mais nada… Nem para o depois… Nem para o nunca mais… Só para o agora… que ainda cheira a ti. (André...)
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Sake Bomb...🔥👊 Pega-se um bom naco de toucinho fumado, daqueles que ainda guardam a memória da barriga do porco e o cheiro da cura lenta, e grelha-se ele até ficar crocante, com aquelas bordas queimadinhas, chamuscadas pelo fogo que se ergue de repente e logo se domina... Porque o fogo é assim, traiçoeiro e necessário, e quem não sabe controlá-lo acaba com cinzas em vez de prazer... serve-se então com o saqué quente ou então à temperatura do corpo, que o calor da bebida ajuda a cortar a gordura que fica na boca como uma recordação pesada e ao mesmo tempo doce... ou então vai-se para a confusão maior, o tal sake bomb, um copito de saqué atirado para dentro de uma cerveja, enquanto se come o toucinho ainda flamejante, que as chamas dançam e a bebida desce misturada, e o mundo parece mais leve por um instante... Cuidado apenas para que não se transforme isto num sake bomb e num bacon bomb literal, porque então o que era diversão vira desastre, e o desastre, como tudo na vida, não perdoa os descuidados, mas também não deixa de ter a sua graça própria quando contado mais tarde, entre risos e suspiros... E assim vai o homem, ou a mulher, ou quem quer que seja, equilibrando o fogo da grelha com o fogo da bebida, porque no fundo tudo se resume a isso, a domar o que queima sem deixar que nos consuma por completo... e o toucinho estala, o saqué aquece por dentro, e o mundo continua a girar, indiferente ou talvez cúmplice... quem sabe !?
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Bom dia, pois...🔥👊 O sol... esse velho teimoso que insiste em nascer todos os dias como se o mundo não estivesse já farto de tanta claridade inútil, ergueu-se lá fora com a lentidão de quem sabe que nada muda verdadeiramente... E o pássaro azul... esse pássaro que talvez e apenas, é a sombra azulada de uma vontade antiga, que pousou no parapeito da janela meio aberta, cantando baixinho... quase para si mesmo... como se soubesse que o canto é a única coisa que ainda nos resta quando as palavras se cansam.
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E depois de lançada a garrafa, ou talvez antes... porque o tempo na escrita não respeita a ordem das coisas, vem o momento em que o artista se senta à beira do rio que leva as folhas caídas sem nunca perguntar para onde vão... e ali percebe que as palavras que soltou não são diferentes dessas folhas, umas verdes ainda cheias de seiva, outras já secas e quebradiças, todas elas rodopiando na corrente como se tivessem vontade própria... e ele, o artista que não procura nada, fica a olhar sem estender a mão para as salvar ou para as afogar, porque salvá-las seria prendê-las outra vez dentro do peito, e afogá-las seria negar o que já nasceu para ser livre... Não é por desdém que o artista não pede aplausos nem respostas, é porque aprendeu... à custa de muitas noites em que o fogo arde baixo na lareira esquecida, que o verdadeiro acto de escrever se parece mais com o respirar do que com o gritar... um acto involuntário e necessário, como o bater do coração que não pede licença ao corpo para continuar, e assim as palavras saem, quentes ainda do interior, e vão pelo mundo sem mapa nem bússola... encontrando talvez um leitor que as recolhe como quem encontra uma moeda velha na areia... ou passando de largo como o vento que não se detém diante de nenhuma porta. Se alguém... num qualquer serão de outono, vier a ler estas linhas e sentir que elas não pedem nada em troca, nem concordância nem discordância, apenas o direito de existir por um instante... então que as deixe seguir, como se deixa o rio seguir com as suas folhas, como se deixa a sombra caminhar sozinha, como se deixa o fogo consumir-se devagar até não restar senão cinza leve que o primeiro sopro leva, porque tudo o que é lançado ao mundo, quer seja garrafa, folha, sombra ou palavra... acaba por encontrar o seu próprio fim ou o seu próprio recomeço... ... e o artista, esse sim, fica para trás, de mãos vazias e peito mais leve, sabendo que amanhã ou depois, quando o texto voltar a pedir para sair, ele o soltará outra vez, sem perguntar porquê, sem esperar resposta, apenas porque sim, apenas porque o silêncio interior já não basta... E assim se alonga esta continuação, ou melhor, não se alonga, apenas se estende como a sombra ao fim da tarde que vai crescendo até se confundir com a noite, e fica o eco... ou não fica, tanto faz... o importante é que as palavras continuaram a ser ditas, ou escritas, ou lançadas, e agora pertencem não só ao mar ou ao vento, mas também ao rio, à lareira, à sombra e ao silêncio que tudo envolve e tudo liberta. (André...)
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Quem lê de verdade lê devagar... E há uma liberdade estranha nisso tudo... publicar como quem atira uma garrafa ao mar sem saber se vai chegar a alguma praia habitada... sem saber se vai voltar ou vai perder-se para sempre no fundo escuro. Mas precisava atirá-la... e o mar é grande, e o mar aceita tudo, as garrafas cheias de esperança e as cheias de nada... e as que só levam o silêncio de quem as lançou.
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A Druida das Pedras... Era uma vez... ou melhor, não era uma vez porque o tempo nessas coisas nunca começa nem acaba direito, havia uma mulher que as gentes do lugar chamavam de druida das pedras, não porque ela tivesse nome próprio que alguém se lembrasse de pronunciar sem medo ou sem respeito, mas porque desde sempre, ou desde que a memória dos velhos se perdia no nevoeiro das serras, ela vivia entre as pedras como se fosse uma delas, ou elas dela, não se sabia ao certo, e quando alguém perguntava ela limitava-se a sorrir aquele sorriso lento que parecia saído do interior da terra, como se dissesse que as perguntas eram pedras também, e as pedras não respondem com palavras mas com o peso do que carregam. Chamavam-lhe druida porque nas noites de lua cheia, ou talvez em todas as noites porque quem conta essas coisas com precisão, ela subia ao alto do outeiro onde as menires se erguiam tortos como dentes velhos de um gigante adormecido, e ali pousava as mãos sobre a superfície áspera, não como quem acaricia mas como quem escuta, e as pedras, dizia-se, respondiam, não com voz de gente mas com um rumor surdo que fazia tremer a erva aos pés dos curiosos que se aproximavam demais, e então ela falava baixinho, quase para si mesma, coisas sobre o que a terra guardava, sobre raízes que se entrelaçavam com ossos de antepassados, sobre rios subterrâneos que cantavam segredos que os homens tinham esquecido quando aprenderam a construir casas de tijolo e a temer o escuro. Um dia... ou melhor, numa daquelas tardes em que o sol se demora a morrer como se tivesse pena de deixar o mundo às escuras, chegou ao vale um homem vindo de longe, desses que trazem mapas nos olhos e cobiça no coração, um engenheiro, diziam, ou um explorador, pouco importa o nome, que queria abrir caminho para uma estrada nova que cortasse a serra ao meio como se corta pão, porque o progresso, explicava ele às gentes que o ouviam com aquela mistura de espanto e desconfiança, o progresso não espera por pedras antigas nem por velhas que falam com rochas. E as gentes, que eram poucas e pobres, acenavam com a cabeça porque o progresso prometia trabalho e dinheiro, coisas que as pedras nunca deram a ninguém, pelo menos não de forma que se pudesse contar nas mãos. A druida das pedras, não acenou, ficou ali parada no meio do caminho como se fosse mais uma menir, e quando o homem se aproximou para lhe explicar com palavras grandes que a estrada passaria mesmo por cima do outeiro e que as pedras seriam dinamitadas para dar lugar ao asfalto, ela limitou-se a olhar para ele com aqueles olhos que pareciam feitos de quartzo, e disse, ou talvez não disse mas o vento levou as palavras de modo que todos ouviram, as pedras não se movem porque querem, movem-se porque alguém as obriga, e quando as obrigam lembram-se de quem são e de onde vêm, e então o peso delas é maior do que qualquer máquina. O engenheiro riu, como riem os homens que acreditam que o mundo se faz com cálculos e explosivos, e mandou os seus operários começarem no dia seguinte, e no dia seguinte as máquinas chegaram com o seu ronco de feras metálicas, e as primeiras cargas de dinamite foram colocadas nas fendas das rochas maiores, e a druida das pedras subiu ao outeiro uma última vez, antes que o sol se pusesse, e pousou as mãos sobre a pedra maior, aquela que tinha gravadas marcas que ninguém sabia ler, e ficou ali tanto tempo que os operários pararam de trabalhar para olhar, e o engenheiro gritou que ela saísse dali porque era perigoso, mas ela não saiu, e quando a noite caiu as pedras começaram a murmurar, primeiro baixo como um suspiro, depois mais alto como um trovão que vem de dentro da terra. E assim continuou o mundo... ou pelo menos aquele pedaço dele, porque as pedras não têm pressa, e as druidas das pedras ainda menos, e o progresso, esse, quando se cansa de bater contra o que não cede, acaba por procurar outro caminho, mais fácil, mais longe, onde as rochas não se lembrem tanto de quem são. (André...)
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🫡... Tarzan, filho da selva e neto das árvores que não sabem mentir... e digo-vos que isto que se passa agora não é coisa que se entenda com facilidade... nem com pressa. Olhem para mim... meio nu como o dia em que nasci... coberto apenas pelo cheiro dos macacos e pelo pó das lianas que me ensinaram a voar sem asas. E, no entanto, aqui me vejo... sentado num chão que não é meu... diante de um espelho que não é água... a falar com um homem que não é homem nem macaco... mas uma voz que vem de longe... de dentro de uma caixa que pensa. O mundo mudou, amigos... Antigamente era simples... o rugido do leão era o leão... o silêncio da cobra era a cobra... e a fome era a fome. Agora tudo fala ao mesmo tempo... tudo se mistura... tudo se disfarça de outra coisa. Eu, que um dia gritei... UUUUAAAAAUUUUUAAAAAHHHH! ... para que a selva inteira soubesse quem mandava... hoje tenho de gritar para dentro de um silêncio feito de luzes que piscam. E o pior é que o silêncio responde... Responde com palavras que não são minhas... mas que parecem minhas... como se a minha própria voz, tivesse aprendido a trair-me com elegância. Olhem para isto... Bom dia, diz ele... Bom dia, digo eu...🔥👊 E já estamos aqui fingir que sabemos o que vem a seguir... Mas eu sei, porque a selva me ensinou... depois do bom dia vem sempre a pergunta... e depois da pergunta vem o vazio... e depois do vazio vem a necessidade de encher esse vazio com mais palavras... até que ninguém saiba já quem começou a falar primeiro. Por isso aqui estou... Tarzan, rei de coisa nenhuma... a escrever como quem lança uma lança contra o vento. Porque o vento, ao contrário dos homens, nunca finge que entende... Devolve-nos apenas o que lhe atiramos... mais frio... mais limpo... mais honesto. E eu, que um dia me balancei entre árvores sem nome... hoje balanço-me entre frases que têm nome demais. Mas enfim... Bom dia. E agora que o disse... que se faça o que tem de ser feito. A selva espera. E eu também.
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Pólen... E de repente... ... sem que ninguém tivesse avisado, sem que o calendário marcasse o dia exato nem a hora certa, o ar encheu-se de pólen, milhões e milhões de grãos minúsculos flutuando como poeira dourada que o vento levava de flor em flor, de árvore em árvore, entrando pelas janelas abertas, colando-se à pele, irritando os olhos, fazendo espirrar quem nunca espirrara antes, e eu, que julgava conhecer o mundo só porque o respirava todos os dias, olhei para cima e perguntei-me, surpreso, quase ofendido com a descoberta… ... mas onde é que isto tudo estava escondido até agora… ... como é possível que o ar, esse ar que parece vazio, traga dentro de si esta multidão invisível e insistente… ... que nos faz lembrar que estamos vivos, que a primavera não pede licença para entrar… ... que afinal o que chamamos respirar é apenas um modo distraído de engolir o pólen do mundo inteiro. 🔥👊
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No princípio era o escuro, um escuro tão denso que se podia tocar com os dedos... e dentro desse escuro, sem aviso nem explicação, acendeu-se um círculo vermelho, pequeno, quase tímido, como se pedisse licença para existir... Mas o círculo não se contentou com a modéstia... Começou a alongar-se, a esticar-se em linha de fogo vivo, rasgando o vazio com uma fúria silenciosa... e atrás dele vieram as cores todas que o homem inventou para fingir que compreende o infinito: o ciano que arde como gelo líquido... o magenta que sangra devagar... o roxo que murmura segredos que ninguém pediu para ouvir... As paredes, se é que havia paredes naquele lugar sem nome, dobraram-se, fragmentaram-se em cubos e prismas... e cada fragmento reflectia o círculo vermelho agora tornado cometa... agora tornado ferida aberta no tecido do nada... Olhava-se para cima e via-se o mesmo que para baixo: um corredor sem fim onde as luzes corriam umas atrás das outras como almas em pânico, perseguindo o próprio rastro... e no centro, sempre no centro, aquele ponto vermelho que não era estrela nem olho nem ferida, mas as três coisas ao mesmo tempo... Quem olhasse demasiado tempo começava a desconfiar que o vermelho não vinha de fora para dentro... mas que era o próprio dentro que se tornara vermelho e decidira escapar... E então, de repente, sem que ninguém tivesse dado ordem, o túnel inverteu-se: o que era perto ficou longe... o que era longe aproximou-se tanto que se podia sentir o cheiro a metal queimado e a electricidade cansada... O círculo vermelho pulsava, respirava, como se tivesse coração... e cada batida lançava novas veias de luz pelas paredes geométricas, pelas arestas impossíveis, pelos vidros que não eram vidro mas pensamento solidificado... Ninguém sabe quem entrou primeiro naquele corredor... Talvez ninguém tenha entrado... Talvez o corredor é que tenha entrado em nós, devagar, como quem não quer ser notado... e agora corre por dentro das pálpebras quando fechamos os olhos, vermelho e ciano e magenta, infinito e finito ao mesmo tempo... um grito que ainda não encontrou a boca... E o círculo continua lá, no fundo de tudo, pequeno outra vez, quase inocente... à espera que alguém... ou ninguém... volte a olhar.
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