Astuto, o Libertario
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Astuto, o Libertario
@austutoraposa
Austo o suficiente para não ser Web Comunista, defensor do Novo e puta do MBL(Omissão).


Complicada a situação do Eduardo… intercept.com.br/2026/05/15/edu…






Quão canalha vc precisa ser para querer prender o Olavo de Carvalho?









Durante anos tentaram resumir Carlos Bolsonaro @CarlosBolsonaro a um meme político, a um personagem de rede social, a uma caricatura criada pela histeria da imprensa e pela necessidade permanente que o sistema possui de fabricar inimigos convenientes. Era mais confortável transformar um vereador em lenda urbana digital do que olhar friamente para os registros oficiais da própria Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Porque quando se abandona o grito militante e se abre os arquivos institucionais, aparece algo que muitos prefeririam esconder: uma trajetória política contínua, ideologicamente coerente e profundamente conectada às guerras culturais e estruturais que moldaram o Brasil nas últimas duas décadas. Enquanto boa parte da velha política atravessava partidos como atravessa corredores de aeroporto, trocando discurso conforme a conveniência do mercado, Carlos manteve uma linha reconhecível desde o início dos anos 2000. Segurança pública, combate ao avanço ideológico dentro das instituições, defesa da liberdade de expressão, enfrentamento ao autoritarismo estatal, valorização das forças policiais, crítica à burocracia sufocante e resistência à engenharia social travestida de virtude. Gostem ou não, existe coerência histórica. E coerência é algo raro numa República construída sobre alianças descartáveis. A imagem do “vereador irrelevante” entra em colapso quando confrontada com os próprios números oficiais. Décadas de mandato. Participação em dezenas de legislações aprovadas. Projetos que anteciparam discussões nacionais anos antes de virarem pauta pública. O caso mais emblemático talvez seja o Escola Sem Partido. Antes de o tema explodir nacionalmente, antes da guerra aberta sobre doutrinação ideológica nas escolas, o debate já estava sendo travado dentro da Câmara do Rio. Na época, tratar disso era quase um sacrilégio institucional. Hoje virou um dos temas centrais da disputa cultural brasileira. O mesmo ocorreu na segurança pública. Durante anos setores da elite política e acadêmica trataram o cidadão comum como suspeito permanente, enquanto criminosos eram romantizados como “vítimas sociais”. Carlos Bolsonaro caminhou na direção oposta. Defendeu armamento, endurecimento contra o crime, fortalecimento das forças de segurança e políticas de ordem urbana quando isso ainda produzia linchamento midiático automático. O tempo passou. A violência explodiu. E o discurso que antes era ridicularizado começou a ganhar adesão popular justamente porque a realidade esmagou a fantasia ideológica. Existe também um ponto pouco discutido: a transformação da política em guerra informacional. Carlos talvez tenha sido um dos primeiros políticos brasileiros a compreender que a disputa contemporânea não aconteceria apenas dentro de plenários ou programas eleitorais, mas principalmente dentro das redes, da narrativa e da percepção coletiva. Enquanto muitos políticos ainda dependiam de jornais impressos e marqueteiros tradicionais, ele já entendia o poder da comunicação direta, da linguagem digital e da quebra do monopólio narrativo da mídia tradicional. Isso ajudou a redefinir completamente o jogo político brasileiro. E talvez seja exatamente por isso que sua figura desperte reações tão extremas. Carlos Bolsonaro não representa apenas um vereador do Rio. Para adversários, ele simboliza a ruptura de um modelo antigo de controle político e comunicacional. Representa a política que saiu dos corredores institucionais blindados e entrou brutalmente na arena digital. Representa a geração que entendeu que narrativa também é poder. E, acima de tudo, representa a recusa em aceitar silenciosamente a hegemonia cultural construída ao longo de décadas. Há ainda uma dimensão simbólica maior. O período Bolsonaro @jairbolsonaro não foi apenas um governo. Foi uma colisão entre dois projetos de país. De um lado, um modelo tecnocrático, centralizador, globalizado e dependente de estruturas burocráticas cada vez maiores. Do outro, uma reação baseada em soberania, conservadorismo, liberdade econômica, identidade nacional e enfrentamento ao establishment político-midiático. Carlos Bolsonaro esteve no centro desse processo desde antes de 2018. Não como espectador, mas como operador político, articulador narrativo e símbolo permanente dessa resistência cultural. Por isso o esforço incessante para reduzi-lo a caricatura. Porque sistemas políticos não temem personagens folclóricos. Temem figuras coerentes. Temem quem permanece décadas defendendo as mesmas pautas enquanto o restante muda conforme a direção do vento. Temem quem entende comunicação. Temem quem rompe o filtro institucional. E principalmente: temem quem consegue transformar guerra cultural em mobilização popular real. No fim, independentemente da posição ideológica de cada um, os registros permanecem. As leis permanecem. Os projetos permanecem. Os discursos permanecem. A trajetória permanece. E talvez esse seja o verdadeiro incômodo para muitos: descobrir que por trás da caricatura construída durante anos existia, desde o começo, um projeto político muito mais profundo, estratégico e duradouro do que estavam dispostos a admitir. Santa Catarina Merece Carlos como Senador.













