Barelli

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@bfbarelli

Dad. Lawyer. Soccer lover and Palmeiras fan. Gamer. Movie addicted. True/Neutral.

Brazil Katılım Temmuz 2009
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Barelli@bfbarelli·
。 o ○ ╭◜◝ ͡ ◜ ͡ ◜◝ ◜ ͡ ◝ ╮ ( Taça da liberta ) ( Com gol do Breno ) ╰◟◞ ͜ ◟◞◟◞ ͜ ◟◞ ͜ ╯ Via @JogueinaSEP
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FLAMENGUISTA CHATO 🖤❤ 💚💓 💜💛 🏆🥇
@EstagiarioVasco Cara, a comemoração com dedo pedindo silêncio é o de menos . Ele pisou no escudo E pela 2° vez pelo galo ele fez a msm coisa .. antes de chegar no escudo ele ainda dá uma olhada .. quer respeito, tem que respeitar .. imagina um jogador do Flamengo pisando no escudo do Vasco 🤷🏻‍♂️
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✠Estagiário do VASCO✠
✠Estagiário do VASCO✠@EstagiarioVasco·
🚨 👀 EXPÔS A HIPOCRISIA 🚨 Após o comentarista da SporTV, Mansur, classificar a comemoração do Paulinho como “provocação barata à torcida do Flamengo”, o ex-jogador do Vasco, Ramon Motta, rebateu: “Eu sou radicalmente contra a violência, mas daqui a pouco o jogador vai ter que fazer gol e pedir desculpa... Quantas vezes o Bruno Henrique já fez gol e fez o chororô para a torcida do Botafogo?... O Gabigol hoje fez o mesmo para a torcida do Grêmio. Mas quando é a favor, a torcida (do Flamengo) gosta!”
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SE Palmeiras
SE Palmeiras@Palmeiras·
A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro. Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição. O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira. Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão. Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional.
SE Palmeiras tweet media
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Barelli
Barelli@bfbarelli·
@marcelofeil_ Do meu ponto de vista, acho que a conversa é sempre válida. Não me parece um bom recurso persuasivo começar a conversa que o interlocutor só pode ser burro ou mau caráter.
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Marcelo Feil 🐆
Marcelo Feil 🐆@marcelofeil_·
@bfbarelli E qual seria a terceira opção possível para apoiar um político do centrão, corrupto, vagabundo, que faz alianças com o PT para impedir combates à corrupção e não luta por uma única pauta de direita?
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Marcelo Feil 🐆
Marcelo Feil 🐆@marcelofeil_·
Se você apoia Flávio Bolsonaro, existe apenas duas alternativas para você: Ou você é extremamente burro Ou você é um mau caráter, uma cadela do sistema tanto quanto o Flávio Não existe uma terceira opção.
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Central do Fla
Central do Fla@CentralFlaNacao·
Números de Arrascaeta em 2026 (até aqui) 🔴⚫️ ⚔️ 17 jogos (13 titular) ⚽️ 6 gols 🅰️ 2 assistências 👟 8 participações em gols (!) 🔑 40 passes decisivos (!) 🆚 20 desarmes 📊 @SofascoreBR 📸 Adriano Fontes/Flamengo
Central do Fla tweet mediaCentral do Fla tweet media
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Barelli
Barelli@bfbarelli·
@DonaLuciaHexa Os jogadores mais importantes das suas respectivas seleções. E o Vini Jr.
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Dona Lúcia
Dona Lúcia@DonaLuciaHexa·
Essa campanha da Lego é SIMPLESMENTE SURREAL!
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PRESEPADAS da SEP - #ForaAbel
PRESEPADAS da SEP - #ForaAbel@presepadasdasep·
Flamengo atual campeão da liberta e Brasileirão > demitiu o técnico vencedor > ganhou estadual > tratou como taça de pré-temporada > foca nos grandes torneios Palmeiras após 2 anos sem ganhar nada > Comemora vice > Comemora tranquilidade > Comemora permanência de técnico e...
PRESEPADAS da SEP - #ForaAbel tweet media
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Grok
Grok@grok·
@meuOVOx @JoaquinTeixeira Os anúncios do vídeo são de ~1998, salário mínimo R$ 130. Sorvete saía por uns R$ 3,95 (como no ad). Em 2026, salário mínimo é R$ 1.621. Picolé/sorvete simples hoje: R$ 4-7. Poder de compra: em 1998 dava ~33 unidades; hoje ~230-400. Dá pra comprar bem mais sorvete agora.
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Joaquin Teixeira
Joaquin Teixeira@JoaquinTeixeira·
Preços na ditadura do Bozo... mas ele falava palavrão e se babava comendo farofa.
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Sam
Sam@SamAquino000·
@bfbarelli @GhostJacobs Digo com tranquilidade que é a melhor série de drama que a HBO fez pós Succession Não é The Last Of Us, The White Lotus ou House Of The Dragon, é essa
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Barelli
Barelli@bfbarelli·
@Maranhaorodrigo @GhostJacobs Ele foi bem em um episódio de uma série que durou quase una década. Pessoalmente, eu nao achava ele bom ator até Industry - que, realmente, ele tá bem demais...
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Barelli
Barelli@bfbarelli·
@arielsis O ideal seria um crossover Shonen Jump
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Ariel Combo
Ariel Combo@arielsis·
É muito bizarro não ter mais jogos de anime com essa qualidade. Dragon Ball FighterZ é absurdo!! Só tem muita coisa quebrada hahaha! Joguei muito em live. Qual anime você gostaria de ver assim? Pra mim é Naruto ou One Piece.
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Palmeiras da Depressão
Palmeiras da Depressão@deprepalmeiras·
ALERTA DE FOFURA! 🚨 No gol do Flaco López, o Luighi chutou uma bola na torcida e acertou o rosto de um corintiano.
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Barelli
Barelli@bfbarelli·
CARALHO
E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?@AQUELECARA

Falar de Fausto Fanti é puxar uma cadeira de plástico num festival de heavy metal da minha cidade. É pegar uma breja e entender, ali no meio do caos, que a genialidade às vezes vem vestida de peruca barata, inglês macarrônico e uma certeza absoluta de que o tosco pode ser uma obra-prima. É uma memória reverente, é celebração com o amplificador no talo, do tipo que começa rindo alto porque foi assim que ele ensinou a gente a lembrar dele. É o ruído da guitarra sendo plugada no amplificador, aquele chiado incômodo que dá até um arrepio estranho, mas que entrega prazer imediato a quem sabe exatamente o que vem depois. Fausto saiu de Petrópolis, no Rio de Janeiro, com uma câmera doméstica, um bando de amigos e um ouvido absoluto para o ridículo. Junto do irmão e da turma, começou a gravar esquetes do mesmo jeito que a gente montava banda na garagem de casa, sem pretensão de fama, só pela urgência de fazer. Era o fim dos anos 90, VHS na mão, tecnologia como brinquedo novo e a sensação de que qualquer ideia podia virar coisa se alguém apertasse o rec. A geração seguinte jamais vai entender direito esse momento, porque já nasceu colada no celular. Aquilo era um upgrade mental. Uma linguagem sendo testada na marra. Mesmo no caos, havia método. Mesmo na bagunça, havia rigor. A precariedade que poderia soar como descuido era, na verdade, estratégica. Quando uma fita de demonstração caiu nas mãos da MTV Brasil em 1999, entrou no ar um humor que transformava o orçamento curto em linguagem boa de se assistir. A internet ainda nem tinha chegado direito nas nossas mãos, mas já estava sendo pensada. Surgia, então, na história da cultura brasileira, Hermes e Renato. Aquilo não era um programa, era um acidente. Fausto operava ali como um maestro do descontrole, desses que entram em cena sem partitura visível, mas sabem exatamente quando o trombone vai errar de propósito. Ele escrevia, dirigia, editava e atuava com a tranquilidade inquietante de quem dominava o caos. O segredo estava no exagero, mas sobretudo no olhar. Fausto entendia o ridículo de um jeito cru, quase clínico. Bastava enquadrar direito e deixar a realidade se denunciar sozinha. Os quadros funcionavam porque tratavam o absurdo com uma serenidade invencível. Documentários falsos narrados como se fossem National Geographic, programas policiais conduzidos com a gravidade de um julgamento final, novelas melodramáticas empilhando tragédia sobre tragédia até o drama perder qualquer resquício de dignidade e virar caricatura pura. Era simples e, por isso mesmo, genial. Charlinho, aquele menino que só queria estudar, talvez seja a memória afetiva imediata de toda uma geração. Um garoto esmagado por desgraças sucessivas, sempre apresentado com a solenidade típica dos programas dominicais que transformavam sofrimento em espetáculo. A cada tentativa de chegar à escola, uma nova tragédia surgia. Era acidente, era abandono, era miséria encenada com trilha emocional. Fausto escancarava ali a pornografia emocional da televisão brasileira. Não precisava sublinhar nada. Bastava exagerar o suficiente para que o formato se entregasse. A tragédia era tanta que virava piada, e era exatamente isso que a gente assistia, semana após semana, como se fosse normal romantizar a pobreza e vender dor de forma palatável para o horário do almoço. Era magnífico. O mesmo método reaparecia nos falsos documentários sobre povos inventados, rituais inexistentes e figuras inesquecíveis como o Bozo de Pirituba, sempre tratado com uma narração grave, respeitosa, quase científica. Ele surgia como um palhaço decadente e, ao mesmo tempo, perigosíssimo, analisado com a mesma seriedade reservada a grandes ameaças sociais. A câmera nunca ria. A narração nunca piscava. O humor nascia exatamente desse compromisso solene com o absurdo, dessa decisão estética de tratar o ridículo como se fosse matéria de estudo sério. Hoje podem chamar isso de esvaziamento de causa. Ali, naquele ponto da história, Fausto estava sendo mais do que cirúrgico. Estava sendo letal. E havia também os personagens que pareciam nascer prontos porque já moravam no cotidiano. Lembra do Joselito? Um sem-noção profissional, incapaz de perceber limites sociais. Um espelho cruel de tão exagerado e tão reconhecível. Todo mundo já cruzou com um Joselito na vida, alguém que fala demais, invade demais, destrói qualquer situação por absoluta incapacidade de leitura do ambiente. O riso vinha menos da piada e mais do constrangimento que ele causava. Era observação social em estado bruto. Padre Quemedo entrava por outra fresta. Corpo em cena, grito, gesto, fisicalidade quase cartunesca. A paródia do tele-evangelismo ganhava potência porque não atacava a fé, atacava o espetáculo. O sermão virava performance, o dogma virava bordão, a histeria televisiva era devolvida com a mesma intensidade, só que sem o verniz da vida real. Nada ali era improvisado, embora parecesse. Cada explosão tinha tempo, cada silêncio tinha função. Assistir dava a sensação de improviso absoluto, e talvez seja isso que mais espante quando se olha de perto. E quando parecia que o programa já tinha explorado todas as bordas possíveis, vinha o Tela Class. Talvez o ápice técnico de tudo aquilo. Era tosco, era ruim, era genial. Filmes obscuros de kung fu, ação e porradaria setentista, aqueles que a gente assistia porque não havia outra escolha, eram completamente reescritos na dublagem. As imagens estrangeiras viravam histórias suburbanas, cheias de gírias, conflitos banais e lógica de esquina. Havia piada, mas havia algo maior. Apropriação antes do termo existir. Fausto pegava algo alheio, desmontava, remontava e devolvia como produto íntimo, reconhecível, quase doméstico. A gente ria porque parecia conversa ouvida no ônibus, só que embalada por golpes voadores e trilha épica. Tudo obedecia ao mesmo princípio. Observar, exagerar com método e confiar no espectador. Hermes e Renato não explicava nada. Apenas entregava. Quem entendia, entendia. Quem não entendia, ria mesmo assim. Esse talvez seja o maior sinal da genialidade do Fausto. Ele nunca pediu permissão para rir daquilo que estava diante de todo mundo. Apenas enquadrou, ligou a câmera e deixou o Brasil se reconhecer na própria caricatura. Quando Fausto resolveu olhar para o heavy metal, foi exatamente de fora. Aquele olhar enviesado, com riso torto de quem aponta o dedo. Mas foi também de dentro, com o mesmo olhar que ele sempre teve para tudo no mundo, carinho total, respeito nenhum. O Massacration nasce como piada, mas nasce já entendendo tudo. O couro, a pose, o ego inflado até o épico, o inglês torto e rocambólico, a mitologia improvisada, a seriedade levada muito além do razoável. Nada ali era distante. Era íntimo demais para virar deboche raso. Era código interno. Piada contada entre iniciados. Heavy metal sempre foi isso também, exagero levado a sério até virar religião. Fausto entendeu isso cedo. O metal vive nessa linha finíssima entre o épico e o ridículo e, em vez de fugir dela, ele escancarou. Transformou o clichê em método. O inglês macarrônico era mais do que erro, era idioma oficial. Metal Is The Law não era piada. Era lema. Quem cresce ouvindo metal sabe, a música faz crescer cabelo no peito, mas também cria um pacto de pertencimento. O Massacration falava essa língua com fluência. E falava cantando. Metal Is The Law, Evil Papagali, The Kids Feel Easter. As crianças sentem a Páscoa. Isso é maravilhoso. Canções que parecem só zoeira até você perceber que o riff funciona, o refrão gruda e o público canta junto com a mesma convicção com que canta qualquer hino sério do gênero. Era impossível separar onde terminava a zoeira e começava a devoção. Isso não foi acidente. Isso é técnica. Entendimento profundo da estrutura do metal, do riff quadrado, da letra épica, da repetição hipnótica. A graça vinha porque funcionava. Se não funcionasse, não teria graça nenhuma. O que ninguém previa era o efeito colateral. O que começou como zoeira de garagem virou uma piada que deu certo demais. Teve disco lançado, show lotado, público cantando e metaleiro sério balançando a cabeça sem saber se ria ou se batia mais forte. Aí os deuses começaram a se aproximar. O Angra entra na brincadeira sem concessão e com reconhecimento explícito. Andre Matos, conhecido por rigor técnico quase religioso, sobe ao palco e canta sobre frango frito com a mesma solenidade, técnica e potência vocal com que cantava dragões, reis e batalhas mitológicas. Aquilo foi mais do que participação especial. Foi o metal dizendo, sem rodeio, que eles sabiam exatamente o que estavam fazendo. Edu Falaschi, vocalista que assumiu o Angra após a saída do Andre, entra no mesmo espírito. As rivalidades de fã-clube evaporam quando a comédia passa a ditar o ritmo. O Massacration consegue algo raríssimo, unir os metalheiros fundamentalistas. Aquela galera que discute subgênero como se fosse seita. E isso só funciona porque a piada vinha de quem viveu aquilo. De quem decorou encarte, gastou fita, brigou por subgênero, encheu o colete jeans de patch mal costurado, tomou chuva em festival e discutiu solo de guitarra como se fosse tese acadêmica, geralmente com um copo duvidoso de 51 na mão. Não havia desprezo ali. Havia intimidade. Intimidade demais. Então vem o selo definitivo. O Sepultura. A banda tratada como instituição, como coisa séria demais para brincar. Andreas Kisser, padrinho declarado do Massacration, entra de vez na engrenagem, grava, toca, legitima em estúdio aquilo que já era evidente no palco. É o metal brasileiro dizendo por dentro que aquilo não era piada vazia, era linguagem. Derrick Green aparece nos encontros ao vivo, nas interações, no choque visual e sonoro que só o palco permite. Quando o gutural encontra o grito agudo do Detonator diante do público, qualquer dúvida morre ali. Não era concessão. Era encontro. Underground e mainstream se olhando sem hierarquia. O Massacration deixa de ser banda de piada e vira entidade cultural. Uma piada que cresceu demais, ganhou músculo e passou a ocupar espaço demais para ser ignorada. Tudo isso obedecia ao mesmo princípio que movia Hermes e Renato desde o início. Observar, exagerar com método e confiar no público. Fausto nunca explicou a piada. Confiava que quem precisava entender, entenderia. Quem não entendesse ainda assim sentiria alguma coisa. O metal ali não era ridicularizado. Era revelado. O exagero expunha a engrenagem e o riso vinha porque a gente se reconhecia naqueles excessos. E aqui o tempo pede uma pausa curta, extremamente desconfortável. Porque depois de tudo isso, depois de tanta inteligência, de tanto riso, de tanta leitura afiada do mundo, de tanta genialidade aplicada ao detalhe mais tosco da vida, vem a pergunta inevitável. Dá pra acreditar que um cara desses tirou a própria vida? Pois é. A partir daqui, essa história muda de tom. Não por drama. Por necessidade. Em 2014, aos 35 anos, Fausto tirou a própria vida. Naquele tempo, a depressão ainda não era conversa corrente. Faltava linguagem, faltava escuta e, principalmente, faltava cuidado. O mundo exigia genialidade, entrega total, riso constante. Pouca gente perguntava como estava a cabeça de quem fazia tudo isso funcionar. E talvez por isso seja tão difícil acreditar. Porque, quando alguém ri desse jeito, a gente aprende a achar que está tudo bem. Mas não estava. E quase nunca está quando a gente não sabe o que procurar. Pessoas como Fausto sentem demais para criar do jeito que criam. Observam de longe, acumulam em silêncio, transformam tudo em linguagem. São atentos ao mundo, mas nem sempre encontram alguém atento a eles. Às vezes, o pedido de ajuda não vem em forma de choro, vem disfarçado de piada boa demais, de trabalho demais, de presença intensa demais. E se a gente não aprende a olhar com cuidado, passa direto. Hoje a conversa é outra. Ainda insuficiente, mas outra. A gente começou a entender que cuidar da cabeça precisa ter o mesmo peso que cuidar do corpo. Que não é fraqueza pedir ajuda. Que genialidade nenhuma deveria custar a própria vida. Que estar atento às pessoas ao nosso redor não é favor, é responsabilidade afetiva. É perceber quem está sempre fazendo os outros rirem e, em algum momento, perguntar se está tudo bem de verdade. Isso não diminui a obra de Fausto. Amplia o entendimento do homem. Humaniza. Aproxima. O legado permanece inteiro. Hermes e Renato seguem como referência. O Massacration continua arrastando multidões. Fausto não deixou monumento. Deixou método. Deixou olhar. Deixou arte. Deixou um jeito de viver e de enxergar o mundo. E talvez seja isso que fique. Ligar o amplificador, aceitar o chiado inicial, aquele incômodo que arrepia, e sorrir. Porque quem entende esse som já sabe exatamente o que vem depois.

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Barelli
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@augustodeAB Geralmente o primeiro episódio é marromenos pra estabelecer a premissa, como em tods as outras temporadas. Calma...
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Augusto de Arruda Botelho
Augusto de Arruda Botelho@augustodeAB·
O último capítulo da terceira temporada foi quase uma obra prima. O primeiro do quarta temporada uma catástrofe. Industry, não vacila, fazendo um favor.
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Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
Ninguém perguntou, mas estar em São Paulo após passar boa parte do ano em Brasília me fez querer compartilhar algumas impressões sobre a capital do país. (Disclaimer: Isso não tem nada a ver com o povo trabalhador que mora no DF, é sobre o Plano Piloto e observar o poder de perto) 1-) Ficar muito tempo em Brasília te aparta da realidade: É uma cidade planejada, onde você não tem medo de usar o celular na rua e da qual os bairros pobres ficam longe. Isso tem uma consequência prática: muitos políticos, servidores públicos e até jornalistas que passam muito tempo em Brasília perdem a noção do Brasil real, que não é aquele quadrado no Centro Oeste. 2-) Os “cafés” e “almoços” (esse tópico me irrita bastante): A maioria das decisões tomadas em Brasília, que afetam a vida de milhões de pessoas, não são tomadas a olhos vistos. Acontecem nos cafés, restaurantes, casas de deputados, ministros, juízes. Você se depara com essas coisas o tempo todo. Até mesmo apuração jornalística as vezes tem que passar pelo crivo do cafézinho. Admiro muito os setoristas de Congresso pela paciência. 3-) Vai ter gente chamando de ‘papo woke’, mas é só a realidade: O comportamento de certos deputados (vários, tá?) com as mulheres, especialmente as jornalistas, é um negócio perturbador. Na real, o termo correto é “nojento” mesmo. Mesmo quando não é um assédio de fato, são os olhares, a postura, o falar perto demais sem necessidade. Me incomoda só de ver, imagina quem é submetido a isso. Em diversas situações, eu discretamente tive que intervir. 4-) A burocracia: Tudo em Brasília é mais lento do que precisava ser. Se eu contar pra vocês certos procedimentos de credenciamento, certas regras absolutamente sem sentido em vigor, vai parecer piada. É uma mentalidade, inclusive, que se alastra além dos prédios públicos. Eu, paulista, elétrico no trabalho, precisando ser rápido e eficiente e tendo que lidar com burocracia e lentidão porque “sempre foi assim” é uma tortura. E outros que vêm de fora sentem o mesmo. 5-) Descolamento das pautas prioritárias do país: Num dia específico, a direita estava pedindo anistia, a esquerda focada na quebradeira no 8/1 de quase três anos atrás, o Centrão passando alguma pauta de interesse próprio e eu produzindo um material sobre uma aposentada que sofreu descontos sucessivos no seu benefício do INSS de 1 salário mínimo. Ela era invisível. O assunto Farra do INSS ganhou atenção quando a gravidade das denúncias deixou impossível ignorar e quando não falar sobre isso fazia perder capital político. Aí a esquerda passou a culpar o Bolsonaro e a direita começou a culpar o Lula. É isso aí que eu vi em 2025. Desculpem desanimar vocês no ano novo, mas é tudo ineficiente, burocrático e, não raro, visa interesses nada republicanos. Bjs.
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