Big Bufa
4.9K posts

Big Bufa
@bigbufa
Founder & CEO | Right-wing European | Here for ideas, not approval



















Mercedes Um ano brutal, mas a marca não se deixou abater, mas levou “pancada” 2025 bateu forte na Mercedes Receita caiu 9,2% para 132,2 mil milhões de euros (vs. 145,6 mil milhões em 2024). EBIT afundou 57,2% para 5,8 mil milhões, ajustado em 8,2 mil milhões (-39,9%). Lucro líquido praticamente metade: 5,331 mil milhões (-48,8%), EPS a 5,34 € (era 10,19 €). Vendas totais rondaram os 2,16 milhões de veículos: carros -9,2% (1,801 milhões), vans -11% (359 mil). Na China, volumes premium caíram a pique e os preços foram esmagados pela concorrência local. O que pesou mesmo: Tarifas comerciais (EUA custaram cerca de 1,2 mil milhões só nos carros). Euro forte a estragar margens nas exportações. Guerra de preços na China, com novos players a dominar. Custos pesados na eletrificação, MB.OS e reestruturações (provisões de 1,6 mil milhões no Next Level Performance). Mas a Mercedes reagiu como devia ( este foi a nota digna de registo) Cortou custos em mais de 3,5 mil milhões só nos carros (eficiência em materiais, produção e despesas gerais). Mix Top-End subiu para 15% das vendas (G-Class +14%, premium a segurar o barco). Vans com RoS ajustado de 10,2% (acima da guidance, double-digit sólido). Financial Services com RoE ajustado 9,7%. Caixa livre industrial 5,4 mil milhões (respeitável apesar da queda de 40,8%). Liquidez líquida industrial reforçada para 32,2 mil milhões. Rácio de capital próprio melhorado para 35,6%. Aos acionistas não viraram as costas. Dividendos propostos 3,50 € por ação (menos que os 4,30 € de 2024, mas pagos na mesma). Buyback até 2 mil milhões (já executados ~300 milhões em 2025, resto em 2026). Retorno total ao acionista superior a 20% num ano destes – sinal forte de confiança. Perspetiva 2026 (guidance oficial) Receita ≈ igual a 2025. EBIT do grupo significativamente acima. Caixa livre industrial ligeiramente abaixo (por custos de reestruturação). Carros RoS ajustado 3–5%; Vans 8–10%. Mais de 40 novos modelos até 2027 (CLA elétrico com MB.OS, novo GLC, arquiteturas MMA e Van.EA). Foco em Top-End >15%, elétricos 21–23%, resiliência contra tarifas e geopolítica. 2025 foi um teste de fogo – lucros caíram a pique, doeu em todo o lado. Mas a Mercedes cortou onde doía, protegeu o caixa, manteve dividendos + buyback e acelera a ofensiva de produto como nunca. Sobreviveu com classe num ambiente de guerra total. 2026 melhora um pouco… se as tarifas não piorarem e a China não complicar mais.







Quando começam a "inventar" dá nisto...

















