
Bruno Alves
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Os cortes mais marcantes da história da seleção brasileira têm a ver com ativismo político, balada, desistência, brincadeira que terminou mal e até porta de banheiro. Não importa quem vá na lista final, parece que sempre fica alguém de fora, e a discussão é eterna: se ele estivesse lá, teria feito diferença? Em 1982, Reinaldo, um dos principais atacantes do Brasil, não foi chamado. O Brasil vivia ainda anos de ditadura, e sua proximidade com militantes de esquerda não era bem vista pelo técnico Telê. Em 1978, aliás, em plena ditadura argentina, ele havia celebrado seu gol contra a Suécia com o punho erguido, símbolo de resistência, contra recomendações de autoridades daqui e de lá. Será que sua presença teria mudado o desastre do Sarriá? Em 1986, Renato e Leandro saíram da concentração para curtir a noite belorizontina, antes de amistosos preparatórios para a Copa daquele ano. Chegaram tarde, depois das 23, como havia sido combinado com o técnico - o mesmo Telê de 4 anos antes. Leandro, que demonstrou se arrepender, pediu desculpas. Renato não. Quando a convocação chegou, Renato não estava, mas Leandro sim. No embarque pro México, porém, a amizade falou mais alto: o defensor desistiu de ir à Copa em solidariedade a Renato. Como se sabe, o Brasil também não trouxe aquele troféu para casa… Mas trouxe o tetra em 1994, com Romário como estrela da companhia. O Baixinho quase ficou ausente, mas convenceu Parreira justamente na última rodada das Eliminatórias, contra o Uruguai. E aí, em 1998, a decepção: Romário não jogaria a Copa seguinte. Lesionou-se nos treinos e foi cortado, embora garantisse que conseguiria se recuperar a tempo da Copa. Para o seu lugar, foi chamado um volante: Emerson. Romário não perdoou e, nas portas dos banheiros de sua casa noturna, Zagallo, o treinador, e Zico, o assistente, foram pintados de forma pouco elogiosa. O Brasil tampouco venceu aquela Copa. Já em 2002, algo curioso aconteceu antes do torneio: o mesmo Emerson se lesionou no treino antes do 1º jogo, quando brincava no gol, deslocando seu ombro. Foi cortado. A seleção venceu e Emerson, que era o capitão, perdeu a chance de erguer a taça. Mas, de novo, ao menos o Brasil venceu. Pra você, qual o corte mais marcante da história da seleção brasileira? E houve algum que poderia mudar os rumos e trazer mais uma estrela para o nosso país?




Vídeo do Jornal Nacional no dia da convocação de 2002 que acaba com o mito do Alex injustiçado. Ninguém do povo entrevistado lamentou a ausência dele e, na matéria sobre as ausências, foi destacado que ele “nunca repetiu na Seleção o desempenho que tinha no Palmeiras”.








































