
O primeiro corte de juros veio em um momento delicado, com um balanço de riscos desfavorável naquele momento. O IPCA já apresentava prints altistas vs expectativas, uma série de medidas de impulso fiscal em cenário eleitoral, resiliência do mercado de trabalho e forte elevação no preço do oil em meio à guerra no Oriente Médio.
O corte de 25 bps, em termos de impacto monetário, é irrelevante, mas mostrou-se inapropriado pelo sinal emitido de um início no movimento de redução. Além do mais, BCs relevantes no mundo já indicavam uma considerável mudança na trajetória da política monetária.
As expectativas de inflação para 2026 já estão entre 4,5% e 5,0%, bem fora da meta, infelizmente. Trecho abaixo do BTG.
Há muitas empresas grandes em situação financeira delicada, sim, porém o mandato do Copom é assegurar a estabilidade de preços, não jogar a boia para companhias ineficientes (operacionalmente falando) e/ou que assumiram riscos desproporcionais se alavancando.

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