Cassiano Brust
3.5K posts


@hoje_no Muito extenso, mas completo. Pede pra IA resumir e faz dois post, um completo e outro resumido.
Português

📰Boletim de Segurança — 7 de maio de 2026
Caros amigos, aqui vai o resumo das últimas 24 horas no front da guerra e da diplomacia, com os movimentos mais relevantes na Ucrânia, na crise do Estreito de Ormuz e no Oriente Médio.
▶️Ucrânia: cessar-fogo unilateral ignorado, drones miram Moscou
O cessar-fogo unilateral declarado por Kiev a partir da meia-noite de 6 de maio foi praticamente ignorado pelos russos. Segundo o governo ucraniano, as forças de Moscou violaram o silêncio proposto 1.820 vezes em um único dia. Os ataques russos das últimas 24 horas mataram pelo menos 26 civis e feriram 118 nas regiões de Sumy, Kharkiv, Donetsk e Zaporizhzhia. A defesa aérea ucraniana abateu 92 dos 102 drones lançados pela Rússia na madrugada.
No sentido inverso, drones ucranianos atingiram, na madrugada, o complexo logístico-militar de Nara-Fominsk, ao sudoeste de Moscou, um ataque que ocorre a poucos dias do desfile de 9 de maio, que já foi esvaziado pelo Kremlin: pela primeira vez desde 2008, a Praça Vermelha terá uma parada sem tanques, lançadores ou artilharia pesada, por temor de ataques de longo alcance.
O Ministério da Defesa russo subiu o tom e ameaçou um "ataque maciço de mísseis sobre o centro de Kiev" caso a Ucrânia tente perturbar as celebrações. Moscou chegou a recomendar que diplomatas estrangeiros deixem a capital ucraniana antes de sábado.
Zelensky, em discurso noturno, afirmou que o desfile da Vitória "depende de nós" e voltou a acusar Putin de só se importar com paradas. Nos bastidores diplomáticos, o secretário do Conselho de Segurança ucraniano, Rustem Umerov, deve viajar a Miami nesta semana para se encontrar com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff. As negociações continuam travadas no plano de 20 pontos, nas garantias de segurança e nas exigências territoriais russas.
▶️Irã e Estreito de Ormuz: trégua à beira da assinatura ou de novos bombardeios
A guerra que começou em 28 de fevereiro com a Operação Epic Fury entra numa fase decisiva. Trump suspendeu o Projeto Freedom, a operação para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, citando "grande progresso" nas negociações, mas manteve o bloqueio naval aos portos iranianos. Em postagem no Truth Social, o presidente americano usou a fórmula clássica do garrote: "Se concordarem, a Epic Fury chegará ao fim e o estreito será aberto a todos. Se não concordarem, o bombardeio recomeça, em nível muito maior do que antes."
O plano sobre a mesa, mediado pelo Paquistão, é uma carta de uma página: trégua imediata, prazo de 30 dias para resolver o programa nuclear, descongelamento de ativos iranianos e negociação sobre a segurança no estreito. Pelo acordo, Teerã enviaria todo seu estoque de urânio enriquecido aos EUA e desativaria as instalações subterrâneas. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, confirmou que a proposta está em análise e que a resposta será transmitida via Islamabad.
Apesar do tom otimista, o teatro de operações segue ativo. O CENTCOM informou que um caça americano disparou contra o leme de um petroleiro iraniano no Golfo de Omã que tentava furar o bloqueio. O comando da Marinha do CGRI emitiu nota dizendo que "o trânsito seguro pelo estreito será facilitado", sem detalhar os termos. Vinte e seis navios sul-coreanos seguem retidos.
▶️No tabuleiro diplomático, três movimentos chamaram atenção:
•Macron falou por telefone com o presidente iraniano Pezeshkian e cobrou a abertura imediata do estreito, defendendo a missão multinacional anglo-francesa de proteção à navegação. O porta-aviões Charles de Gaulle e seu grupo de escolta cruzaram o Canal de Suez nesta quarta rumo ao sul do Mar Vermelho.
•O ministro chinês Wang Yi recebeu seu colega iraniano Abbas Araghchi em Pequim e pediu um "cessar-fogo abrangente". Trump deve aterrissar na capital chinesa na semana que vem para a cúpula com Xi Jinping, uma reunião que ficaria muito desconfortável caso a guerra recomeçasse.
•O secretário do Tesouro Scott Bessent declarou à Fox que "a China pode fazer mais" para convencer o Irã, e a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rodgers, prometeu que os preços do combustível "vão despencar" assim que a Epic Fury terminar. O contexto é gritante: o galão de gasolina nos EUA está 50% mais caro do que antes do conflito, ultrapassando seis dólares em Los Angeles.
▶️Líbano: Israel quebra a trégua em Beirute
Pela primeira vez desde o cessar-fogo de 17 de abril, a Força Aérea de Israel atingiu os subúrbios ao sul de Beirute. O alvo foi o bairro de Haret Hreik, em Ghobeiri, e o objetivo declarado foi eliminar Malek Balou, comandante da Força Radwan do Hezbollah. Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz assumiram a ordem do ataque, afirmando que "nenhum terrorista tem imunidade".
O ataque expõe uma trégua já bastante esfarrapada. Israel tem mantido tropas em uma faixa de até 10 km dentro do Líbano, ao sul do Litani, e o Hezbollah voltou a lançar drones e mísseis antitanque contra os soldados israelenses. Nesta quarta, Tel Aviv ampliou as ordens de evacuação para 12 vilarejos libaneses, alguns ao norte do Litani, sinal de que o perímetro da operação israelense pode estar sendo estendido. O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam disse ser "prematuro" falar em encontro de alto nível com Israel, pedindo primeiro um calendário de retirada.
Vale o registro: o Exército de Israel abriu uma investigação sobre uma foto que circula nas redes mostrando um soldado profanando uma estátua da Virgem Maria em Debel, a segunda denúncia desse tipo na mesma cidade em pouco mais de um mês.
▶️Leituras rápidas para o dia
A janela de negociação com o Irã é real, mas extremamente estreita. Trump quer fechar o caso antes de aterrissar em Pequim para não chegar enfraquecido diante de Xi, e o Kremlin está mais preocupado em garantir que sua principal vitrine política (o desfile de 9 de maio) não vire um espetáculo de drones ucranianos. Em Beirute, Israel testa até onde a trégua aguenta enquanto a atenção de Washington está voltada ao Golfo. As próximas horas devem dizer se essas três frentes andam para a desescalada ou para um novo round.

Português

@RizzoMBL Ele não foi obrigado a fazer isso, ninguém o obrigou...para de choradeira.
Português

A falta de um jatinho não impediu este homem de rodar o país em sua pré-campanha. Ele fez questão de ir até a cidade com pior IDH do país, e também na cidade que está sendo engolida por buracos. Resultado: está há duas horas no pé de uma estrada aguardando um borracheiro resolver o terceiro pneu furado graças aos buracos de uma estrada no Maranhão.
Os marqueteiros dos outros pré-candidatos não acharam bom gastar tempo rodando o interior do Nordeste de carro. Mas a Missão é diferente. Tem algo diferente acontecendo.

Português
Cassiano Brust retweetledi

@NewsLiberdade O cara foi morrido pq envolvia a interpo, F d y e sya
Português

@Ideiasradicais O combustível dos navios de assalto anfíbios está guardado.
Português

Gostosinha a fila de posto de gasolina na China.
Não tem mais petróleo da Venezuela. Não tem mais do Irã. Reduziu o da Rússia.
Cabou o acesso da ditadura ao petróleo barato bancando outras ditaduras.
Mati Smith🇦🇷@Trumperizar
🚨🔥SE PUDRE TODO EN CHINA🇨🇳 Largas filas en China para cargar combustible porque temen un fuertisimo aumento de precios. Ya no pueden robarle petróleo a Venezuela ni a Irán, tendrán que pagarlo al precio que lo paga el mundo entero.
Português

@FredericoIngles Alkimim não foi la pro Ivan fazer cena pro PT?
Português


@PauloFilho_90 A ideia eh essa...por isso o aparato militar...somado aos aliados regionais.
Português

Trump, a meu ver, fez uma aposta muito alta, fruto de sua própria retórica: qualquer resultado desse conflito que não seja a queda do regime iraniano será considerado uma derrota. Não me parece que seja um objetivo muito fácil alcançar. Por isso mesmo, pode facilmente levar a uma escalada.
Português

🇮🇷 O Irã desenvolveu o conceito e a arma perfeita para enfrentar os EUA e Israel.
Trata-se do drone kamikaze Shahed-136, um UAV de ataque que custa apenas 20 mil dólares por unidade, projetado para ser lançado aos milhares em ataques de enxame e saturar as defesas inimigas.
Esse drone já se provou em combate, sendo amplamente utilizado pela Rússia, que inicialmente importou centenas de drones Shahed-136 do Irã. O armamento se provou tão eficiente que a Rússia licenciou a produção do drone, criando uma versão local que ficou conhecida como "Geran".
Nos campos de batalha da Ucrânia, o Geran/Shared-136 é lançado quase que diariamente contra alvos estratégicos ucranianos, conseguindo muitas vezes passar despercebido pelos radares e sistemas de defesa antiaérea, pois esse drone consegue voar baixo, o que dificulta sua detecção. Em ataques maiores, a Rússia lança dezenas ou até centenas de Geran de uma única vez, saturando completamente os sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia, abrindo grandes janelas de oportunidade para ataques de precisão de outros drones ou mísseis.
O maior trunfo do Shared-136 está na sua simplicidade e preço baixo, pois sua produção é extremamente simples, pois essas são suas características técnicas:
- Impulsionado pelo pequeno motor iraniano MD-550 de quatro cilindros e dois tempos, acoplado a uma hélice propulsora de duas pás montada na traseira.
- Velocidade de cruzeiro de 185 km/h e alcance de até 2.500 km na versão padrão ou 4.000 km na versão Shahed-136B.
- Pode voar a baixa altitude para desviar de radares, entre 60 e 4.000 metros.
- Orientação inercial corrigida por sistemas de satélite GNSS como GLONASS, BeiDou ou GPS, além de antenas anti-interferência e câmeras embutidas para a visão do operador humano.
- Pode carregar uma ogiva explosiva de 50 a 90 kg, que pode ser altamente explosiva, de fragmentação ou termobárica.
- Pesa de 200 a 240 kg, dependendo da configuração, com 3,5 metros de comprimento e uma envergadura de 2,5 metros.
O Shared-136 também foi projetado para ser à prova de sanções, já que boa parte dos seus componentes é de fabricação nacional iraniana, e o restante é facilmente encontrado em qualquer mercado de eletrônica, com os fornecedores chineses suprindo tranquilamente a demanda pelos componentes eletrônicos utilizados em sua fabricação.
Por sua tamanha eficiência e custo/benefício, o Shared-136 se tornou a ponta de lança do Irã para operações de ataques retaliatórios contra alvos dos EUA no Oriente Médio e Israel, em caso de guerra. O drone também já se provou amplamente em combate, tendo sido utilizado pelos Houthis do Iêmen já em 2019 para atacar instalações críticas da Arábia Saudita, como refinarias de petróleo e navios. Ele também foi utilizado na Síria e agora é uma das principais armas ofensivas da Rússia na Guerra da Ucrânia.
Os iranianos fizeram uma verdadeira revolução no conceito e aplicação prática no setor dos drones de ataque kamikaze.
Português

@jacksonhinkle Q bixo retardado. Apoiando a turma do cala boca.
Português

@robertbensonbr @PauloFilho_90 ele ja sabe a resposta... só tava brincando...quem o criticou tinha muito senso de humor.
Português

@PauloFilho_90 A câmera principal fica atrás do para-brisa, e ela precisa enxergar a estrada.
Os passageiros também precisam enxergar... Por uma questão de conforto.
E o motorista pode ser requisitado em algum momento, então é bom que o para-brisa esteja em condição de uso.
Português

@PauloFilho_90 Da pra botar esse cobertor curto entre aspas...já que estamos falando da maior marinha do mundo
Português

COBERTOR CURTO
A marinha americana resolveu não esperar o prazo de duas semanas necessário para que o porta-aviões USS George H. W. Bush estivesse pronto para ir ao Oriente Médio e decidiu enviar o porta-aviões Gerald Ford, que estava no Caribe, para se somar ao Abraham Lincoln na pressão militar sobre o Irã.
A escolha de um porta-aviões que já está cumprindo missão ininterruptamente desde 24 de junho do ano passado, ou seja, há 7 meses e meio, mostra que o "cobertor está curto".
Já é uma comissão significativamente maior do que o normal, e certamente levará a tripulação a um limite, especialmente se for envolvida em operações reais no Golfo Pérsico. nytimes.com/2026/02/12/us/…
Português

@PauloFilho_90 Meu Deus...ele fez até a rainha entrar pro exército.hehe
Português

A rainha Máxima, dos Países Baixos, alistou-se no Exército. A iniciativa ocorre no momento em que países de toda a Europa procuram fortalecer suas Forças Armadas e ampliar os efetivos. Aos 54 anos, a rainha decidiu alistar-se porque “a segurança não pode mais ser dada como garantida”, informou a Casa Real. oglobo.globo.com/mundo/noticia/…
Português























