Verdade seja dita@sejadita_verdad
É impressionante como a esquerda brasileira vive presa num estereótipo dos anos 80. Pra eles, todo empresário é rico feito Silvio Santos ou o velho da Havan, explorador de pobre sentado em cima de uma montanha de dinheiro.
A realidade é bem diferente: quem mais gera emprego neste país são as micro e pequenas empresas, gente comum, muitas vezes saindo da própria pobreza, que abre um negócio com muito suor, risco e pouco capital. Tem dono de padaria, de oficina, de salão de beleza ou de pequena fábrica que tira menos no final do mês do que vários funcionários da sua folha. Eles trabalham 12, 14 horas por dia, finais de semana, feriados, sem FGTS, sem 13º, sem estabilidade. São eles que sustentam a maior parte dos empregos formais e informais do Brasil.
Agora vem a redução da jornada de trabalho (ou qualquer outro custo trabalhista que sobe sem contrapartida de produtividade) e quem mais vai sangrar são exatamente essas empresas. Muitas simplesmente não vão conseguir segurar o aumento de custo e vão fechar as portas ou reduzir drasticamente contratações. O resultado? Menos vagas, mais informalidade, mais gente na rua pedindo emprego.
Isso não é teoria, já vimos exatamente o mesmo filme com a PEC das domésticas. A esquerda comemorou como uma grande vitória de direitos, equiparando a empregada doméstica aos demais trabalhadores. Na prática, o que aconteceu? Aumento forte de custos para as famílias (muitas delas de classe média baixa ou pobre), migração em massa para diaristas informais, queda na formalização, redução na contribuição previdenciária e, em vários estudos, aumento da informalidade e até estagnação ou piora nos rendimentos das próprias domésticas. Explodiu no colo das domésticas pobres, as mais vulneráveis Mas hoje o esquerdista finge demência total, como se o problema nunca tivesse existido ou fosse culpa do “capitalismo”.
As duas pautas são primas-irmãs, com boa intenção na teoria e desconhecimento absoluto da economia real na prática. Em ambos os casos, quem paga a conta são os mais frágeis, o pequeno empresário que mal se sustenta e a trabalhadora pobre que perde vaga formal ou vê o custo do emprego subir tanto que vira informalidade ou desemprego.
Mas pra militante de plantão, isso não importa. Porque na cabeça dele o “empresário” é sempre o milionário de iate, e a doméstica é só uma abstração política. Quando o pequeno empreendedor quebra ou a diarista fica sem direitos, vira só mais uma estatística que eles vão culpar no “sistema”, sem nunca admitir que foi a própria política deles que prejudicou quem estava tentando subir na vida.
Quem realmente gera emprego no Brasil não é a grande corporação nem o super rico. É o Zé da esquina que acorda cedo e arrisca tudo. E é exatamente esse Zé, e as trabalhadoras que dependem dele, que a esquerda insiste em tratar como vilão.
E por mim pode aprovar qualquer redução de escala. Pode ser até 4x3, pq ideia merda eu acredito que tem que se provar merda na prática, como aconteceu com a Pec das domésticas, quando muita doméstica petista tomou no 👌. Faz tempo que eu deixei de me preocupar com gente fodida que elege corrupto.