Biel
253 posts



O ÓBVIO PRECISA SER DITO EM VÁRIOS MOMENTOS
Por: Fabio Torres
Depois do afastamento de Pedrinho da presidência da SAF por decisão judicial, resolvi acompanhar a reação de várias pessoas. E um comentário, em especial, me chamou atenção.
Quero destacar a observação feita pelo @JoaoAlmirante2. Porque, neste momento, o óbvio realmente precisa ser dito.
“Toda vez que se falava de um encaminhamento da venda da SAF, eu pressupunha que isso incluía um acordo desenhado com a 777, sem o qual é impossível que seja feita qualquer venda, uma vez que o Vasco não tem as ações para vender.”
E a pergunta que fica é simples: como a venda estaria encaminhada se a situação envolvendo a 777 ainda não estava resolvida?
Queiramos ou não, a 777 segue sendo parte relevante dessa estrutura societária. Existe participação acionária, existe uma disputa em andamento e qualquer negociação naturalmente depende de um entendimento entre as partes envolvidas.
Pela própria decisão divulgada nesta terça-feira (23), fica evidente que não existia qualquer acordo consolidado neste momento.
Sem uma definição com a 777/A-CAP, a venda da SAF, ao que tudo indica, ainda estava distante de uma conclusão.
Outro ponto precisa ser debatido (apenas minha opinião. Não sei se o @JoaoAlmirante2 concorda)
As questões levantadas no documento judicial são extremamente sérias. Quem leu a decisão percebe que a juíza cita diversos pontos que, segundo o próprio documento, precisam ser apurados.
Tenho visto parte da torcida preferindo fechar os olhos para tudo isso simplesmente por apoiar a atual gestão ou por confiar cegamente em tudo o que vem sendo feito dentro do clube.
Mas os fatos apontados no processo não podem ser ignorados.
Entre os pontos que deverão ser investigados estão:
- Falta de envio de documentos sobre negociações envolvendo João Victor e Rayan ao Conselho Fiscal;
- Mais de R$ 100 milhões gastos em contratações, mesmo com a SAF em Recuperação Judicial e encerrando o exercício financeiro em cenário preocupante;
- As declarações públicas feitas por Jean David, que também foram mencionadas no documento judicial. Talvez parte da torcida não esteja dando o devido peso às falas justamente porque elas vieram de um jogador que teve passagem ruim pelo clube.
A pergunta é direta.
O torcedor realmente não quer que tudo seja devidamente investigado?
Independentemente de lado político, de apoio a gestão ou de qualquer preferência pessoal, o que deveria importar é o Vasco.
E, se em algum momento ficar comprovado que alguém causou prejuízo ao clube, essa pessoa precisa responder por isso
Português



