David Deccache

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@deccache

Doutor (UnB) e Mestre (UFF) em Economia. Diretor do IFFD. Coautor do livro Teoria Monetária Moderna. Opiniões aqui são pessoais.

Brasília Katılım Haziran 2019
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Sim, claro, antes da iFood não existia entregador na pizzaria do bairro. Além disso, o iFood inventou uma tecnologia chamada bicicleta, criada especialmente para ser usada em entregas. Agora, saindo da provocação e indo para o debate real: o Brasil sempre conviveu com uma economia de subsistência que usa uma enorme massa de trabalhadores abandonados pelo Estado, pessoas que se submetem a qualquer coisa porque a alternativa é a fome e a miséria. Hoje, são as plataformas que cumprem esse papel de exploração. O ponto é que não temos que tolerar mais isso. Temos que discutir como e onde gerar empregos com dignidade. Como o Estado pode atuar, seja como empregador direto, seja induzindo bons empregos. Alguém pode argumentar que o atual estágio da automação torna impossível gerar empregos para todos. No capitalismo, ao que tudo indica, sim. Na verdade, no capitalismo neoliberal sem freios, certamente. A questão é que o avanço da tecnologia não deveria ser tratado como sinônimo natural de desemprego. O desemprego não é uma lei da natureza. Não é inevitável. É uma invenção e uma necessidade do capitalismo, o primeiro sistema que produziu miséria em meio a uma enorme abundância e que usa a tecnologia criada pelos seres humanos para escravizá-los. Em um mundo minimamente digno, os ganhos de produtividade da automação, da inteligência artificial ou de qualquer nova tecnologia deveriam servir para reduzir fortemente a jornada de trabalho, garantindo mais tempo livre, mais direitos, mais qualidade de vida e mais possibilidade de viver. Mas, no nosso mundo, a tecnologia inventada pela classe trabalhadora não é usada para que ela tenha mais tempo para descansar, estudar, conversar, se divertir ou sonhar. É usada para explorar ainda mais a própria classe trabalhadora. A uberização da nossa classe trabalhadora deveria ser tratada com seriedade. Não como algo natural. Não como “alternativa ao desemprego”, como se o desemprego também fosse uma força da natureza. Deveria ser um dos eixos do debate eleitoral. Deveria ser. Mas, infelizmente, há uma interdição no debate econômico brasileiro. O pavor da extrema direita nos paralisou. Não conseguimos ver além do “neoliberalismo progressista” como alternativa à destruição fascista. Os grandes temas e desafios foram jogados para baixo do tapete. Só se discute qual será a próxima medida de ajuste fiscal, ou quando virá a redução da taxa de juros do Banco Central que fará a economia brasileira encontrar seu rumo. Aliás, é bizarro a esquerda achar que é a redução da Selic que desenvolve um país, em vez de tratar isso como uma condição necessária e absolutamente insuficiente. Mas vamos voltar ao tema. A questão é que enquanto esses debates de superfície hegemoniza o imaginário da esquerda, as classes dominantes moem o nosso povo. Somos um país dominado pelo agro, que quer que o mercado doméstico se foda, que o meio ambiente se foda, porque exporta soja para a China fazer ração para porcos. Tudo isso com destruição de territórios, muito dinheiro estatal e concentração brutal de renda. A grana da exploração vai para formar bancadas políticas que defendem a nossa dependência e subordinação com orgulho. Claro, o setor primário-exportador também tem as mineradoras, que arrancam nossas riquezas e destroem o meio ambiente, deixando a conta da destruição para o povo. Do outro lado, vistos como mais modernos e elegantes, sediados na potente São Paulo, estão os bancos, tomando o dinheiro da classe trabalhadora com as taxas de juros mais altas do planeta. Ou seja: de um lado, um setor primário-exportador que aparelha o Estado, concentra riqueza, não gera porra nenhuma de emprego decente e ainda deixa um passivo ambiental brutal para o povo pagar. De outro, um setor rentista que toma o pouco que os trabalhadores têm por meio de juros criminosos. Como gerar empregos bons para o nosso povo no meio disso tudo? Não tem como. Com essas duas frações dominantes organizando o país, sobra um bolsão de desesperados. E esse bolsão, em vez de ser tratado como um problema nacional gravíssimo, vira matéria-prima barata para as plataformas, que têm se tornado a terceira força dessa tríade da destruição. É assim que o Brasil se torna, ao mesmo tempo, paraíso do agro, dos rentistas e das empresas de aplicativo. Um país com gente demais precisando aceitar qualquer coisa para sobreviver. Não está tudo bem só porque o desemprego vem caindo desde 2021. Os empregos gerados são uma merda. O trabalhador ganha mal. Está endividado até o pescoço. Trabalha muito. Não tem tempo de viver. Não tem tempo de estudar. Aliás, estudar para quê, em um país que não tem muito a oferecer aos pobres além de uma CLT destruída pela já naturalizada contrarreforma de Temer em 2017 e uma vida esmagada pela escala 6x1? A pergunta correta não é o que essas pessoas fariam sem Uber, iFood ou 99. A pergunta correta é que tipo de país aceita que milhões de trabalhadores só tenham como horizonte pedalar, dirigir e se arriscar todos os dias sem direitos, sem proteção e sem futuro.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
E lá vamos nós para mais uma aposta... Olha, Tony, sinceramente, acho curioso esses conceitos aleatórios de calote, como o seu, que aparecem nos debates públicos. Mas apostaria fácil com você nos seus próprios termos do que significa calote. Antes, para ajudar as pessoas a entenderem melhor: na primeira camada, a do calote como risco do Estado não pagar dívida na própria moeda, parece que você e quase todo mundo já tem acordo, certo? Operacionalmente impossível o default involuntário. É meio óbvio, o mínimo do mínimo, mas é preciso dizer claramente para as pessoas. Aí entra a segunda camada, extremamente imprecisa: "calote via inflação". O que seria exatamente isso? Forçando muito, muito mesmo, seria tolerável assumir como a situação em que a inflação fica acima do rendimento nominal do título. Retorno real negativo. Mesmo aí o contrato é pago integralmente, em reais, então de inadimplência não tem nada, mas vá lá, aceito jogar no seu campo e topo essa definição. Só que veja o que a sua definição exige na prática. As LTNs hoje pagam por volta de 14% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses roda 4,6% e o Focus projeta algo como 4,9% para 2026. Ou seja, o seu "calote de fato vai ocorrer" precisa de uma inflação equivalente ao TRIPLO da corrente, patamar que o Brasil não vê desde 1995. É essa a sua projeção? Se for, ótimo: aposto com você, nos mesmos 5 pra 1, que a inflação dos próximos 12 meses não supera a taxa das LTNs vendidas hoje. Topa? E tem mais um detalhe. O seu calote inflacionário é impossível por construção na NTN-B, que paga IPCA mais juro real, e não funciona na LFT, já que a Selic acompanha a inflação, é a função de reação do próprio BC que você conhece bem. Sobra a fatia prefixada do estoque, e só até o vencimento. Então o "calote via inflação" se resume a isto: a possibilidade de uma fração da dívida ter, temporariamente, retorno real abaixo do esperado. Isso tem nome, e não é calote. É o risco que quem trava juro nominal aceita por escolha própria, num mercado em que o próprio Tesouro vende a proteção completa no mesmo balcão. Por fim, você poderia tornar ainda mais impreciso e freestyle o seu conceito de calote, falando que é quando o ganho vem abaixo do esperado para o investidor, ou que ele teve um custo de oportunidade ao pegar uma LTN em vez de ficar em LFT ou NTN-B. Mas aí, olha que loucura: teria que concluir que o cara que compra ações de uma empresa esperando um rendimento real de X em determinado prazo e ganhou menos que isso tomou calote. E olha que o caso da LTN é ainda pior para esse conceito: ali existe contrato, e ele é cumprido ao pé da letra. Na ação não há promessa nenhuma, e mesmo assim ninguém sai por aí chamando frustração de expectativa de calote.
Tony Volpon 🇧🇷 🇺🇸 ⬛️🟨⬜️@TonyVolpon

David, vc vai ganhar. O calote de fato vai occorer, mas será via inflação. Pode ficar apostando.

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David Deccache
David Deccache@deccache·
Alexandre, sinceramente, entendo que tem dois problemas graves aí, em duas camadas distintas. Na primeira, o que você até poderia chamar de calote, forçando muito, seria o caso extremo em que a inflação realizada supera o próprio juro nominal contratado na LTN, ou seja, retorno real negativo. Mesmo aí o título paga integralmente, em reais, tudo que prometeu, então tecnicamente não há inadimplência nenhuma. O que você está descrevendo é bem menos que isso que alguém forçando bastante poderia chamar de calote: é uma simples e corriqueira frustração de expectativa de ganho, custo de oportunidade de ter escolhido o prefixado em vez, por exemplo, da NTN-B com base numa aposta sobre inflação que não se concretizou. Recebeu menos do que esperava e do que a alternativa pagaria, mas NÃO deixou de receber nem teve retorno real negativo. Já na segunda camada, mesmo como frustração de expectativa, o benchmark que você colocou aqui no comentário está tecnicamente errado. O investidor não precifica a meta, precifica a expectativa de mercado, a inflação implícita na curva no momento da compra. A decisão dele é se a implícita vai cravar, ficar abaixo ou acima. Por isso inflação *consistentemente* acima da meta é justamente a que não corrói mais do que o esperado: a persistência é incorporada às expectativas, vira o esperado, e o comprador do prefixado é compensado ex-ante com taxa nominal mais alta. No Brasil isso é rotina, as implícitas rodam acima da meta há anos. E para fechar, existe, NTN-B, né? Um "calote" contra o qual o próprio emissor te vende proteção completa, no mesmo balcão, é calote? Quem escolhe o nominal está fazendo uma aposta sujeita a riscos. Só isso. Por fim, veja como esse seu conceito de calote, se expandido, poderia levar alguém mais apressado à conclusão que empresas, por exemplo, dão calotes quando alguém compra uma ação que se valoriza menos que o esperado, certo?
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Alexandre Galvão Patriota
@deccache Parece que o tal do "calote" pode ocorrer quando inflação fica consistentemente acima da meta, corroendo o valor mais do que o esperado. @grok me ajude a entender se pode ser isso 🤔
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Um conhecido liberal, conversando comigo, disse que o Brasil está com grande risco de quebrar por conta da política fiscal. Perguntei para ele o que isso significa. Ele disse que é o momento em que o governo não consegue mais pagar a dívida. O momento quando o governo não consegue mais emitir dívida nova para pagar a antiga. Quando ninguém mais quer "emprestar" ao Tesouro. Eu perguntei quando ele acha que isso vai acontecer. Ele disse que em breve. Talvez em um ano. Perguntei se ele acreditava de fato nesse tipo de risco. Ele disse que sim. Então disse que apostava com ele 5 pra 1 que não teria calote no próximo ano. Ele se empolgou. O cara apostou dinheiro que o governo vai dar calote. Tô pensando em abrir um negócio desse tipo e ficar ganhando dinheiro de (neo)liberal. É maldade?
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@SuperPogacar Então eu aposto com você que não vai ter hiperinflação. 10 pra 1. Bora?
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Pogi
Pogi@SuperPogacar·
@deccache Esse seu amigo não existe e o calote não è preciso. A tragédia è a hiperinflação. Já temos stagfla, que é muito ruim, é o que vc vê nas compras do dia a dia
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Comentário perfeito do Daniel sobre a possibilidade do país não conseguir mais rolar a dívida. Aliás, Daniel mostra que esse é um não debate.
Daniel Negreiros Conceição@stopthelunacy

Perdão pela intromissão, mas acho que posso ajudar aqui. Qualquer dívida pública denominada em reais pode ser operacionalmente "rolada" sem qualquer dificuldade, em qualquer cenário, pelo simples motivo que a moeda é também uma dívida estatal. A dívida pública nasce com a criação de moeda que acompanha todo é qualquer pagamento estatal. Embora a emissão de moeda seja uma operação de empréstimo no estrito senso, é um empréstimo muito especial porque já nasce pago. Como o real é ao mesmo tempo uma dívida estatal e o meio de pagamento final para qualquer dívida denominada em real, o Estado brasileiro emite uma dívida que já nasce paga. Somente depois que reais são criados através de pagamentos estatais é que impostos podem ser pagos e títulos públicos podem ser comprados. Afinal, ninguém mais pode criar os reais que se usam para comprar títulos públicos ou pagar impostos além do Estado Brasileiro. E a rolagem da dívida que está vencendo? Veja que do ponto de vista funcional, importa pouco se os portadores de títulos preferem manter seus ativos em títulos ou moeda. É tudo dívida pública. Rolagem da dívida pública, nesse sentido, significa apenas que os portadores de títulos vincendos preferiram continuar com títulos públicos do que trocá-los por dívidas públicas perfeitamente líquidas, mas que não pagam juros.

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Frederico Krepe 🇧🇷
@deccache Teve um que apostou um churrasco comigo no Três Irmãos que a inflação da Argentina em 2026 ia ser menor que a do Brasil.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Esse meme aqui é bom. Quando conheci de perto como o jogo da política funciona e como as políticas econômicas são construídas, percebi que ali havia basicamente três caminhos: 1. Abandonar de vez a disputa política e ir fazer outra coisa da vida. 2. Virar um mentiroso profissional e tentar ganhar dinheiro e prestígio fazendo o jogo dos setores econômicos poderosos, o que implica abrir mão de tudo em que acredito. Acreditem, não é difícil. As oportunidades são abundantes e inversamente proporcionais à qualidade do caráter e ao apego ideológico. 3. Me radicalizar à esquerda. Ver de perto o jogo da política te dá plena consciência de que a disputa econômica é cruel. Que é uma arena plenamente dominada pelo poder dos setores econômicos. Que, geralmente, quando há disputa real, ela ocorre entre frações dos setores econômicos, quando há conflito de interesses entre os poderosos. Fora isso, é tudo um grande acordo e o povo é mera variável eleitoral. E, por óbvio, não se trata de disputa teórica. No Parlamento ou no Executivo, quem tem poder para ditar o que será feito não o tem porque faz políticas públicas baseadas em dados e evidências. É luta de classes na veia. Até reformas mínimas só são concedidas ao povo se houver muita luta e enfrentamento pesado.
Comuna Autogestionada Produtora de Memes@comunadememes

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Jones Manoel
Jones Manoel@jonesmanoel_PE·
Comentário no vídeo de hoje de Fred Krepe. Quero dizer para os jovens do MBL que esse “movimento” é só um instrumento daqueles que exploram o povo e destroem sua vida. Saiam enquanto é tempo. Pega o site da Bancada da Esquerda Radical: bancadaesquerdaradical.com.br
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Mariana Conti
Mariana Conti@mariana_psol·
O PL Sionista de Tabata Amaral e Pazuello é incompatível com a liberdade de expressão e a constituição! Essa foi a interpretação do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, que recomendou o arquivamento do PL Sionista. A proposta abriria espaço para criminalizar quem denuncia os crimes do Estado de Israel. Agora é preciso seguir a luta para que a Câmara dos Deputados acate a recomendação, e enterre de vez esse PL absurdo.
Mariana Conti tweet media
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Glauber Braga
Glauber Braga@Glauber_Braga·
A narrativa de que privatizar resolve tudo já caiu por terra e a realidade do Rio de Janeiro é a maior prova disso. Com a privatização da CEDAE, o que vimos foi o aumento abusivo das tarifas, o descumprimento de investimentos prometidos e comunidades inteiras sofrendo com o desabastecimento de água. O mesmo desmonte aconteceu na gestão Temer/Bolsonaro, que entregou a BR Distribuidora, as refinarias da Petrobras e a Eletrobras, e ficou no bolso da população a conta a pagar. Setores estratégicos como água, energia e combustíveis são direitos essenciais e soberania nacional. Eles não podem servir ao lucro privado, precisam estar sob o controle do povo! Entenda os impactos desses desmontes. Compartilhe esse vídeo e deixe nos comentários: você também defende a reestatização?
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@pedroduarterio Coloque aqui os seus estudos e dados, Pedro. Faz essa gentileza, pq, pela arrogância, você deve estar muito embasado, né?
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Eu geralmente não compartilho post desses doidinhos do bairro, mas esse aqui achei engraçado. O cara não entendeu absolutamente nada que falei mesmo. Tem que dar pé-de-meia para eles voltarem pra escola. Não sei se é a matemática, não sei se é o português... Vai saber. O que eu mostrei (desenhando), é que não se pode afirmar que só pq a evasão do primeiro ano do EM caiu de 3,7% em 2024 para 2,2% em 2025, ou seja, uma redução de 1,5 pp, que TODA essa redução foi CAUSADA pelo pé-de-meia, como um ex-ministro disse. O que o doidinho de bairro entendeu de forma meio bizarra? Que estou criticando que (3,7-2,2)/3,7 = 0,4, ou 40%. Ainda inventou esse 2 pp aí não sei de onde. Aí o doidinho de bairro vai responder que tem um ou outro estudo preliminar que prova a causalidade. Óbvio que tem algum impacto, mas não é TODO o impacto. Justamente por isso que as pessoas fazem esses estudos, caso contrário, era só fazer igual a essas figuras do X. E qualquer estudo que se faça irá mostrar, necessariamente, que o pé-de-meia não foi responsável por TODA a evasão, mas, obviamente, por uma parte, que ele busca estimar. Gente, é tão difícil assim? Sério mesmo...
Dandi no Consignado@jcaetanoleite

99,99% da crítica do Deccache é que ele tá puto porque Tabata e Haddad disseram que a evasão caiu 40% enquanto ele afirma que caiu 2,alguma coisa pontos percentuais… sendo que é a mesma coisa matematicamente.

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David Deccache
David Deccache@deccache·
@taelindin Política de auxílio à permanência deve ser mensal. Todo mês. Isso aí é outra coisa.
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tael
tael@taelindin·
@deccache o pé-de-meia é basicamente uma política assistencial condicionada à frequência. pode-se discutir as fromas de financiamento, que acredito que seja o que você esteja fazendo, mas não precisa fazer isso desmerecendo os impactos dele. é jogar a água do banho com o bebê junto...
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@taelindin Quem defende o modo como o pé-de-meia funciona, defende exatamente isso. Talvez sem saber.
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tael
tael@taelindin·
@deccache mas é você que tá criando esse contraponto, david. não há ninguém na esquerda defendendo uma política em detrimento da outra
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@jcaetanoleite Ele pegou (3,7 -2,2)/3,7 - - - e disse que os 40% eram CAUSADOS pelo pé de meia. Entendeu? Ou quer desenho?
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@jcaetanoleite Não, doidinho do bairro, os 40% do Haddad foram em relação à queda de 2024 para 2025, não é sobre o título desse gráfico.
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Dandi no Consignado
Dandi no Consignado@jcaetanoleite·
99,99% da crítica do Deccache é que ele tá puto porque Tabata e Haddad disseram que a evasão caiu 40% enquanto ele afirma que caiu 2,alguma coisa pontos percentuais… sendo que é a mesma coisa matematicamente.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@jcaetanoleite Então você não entendeu absolutamente nada do que eu disse, doidinho do bairro.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@jcaetanoleite O cara jura que esde gráfico aqui prova uma relação causal e que minha discordância é sobre apresentar o dado de 2025 como queda de 1,5 ponto ou queda de 40% (1,5/3,7). Ahahaha. Pô, irmão, tu é burro pra cacete ahahahaha
David Deccache tweet media
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Dandi no Consignado
Dandi no Consignado@jcaetanoleite·
@deccache De novo, você está com problemas claros de interpretação matemática David
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