David Deccache

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David Deccache

@deccache

Doutor (UnB) e Mestre (UFF) em Economia. Diretor do IFFD. Coautor do livro Teoria Monetária Moderna. Opiniões aqui são pessoais.

Brasília Katılım Haziran 2019
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Alberto Cantalice
Alberto Cantalice@albertocantalic·
Você, Decache, não perde oportunidade de criticar o Fernando Haddad. Isso é correto? Não. Isso é coisa de quinta-coluna. Haddad enfrenta uma disputa duríssima contra o candidato do mercado Tarcísio e gente como você parece que ignora essa situação. Sua prática deletéria é um desserviço para a esquerda.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Enquanto o mercado (setores econômicos concretos, especialmente o financeiro, com seus bancos, fundos, entidades patronais e dirigentes) discute dia e noite e pressiona o governo para consolidar a linha econômica do próximo período, antecipando-se para o caso de a reeleição de Lula ser confirmada, a esquerda permanece calada, como se a eleição fosse um fim em si mesmo. Eleição é condição necessária, mas não suficiente. A esquerda precisa ganhar no voto e no programa. A agenda do “mercado”? Garantir que as contrarreformas estruturais avancem e que o que estava previsto lá atrás, no documento golpista Uma Ponte para o Futuro, do PMDB, seja concretizado. O documento sintetizava o projeto de país das classes dominantes para o pós-golpe: uma agenda econômica que não aceitava nenhum tipo de impedimento ao seu avanço, nem mesmo a democracia. É, portanto, uma agenda que precisou de um golpe contra a democracia, da prisão de Lula e da eleição de Bolsonaro, que implicou genocídio na pandemia, para se concretizar. E ameaça quem ousa se opor. Causaram tragédias, golpes e traumatizaram a esquerda. Uma esquerda amedrontada, que se cala no debate econômico, aceita o papel de gerência do projeto econômico elaborado pelos golpistas e apenas busca, nos curtos espaços de manobra disponíveis, reduzir danos e preservar algum vestígio do que já foi o nosso projeto de país. Vamos nos contentar com as migalhas do banquete das classes dominantes? E esse projeto ainda não terminou. Apesar de toda a destruição causada por Temer e Bolsonaro, ainda há o que destruir. Para seguir “avançando”, exigem novas contrarreformas e novos ataques ao que sobrou da Constituição: redução dos pisos da saúde e da educação; deterioração ainda maior da Previdência Social, para além do que Bolsonaro já fez em 2019; novos ataques ao Bolsa Família e ao BPC; e mais compressão do espaço para investimento público. Tudo isso como decorrência direta e matemática do Novo Arcabouço Fiscal elaborado por Fernando Haddad, que inviabiliza factualmente a manutenção da trajetória atual de gastos com saúde, educação e previdência. Ou se mantém o NAF, que parece ser a opção consolidada, ou se destroem direitos. Não há outra opção dentro dessa regra fiscal. A maior parte da esquerda ignora esse debate. O “mercado”, e eu costumo ler bastante os panfletos deles, discute isso dia e noite. A gente? Finge que esse debate não existe e que tudo se resolverá com denúncias, corretas e necessárias, da bandidagem e da corrupção do clã Bolsonaro. Dessa vez, perdemos na largada. Nunca vi uma eleição tão dominada pelo “mercado”. Não há praticamente nenhuma resistência à agenda. O pouco que há é tratado pela própria esquerda como “fazer o jogo da direita”. Ou seja: criticar a agenda econômica da direita seria fazer o jogo da direita. Já defender, naturalizar ou silenciar diante do projeto econômico da direita seria o quê, para eles? Combate à direita? Enfim. Como disse André Esteves, banqueiro do BTG, o Brasil chegou ao ponto em que “avança” independentemente de governo, ou seja, avança com a agenda que a Febraban quer. A vitória do projeto deles é a nossa derrota. O segredo das classes dominantes sempre foi tentar fazer o povo acreditar que o que é bom para os ricos é bom para todos; que o Estado é de todos; e que, fazendo o que eles e seus economistas mandam, tudo dará certo. A luta de classes existe. E estamos perdendo de goleada. Quem disse algo parecido foi Warren Buffett: há luta de classes, mas é a classe dele, a dos ricos, que está fazendo a guerra. E eles estão vencendo. Nunca foi tão verdadeiro para o Brasil.
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Matías Vernengo
Matías Vernengo@NakedKeynes·
Pra quem acha que o Brasil tem um Estado grande, vale lembrar que nem o gasto, nem a dívida pública, como proporção do PIB, são particularmente elevados em termos comparativos. Já o investimento público, a força de trabalho federal e os déficits primários são bastante baixos
John Galt@johnn_galtt

@NakedKeynes @lauraabcarvalho É sério que vc acha que o problema do Brasil é o Estado não ser ainda maior?

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David Deccache
David Deccache@deccache·
@MachadoSou1789 Os déficit do governo é superávit do setor privado e do resto do mundo. Contabilidade básica. Identidade.
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Machado_Souza
Machado_Souza@MachadoSou1789·
@deccache Expansão fiscal que reduziu o desemprego? Que pesquisas e modelos confirmam isso sem consequências negativas? Os gastos do governo não impactam nos juros e dívidas das pessoas? Se gastasse ainda mais melhoraria o que?
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David Deccache
David Deccache@deccache·
Um argumento curioso que escuto muitos economistas progressistas repetindo é que a economia cresceu bastante (o que já é bem relativo) e gerou muitos empregos, mas que o endividamento das famílias acabou atrapalhando o bônus político e eleitoral desse, segundo eles, bom desempenho. Parece que o endividamento das famílias foi um raio em céu azul. Acontece que parte do crescimento e da geração de empregos teve esse mesmo endividamento como motor. O endividamento das famílias não foi acidental. Foi induzido para sustentar esse mesmo crescimento. E dívidas, no setor privado, quando saem do controle, costumam causar sérios problemas que esses economistas não conseguem enxergar porque estão prestando atenção demais na dívida pública. Talvez achem que famílias e empresas emitem moeda. Vai saber. No mês que vem, no ano que vem e daqui a dez anos, o governo vai continuar pagando religiosamente a sua dívida, sem qualquer risco de calote (quer apostar?). Já seu João e Dona Maria estão chegando naquele limite em que precisam escolher entre pagar a dívida para o banco ou comer. Enquanto isso, os economistas estão mais preocupados em defender uma contração fiscal severa nos próximos anos para segurar a dívida pública. E é aí que a economia desacelera, o desemprego volta a subir e, com isso, seu João e Dona Maria se lascam de vez: endividados e sem emprego. Enfim, cada um com seu foco e com a sua consistência — ou falta dela. NR: o desemprego está caindo desde fevereiro de 2021, principalmente por conta da expansão fiscal durante e após a pandemia, que só agora começa a ser revertida.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@RafaelCMS15 @johnn_galtt A economia começou a crescer,desemprego cair e renda subir com a expansão fiscal da pandemia, que se deu apesar do Bolsonaro. Crescimento de 2,9% em 2022, por exemplo. O desemprego caiu de 14,9% em fevereiro de 2021 para 7,9% em dezembro de 2022. Continuou caindo no governo Lula
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Rafael
Rafael@RafaelCMS15·
@johnn_galtt @deccache Isso foi governo Bolsonaro, 1.18% sendo mais preciso. Governo Lula entregou 3.2%, 3.4%, 2.4% - média de 3%. É uma recuperação da economia. Mas não dá pra crescer muito + do que isso enquanto existir Arcabouços e ortodoxia liberal incutida na própria sociedade, que defende isso.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@fmlara Exato. Daria até para cogitar que, talvez, o foco agora esteja em evitar que a inadimplência das famílias afete a rentabilidade dos bancos...
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Fernando Maccari Lara
@deccache David, acrescentaria a ausência de um mínimo empenho para reduzir de fato o custo do crédito na ponta. Nada que conflitasse minimamente com a rentabilidade dos bancos foi cogitado.
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Gustavo Petro
Gustavo Petro@petrogustavo·
No señor Elon Musk, no cambie la historia. El señor Hitler usó el nombre de socialista porque era mayoritario en Alemania. Así sucede ahora cuando usan nombres como centro o demócrata y son de extrema derecha Hitler era financiado por los más ricos de Alemania y su misión era destruir el sindicalismo alemán y los partidos obreros y socialistas a los que asesinó y llevó a campos de concentración Los Nazis destruyen violentamente los esfuerzos colectivos de la sociedad para hacer que individuos ricos concentren la riqueza social. Los Nazis destruyen la diversidad humana porque creen que hay una raza superior, y no hay razas.
Elon Musk@elonmusk

Hitler was a socialist, therefore all socialists are Hitler

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Fernanda Melchionna
Fernanda Melchionna@fernandapsol·
Meu nome é Fernanda Melchionna, e o povo brasileiro precisa se lenvantar contra o Congresso Inimigo do Povo!
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Glauber Braga
Glauber Braga@Glauber_Braga·
O projeto sobre Terras Raras aprovado agora na câmara é uma desgraça. É lamentável que o PSOL e o PCdoB tenham sido os únicos partidos na esquerda a orientar corretamente o voto contra. O setor privado, principalmente as grandes corporações internacionais através de imorais “incentivos”, vão ter o controle sobre o que deveria ser uma prerrogativa do interesse público. Tá foda! O governo Lula deveria apoiar a TERRABRAS, fortalecer o Serviço Geológico do Brasil e fazer a luta politica aberta. Tentar conciliar com os barões e o Imperialismo não vai nos salvar do buraco!
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Jostein Hauge
Jostein Hauge@haugejostein·
In a new major report, the World Bank conceded that its decades-long war on industrial policy was wrong, saying its old advice “has not aged well — it has the practical value of a floppy disk today.” But this is not an intellectual awakening. The World Bank's doctrine shifted because the means through which Western nations can maintain their dominance shifted — not because economists suddenly discovered new evidence. The world’s wealthiest nations are now pursuing industrial policy so openly that it can no longer be denied to the rest of the world. When the geopolitical winds shift, so does the ideology of institutions where wealthy nations' interests are deeply entrenched.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
@euclidesvasc Típico texto de quem quer ter uma carta na manga para, daqui a alguns anos, puxar quando for acusado de ter apoiado o genocídio.
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David Deccache
David Deccache@deccache·
O debate econômico do governo Petro está em outro patamar. Chuta a ortodoxia neoliberal sem dó, sem medo. E o faz com enfrentamento teórico, empírico e político. Por aqui no Brasil, parece que só há uma forma de pensar "economia", onde progressistas disputam com a direita quem é mais competente para fazer o que o manual de ortodoxia manda. Temos que ter coragem e enfrentar a ideologia econômica que nos acorrenta e que coloca a eleição desse ano em risco. Sem ir pra cima na política fiscal, corremos sérios riscos.
Gustavo Petro@petrogustavo

Este es un estudio econométrico sobre salario vital inflación y empleo. Aquí se prueba con la seríe temporal de datos económicos del país, que como afirmamos, el salario vital, al subir los ingresos de toda la sociedad, no sube la inflación ni baja el empleo. Aquí se prueba que el salario vital es un multiplicador económico generalizado de la sociedad.

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Gustavo Petro
Gustavo Petro@petrogustavo·
Con todo respeto con la facultad de economía de los Andes debo corregirlos: recibí una inflación de dos dígitos, surgida por causas internacionales: la crisis de contenedores y la guerra de Ucrania que disparó el precio mundial de alimentos y fertilizantes. El Banco de la república se equivocó al subir la tasa de interés y fracasó, mi gobierno construyó las políticas y dispuso los dineros públicos para bajar los precios nacionales de alimentos, aumentando la oferta alimenticia nacional y funcionó. No deformen la historia económica de Colombia, es buena para que surja innovación en la teoría económica mundial.
Economía Uniandes@EconomiaUAndes

En entrevista, Marc Hofstetter - @mahofste, director del #CEDE de #EconomíaUniandes, analiza cómo la mayor independencia del Banco de la República ha permitido pasar de inflaciones de dos dígitos a un entorno más estable.

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Elgar Economics
Elgar Economics@Elgar_Economics·
🚨 Available Now In Paperback: The Elgar Companion to Modern Money Theory Edited by Yeva Nersisyan and L. Randall Wray Learn More: e-elgar.com/shop/isbn/9781… Sample Chapter: doi.org/10.4337/978178… This Companion is a comprehensive introduction to Modern Money Theory.
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